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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 18/02/2013

Carmen Flores: um nome maior do que a marca

JONATHAN HECKLER/JC
Rede possui sete unidades, localizadas na Capital e em Canoas
Rede possui sete unidades, localizadas na Capital e em Canoas

Ao final dos anos de 1990, era comum ligar a televisão, durante os horários mais nobres, e ver um famoso comercial de móveis cuja apresentadora transformou o bordão em um clássico: “Na Ipiranga, 7.200, hein?”. Carmen Flores atribui à sua credibilidade o sucesso daquela propaganda, assim como o da rede de lojas de que é proprietária atualmente.

Outra palavra valorizada pela empresária é guerreira, algo que pode identificar a trajetória da sua vida. A história de Carmen começou em 1958, no Interior do Estado, em Rosário do Sul. Ela comenta que, na época da sua infância, as meninas eram criadas para serem boas esposas, cozinheiras e mães. Não foi diferente com Carmen. Com o pai não a deixando estudar, ela acabou casando com 16 anos, na década de 1970. Um matrimônio que, segundo ela, não deu certo para aquela menina que “não sabia nada da vida”.

Em contrapartida, o casamento deu-lhe mais liberdade em relação ao seu pai e a condição de estudar. Depois do fim do relacionamento, Carmen mudou-se para Porto Alegre, com sua única filha, Maribel, ainda bebê. Na Capital, fez supletivo e depois passou no vestibular para Administração de Empresas. Além de estudar, Carmen começou a buscar seu primeiro emprego e conseguiu uma oportunidade na rede Tumelero, como auxiliar de departamento de custos. Após essa experiência, ela seguiu para a Madezatti. “Mas eu queira ir para a área de vendas, ganhar mais, crescer”, recorda.

Buscando outro caminho, a empreendedora iniciou “do zero” novamente. Então, foi trabalhar na Broadway Móveis e Decorações. A loja era uma das mais chiques da cidade e os vendedores eram experientes. Carmen revela que eles riam dela, do sotaque, das roupas. “Eu tinha muita vontade, muita garra, mas não deixava de ser aquela coloninha lá de fora”, relembra. Porém, nesse ambiente é que se passa um dos episódios mais relevantes na vida profissional dela.

Em uma ocasião, entrou um senhor mal vestido, alguém que “não tinha a aparência de um comprador da Broadway”. A vez de atender era de outro, mas ele olhou para ela e disse: “ô guria, desde que tu chegaste eu nunca te dei um presente, então vou te dar, pega aquele cliente para ti”.

Mesmo sabendo que se tratava de um deboche, agradeceu e disse que ia fazer uma ótima venda. Ao se aproximar do sujeito, ele perguntou sobre o tipo de financiamento disponibilizado pela Broadway. Ao falar que era o do banco Sulbrasileiro, o cliente indagou: “Eu sou algum otário?”. Ao que ela retrucou: “Não, senhor, acho que é um cliente que estou orgulhosa de atender”. Depois de vários questionamentos, ele pediu para falar com o gerente da loja. Foi então que ele revelou que era o superintendente nacional do Sulbrasileiro que estava vindo para Porto Alegre. Ele solicitou que Carmen fosse responsável por mobiliar a casa dele e avisou que, além da comissão que ela ia ganhar da loja sobre a venda, ele mesmo a premiaria pela negociação.

Em seguida a esse evento, Carmen gerenciou uma loja de móveis e chegou a abrir, em 1986, seu próprio estabelecimento, em frente ao Colégio do Rosário. Já com o nome Carmen Flores, a loja teve que fechar, fundamentalmente, devido aos impactos do confisco das poupanças no governo Collor e às mudanças no trânsito na Avenida Independência, que dificultou o estacionamento de automóveis.

“Na Ipiranga, 7.200, hein?”


Carmen quer levar a marca de móveis para novos municípios. JONATHAN HECKLER/JC

Após fechar sua loja - mas guardando a marca - e passar por outros empregos, Carmen foi trabalhar na rede Ipiranga Móveis, que tinha o seu principal estabelecimento localizado na avenida de mesmo nome da Capital, número 7.200. Foi nessa ocasião que um slogan expandiu a fama de apresentadora.

Carmen recorda que, para diferenciar a loja das outras que operavam na região, o proprietário, que havia colocado uma placa gigante com o número 7.200 em frente ao estabelecimento, sugeriu que ela gravasse o comercial dizendo: “Na Ipiranga, 7.200, hein?”. “Eu pensei ‘que coisa horrível, é muito ruim de dizer’”, admite Carmen. Entretanto, ela lembra que, logo que o comercial foi ao ar, a “avenida Ipiranga fechou” de tantas pessoas que vieram para a loja.

Posteriormente, uma matéria jornalística sobre a popularidade da propaganda e de Carmen, segundo ela, incomodou o dono da rede, ao que ela argumentou: “Esse monstro quem criou foste tu, a tua empresa sou eu, eu sou a 7.200”. Porém, não adiantou, e Carmen acabou demitida.

Sem mágoas, a empreendedora resolveu colocar em prática a ideia de reabrir sua própria loja, o que fez no começo dos anos 2000, ainda na avenida Ipiranga, novamente com o nome Carmen Flores. Atualmente, o grupo possui sete unidades, localizadas na Capital e em Canoas, e a empresária avisa que pretende, nos próximos anos, levar a rede para novos municípios.

COMENTÁRIOS
mauro silvio jardim - 24/02/2013 - 07h49
e lindo lermos sobre uma trajetoria e persistencia tao grande;muito sucesso,voce meresse.

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