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Cultura Notícia da edição impressa de 06/05/2013

Karen Armstrong abre o Fronteiras do Pensamento

Ricardo Gruner

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO/DIVULGAÇÃO/JC
Escritora e ex-freira Karen Armstrong abre hoje ciclo de conferências
Escritora e ex-freira Karen Armstrong abre hoje ciclo de conferências

A chave para uma sociedade de paz é a busca de ações calcadas na regra de ouro de todas as religiões: a compaixão. Ao partir dessa premissa, a escritora britânica Karen Armstrong dá início, nesta noite, à edição 2013 do Fronteiras do Pensamento, ciclo de altos estudos que segue com atividades até novembro. A palestra de abertura ocorre a partir das 19h30min, no Salão de Atos da Ufrgs, e os passaportes para todas as aulas estão disponíveis pelo site www.fronteiras.com ao preço de R$ 925,00.

Fundadora do movimento Carta pela Compaixão, a atração da noite possui uma história inusitada: aos 17 anos, iniciou noviciado da Society of the Holy Child Jesus e, como freira, assumiu o nome de Irmã Martha por sete anos. Descrente na fé católica, formou-se em literatura inglesa em Oxford - mas teve sua tese de doutorado reprovada e só foi reconhecida com Through the Narrow Gate, obra autobiográfica na qual lembrava do período em que passou no convento.

O livro a levou para a televisão e deu uma guinada em sua vida: ao ser enviada a Jerusalém para realizar uma série sobre o início do Cristianismo, deparou-se com as tradições religiosas judaica e islâmica na mesma cidade. A partir do estudo comparado, a acadêmica diagnosticou que, no centro de cada tradição, está a regra “não faça aos outros o que não deseja que façam a você”, proposta pelo filósofo Confúcio cinco séculos antes de Cristo. O problema, segundo ela, é que a “a compaixão não é uma virtude popular, porque requer a transcendência do egoísmo e do egotismo, e as pessoas não querem isso”.

Karen Armstrong é autora de obras como Uma História de Deus: quatro milênios de busca do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo (1999), A Bíblia: uma biografia (2007) e Em defesa de Deus (2008). O movimento Carta pela Compaixão foi iniciado após ela ter vencido o TED Prize (distinção destinada a ideias transformadoras) em 2008. Trata-se de um documento aberto, criado em conjunto com um conselho multinacional de líderes religiosos e mais 100 organizações parceiras, com o objetivo de inspirar e levar de volta a compaixão para o cerne da sociedade.

Com cerca de 95 mil assinaturas de pessoas de todo o mundo, o documento pode ser acessado pelo site http://charterforcompassion.org e está inscrito em mais de 60 placas de madeira sustentável, dispostas em cidades desde Nova Iorque e Buenos Aires até Cairo e Ramallah, na Palestina. Dentre os feitos alcançados, a palestrante destaca o trabalho realizado no Paquistão: “[A Carta] faz grandes avanços por lá, onde está sendo construída uma rede de escolas da compaixão - introduzindo compaixão em áreas centrais do currículo e treinando professores neste sentido”, afirma.

A partir da ideia de que compaixão não significa o sentimento de pena, mas sim a determinação de nos colocarmos no lugar do próximo, Armstrong promove um discurso a favor da tolerância religiosa. Para ela, os cidadãos devem ter o que os chineses denominam jian ai (preocupação para com todos), amar o estrangeiro (algo presente no Levítico), alcançar todas as tribos e nações (pregado no Alcorão) e, sim, até amar os inimigos (Novo Testamento). “Ele [Jesus] não estava usando a palavra “amar” em seu significado atual”, explica Karen.

Conforme a autora, “amor” (hesed em hebraico) significava “lealdade”: “Era um termo jurídico utilizado em tratados internacionais. Dois reis, antigos inimigos, prometiam ‘amar um ao outro’ - isso é, eles dariam ajuda prática um ao outro; viriam em seu auxílio na hora de problemas; ficariam ao lado como aliados leais. Se não conseguirmos dar este tipo de ‘amor’ aos nossos chamados ‘inimigos’, não teremos um mundo viável”.

Após a conferência da escritora britânica, o Fronteiras do Pensamento volta a ocorrer no fim do mês. No dia 27, os palestrantes serão Marina Silva e Fernando Gabeira.

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