Porto Alegre, segunda-feira, 25 de maio de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
13°C
16°C
10°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 5,5230 5,5250 1,61%
Turismo/SP 4,7300 5,8120 0,44%
Paralelo/SP 4,7400 5,6700 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
200820
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
200820
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
200820
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

Agronegócios Notícia da edição impressa de 08/04/2013

Philip Morris inaugura indústria de cigarros

Investimento na nova linha de produção, que substitui antiga unidade da empresa, pode chegar a R$ 136 milhões

Clarisse de Freitas, de Santa Cruz do Sul

PHILIP MORRIS BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
Com a mudança, fumageira terá um único centro fabril e de logística
Com a mudança, fumageira terá um único centro fabril e de logística

O montante gasto pela Philip Morris Brasil na sua nova fábrica de cigarros em Santa Cruz do Sul pode chegar a R$ 136 milhões. Este valor, que foi apontado por assessores do governo do Estado durante a cerimônia de inauguração oficial do empreendimento, na última sexta-feira, ainda não é confirmado pela diretoria da empresa, que admite apenas o orçamento divulgado de R$ 113,5 milhões. No entanto, o presidente da companhia detentora da marca Marlboro, Amâncio Sampaio, apontou que os investimentos na nova unidade ainda estão em execução e poderiam passar o total anunciado pela própria empresa. 

A nova linha de produção substitui a antiga “Unidade Um”, que ficava dentro do perímetro urbano de Santa Cruz do Sul e cujos prédios antigos devem ser vendidos. A nova área, com 40 mil metros quadrados, foi construída junto às unidades dois e três da companhia, no quilômetro 49 da BR-471, o que permitirá à Philip Morris aproveitar o uso integrado de diversas estruturas de apoio, como vestiários e refeitórios, além de agilizar a produção. 

O presidente da empresa destacou que, nesse primeiro momento, não deve haver alteração significativa do quadro de colaboradores e preferiu não comentar os prováveis ganhos na produtividade. Conforme Sampaio, com essa modernização, a empresa terá apenas um único grande centro de produção e logística para atender a todo o Brasil. “Embora tenhamos uma parcela de exportação, o foco dessa unidade é o atendimento da demanda doméstica”, detalhou o executivo, ao afirmar que o espaço teve sua capacidade “dimensionada para atender às necessidades da empresa a longo prazo”.

Sampaio estima que, juntas, as marcas da Philip Morris atendem a 16,6% do mercado brasileiro de cigarros. No entanto, lembrou que o Brasil absorve 25 bilhões de cigarros ao ano que ingressam no território nacional de forma ilegal, conforme dados da Receita Federal citados pelo executivo. De acordo com o presidente da empresa, a grande oportunidade de crescimento da companhia está, justamente, em abocanhar parte da parcela de consumidores que hoje compra o produto contrabandeado do exterior.

Empreendimento da companhia foi totalmente coberto pelo Fundopem

O valor divulgado de R$ 113,5 milhões investidos pela Philip Morris na nova fábrica foi integramente financiado pelo governo do Estado, segundo o secretário estadual de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi. A operação foi realizada através do Fundopem (renúncia fiscal de ICMS por um período de até cinco anos). 

Para o governador Tarso Genro, o incentivo fiscal e o alinhamento do Estado à defesa da cadeia produtiva do fumo e do cigarro estão em consonância com o compromisso assumido no início da gestão de dar apoio às empresas não predatórias, que estabelecem laços virtuosos com a base produtiva local. “Essa seria a melhor descrição para a relação entre a indústria cigarreira e os agricultores familiares que cultivam o tabaco”, destacou. 

Conforme o secretário Mainardi, na safra 2013, a atividade da colheita do tabaco envolveu 86 mil produtores no Estado. “Nossa política é em defesa da liberdade, que o consumidor possa decidir comprar o produto final, que o agricultor possa decidir produzir ou não o tabaco, assim como o governo pode decidir se apoia ou não o setor. É um comprometimento com a felicidade do homem do campo”, defendeu. 

Regras da Anvisa causam apreensão ao setor

Durante a cerimônia de inauguração, que reuniu milhares de trabalhadores e lideranças políticas da região, o tema das novas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi apontado como grande ameaça a esse setor produtivo e à sobrevivência econômica das regiões produtoras. Segundo o prefeito de Santa Cruz do Sul, Telmo Kirst, a cadeia engloba ao menos 600 municípios nos três estados do Sul, com a geração de 241 mil empregos na época de colheita e 114 mil ocupações permanentes.

Se aprovadas, as resoluções da Anvisa devem proibir a adição de substâncias como mentol, cravo e canela, que mascaram o gosto ruim da nicotina e tornam o tabaco um produto mais atraente ao público jovem. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 45% dos fumantes entre 13 e 15 anos consomem cigarros com sabor. Há também nas normas em processo de aprovação a determinação para que sejam retiradas do processo de fabricação de cigarros as substâncias que potencializam a ação da nicotina no organismo, como o acataldeído, o ácido levulínico, a teobromina, a gama-valerolactona e a amônia.

Sampaio afirmou que, se entrarem em vigor (o que poderá acontecer em setembro), essas novas normas da Anvisa alterarão de tal forma as características dos produtos que algumas linhas simplesmente perderiam a razão de existir. O deputado federal Luis Carlos Heinze apontou em seu discurso qu com medidas como essa, a agência estaria extrapolando suas funções e criando legislação – o que é tarefa da Câmara e do Senado. “Se passarem, essas normas farão uma mudança de impacto tão grande quanto a mudança da fórmula da Coca-Cola”, argumentou. 

COMENTÁRIOS
Paula Pereira - 08/04/2013 - 22h57
Parabéns a essa fumageira, fico muito feliz quando vejo empresas desse setor crescendo, pois não é mais possivel, a liberdade, a democracia, ser tão atacada por anti tabagistas, quando é sagrado o direito de escolha. Quanto aos males do cigarro, isso é um terrivel e enorme exagero, vide o livro Risco e Cultura, do cientista Aaron Wildasvsky e Mary Douglas, onde comporvam que os males ditos no cigarro, são um terrivel e enorme exagero. Desejo sucesso a Philip Morris.


Claudio DAmato -
16/04/2013 - 08h07
Fico feliz em ver que apesar de toda paranóia histérica contra o fumo, esta empresa não se intimida. Vou fumar meu Benson Hedges agora.


Edivaldo Gomes Pinto Júnior -
10/11/2013 - 18h41
Parabenizo a Philip Morris do Brasil pela expansão de sua indústria. O cerceamento de uma cultura tão arraigada no Brasil e no mundo é simplesmente um atentado contra a liberdade de consumo que todo homem possui. E é só o começo, caso se dê vazão para que os políticos controlem desta forma nossas vidas. Espero que a Morris também não siga a linha da American Tobacco, que está a reformular de forma muito negativa sua linha de cigarros. O consumidor é conservador neste sentido.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Anele diz que projeto Brazilian Rice ajuda a exportar arroz beneficiado
Projeto para exportar arroz beneficiado será estendido
Valor projetado para setembro é de R$ 0,814 o litro, aponta Conseleite
Preço do leite registra leve queda no Rio Grande do Sul
Aumento da umidade nos próximos dias vai retardar semeaduras
Clima ameaça a produtividade e o plantio
Agricultores participantes têm orientações para melhorar a produção
Programa incentiva boas práticas no meio rural