Porto Alegre, segunda-feira, 14 de outubro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
15°C
24°C
16°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1250 4,1270 0,75%
Turismo/SP 4,0900 4,3360 0,88%
Paralelo/SP 4,1000 4,3300 0,93%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
213822
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
213822
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
213822
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 18/03/2013

Churrascaria Santo Antônio, uma história que une amor e negócios

Marcelo Beledeli

MARCO QUINTANA/JC
Aos 78 anos, churrascaria está em constante evolução
Aos 78 anos, churrascaria está em constante evolução

A carne assada ao estilo gaúcho é uma iguaria que já conquistou o paladar de consumidores em diversas partes do mundo, com a proliferação de churrascarias em diversos países. No entanto, poucos sabem que a trajetória de sucesso do prato rio-grandense mais típico começou, há 78 anos, graças a um restaurante italiano de Porto Alegre que foi criado por uma história de amor à primeira vista.

Considerada como a mais antiga churrascaria do Brasil, o restaurante Santo Antônio, na rua Doutor Timóteo, foi fundado na década de 1920 pelo imigrante italiano Antônio Aita. Originário da cidade de Morano Calabro, na região da Calábria, Aita estava desempregado em Porto Alegre e pensava em ir a Santos, em São Paulo, onde queria conseguir trabalho. Ao visitar um amigo, nas proximidades da avenida Cristóvão Colombo, viu uma jovem aparecer na janela de uma casa para chamar os irmãos para o almoço. “Ele bateu o olho nela e desistiu de viajar”, comenta Eliane Aita, neta de Antônio.

A jovem em questão era a também imigrante italiana Congetta Petrillo. Os dois casaram-se, e Antônio conseguiu um emprego como motorista de bonde da Carris. No entanto, a necessidade de complementar a renda familiar levou o casal a pedir dinheiro emprestado para um amigo, a fim de comprar panelas e tentar a venda de comida caseira em viandas.

Os pratos preparados por Congetta foram um sucesso, e logo o casal buscou aumentar o negócio. Os Aita abriram um café na esquina da Cristóvão Colombo com a Benjamin Constant, em frente ao antigo cinema Orpheu. “Próximo dali havia um mercado com bebedouros para cavalos, e as carroças de cargas paravam lá, o que dava um bom número de frequentadores”, diz Eliane.

O negócio, porém, não prosperou, e logo tiveram que fechá-lo. “Meu avô, como bom italiano, era um pouco esquentado e teve desentendimentos com alguns frequentadores, que preferiam tomar cachaça a café, e minha avó achou melhor acabar com o lugar.” Congetta voltou a servir viandas, até que, em 1935, eles compram, por 100 contos de réis, o lugar onde até hoje está localizado o restaurante, na Doutor Timóteo, 465. “Essa era uma região muito industrial, e não havia refeitórios nas empresas, então os empregados precisavam de um local para fazer as refeições”, comenta Jorge Aita, irmão e sócio de Elaine.

Nesse mesmo ano, Antônio recebeu o pedido que mudaria o destino do restaurante. O imigrante foi convidado pelo então governador do Estado, Flores da Cunha, para fazer o churrasco do centenário da Revolução Farroupilha. A experiência fez com que o casal, junto com seus três filhos – Caetano, Humberto e Orlando – decidisse investir na novidade. Assim, nascia a primeira churrascaria já registrada no Brasil. “Na época, a carne assada da maneira gaúcha era um prato rústico, não muito civilizado”, explica Elaine. “Mas meu avô viu que havia potencial para que pudesse conquistar o paladar da cidade, e começou a servir cortes a la carte, uma tradição que mantemos até hoje.”

Casa mantém tradição culinária da família

Em 1946, Antônio Aita falece. Congetta já estava com a saúde debilitada, não podendo mais cozinhar. Nessa situação, Caetano Aita decidiu arregaçar as mangas e, junto com a cunhada Carmem e seus três irmãos, resolvera continuar com o restaurante. No entanto, como não havia aprendido com o pai a fazer comidas italianas, o sucessor optou por fazer um prato mais simples. Estava lançado o “Filé mignon na chapa”, que até hoje é o carro chefe da cozinha do Santo Antônio. 

A manutenção dessa tradição familiar é o que, para Jorge Aita, filho de Caetano, mantém o restaurante como um dos preferidos dos porto-alegrenses. “Nesses 78 anos houve muitas novidades, como o buffet e o espeto corrido, mas buscamos manter nossa especialidade no prato a la carte, sempre prezando a qualidade e bom atendimento.”

Com oito décadas de atividade, não são apenas as gerações da família administradora que se renovam na churrascaria. Muitos antigos clientes já trazem seus filhos e netos para a casa, comenta Elaine. “Tem uma freguesa que, quando era criança, chegou a escrever uma redação dizendo que a Santo Antônio era seu restaurante preferido. Hoje ela vem pra cá com o filho, que também gosta muito do ambiente.”

Depois do falecimento de Caetano, em 1998, seus filhos Elaine e Jorge - que começaram a trabalhar ainda crianças no local, lavando copos e servindo cafezinho – passaram a assumir integralmente a direção da casa. Hoje, já são assessorados pela quarta geração da família. “Esperamos que eles continuem a tradição, mantendo a qualidade da comida, do serviço e do estabelecimento, para que possamos chegar ao centenário”, destaca Elaine.

COMENTÁRIOS
Emanuel da Silva Corrêa - 13/01/2015 - 20h30
Moro em Vitória a pelo menos um ano e meio mais sou gaúcho da capital e conheço muito bem a churrascaria Santo Antonio que na década de 90 tive o privilégio de trabalhar com essa família maravilhosa e classifico como uma das melhores carnes. Indico para quem gosta de comer bem.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Relação com os clientes que frequentam o local há décadas é mantida, diz Gitz
Pé de Meia se adapta às mudanças da moda
Segundo Lumertz, cerca de dois refrigeradores antigos passam pelo conserto por mês
Luzitana é referência em assistência para geladeiras antigas
Braga e Bandeira se especializaram em oferecer variedade de rótulos
Bier Markt cativa os amantes das cervejas artesanais
Manoela, Alexandre, Daniela e Patrícia seguem à risca os ensinamentos do fundador
Freire Imóveis tem prazer em atender