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cinema Notícia da edição impressa de 09/01/2013

A nova viagem dos irmãos Wachows-ki

IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO/JC
Filme com Tom Hanks mostra seis histórias interligadas por um período 500 anos
Filme com Tom Hanks mostra seis histórias interligadas por um período 500 anos

Como aquele amigo incômodo que tenta sempre agradar, o longa A viagem estreia nos cinemas brasileiros com muita história para contar em pouco tempo (parece brincadeira, já que o filme tem quase três horas). Dirigido pelos irmãos cineastas Lana (antes Larry, que mudou de sexo) e Andy Wachows-ki, da trilogia Matrix, mais Tom Tykwer (Corra, Lola, corra), o filme é uma adaptação do homônimo romance de David Mitchell, que narra diversas histórias diferentes interligadas em um período de 500 anos. 

A produção traz no elenco Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Sturgess, além de Susan Surandon e Hugh Grant, com um investimento de US$ 100 milhões. O épico mistura diferentes gêneros do cinema em uma história composta por seis narrativas, que se unem em uma reflexão sugerida pelo filme, a de que “nossas vidas não são nossas”. Todas as pessoas estão vinculadas umas às outras, através dos tempos. Cada ação pode influenciar o futuro de todos - uma mistura de karma e conectividade. É neste momento que entendemos a brincadeira na tradução do nome Cloud Atlas para o título em português.

Em 1849, em uma viagem ao Pacífico Sul, um advogado (Jim Sturgess) inicia uma amizade com um escravo fugitivo (David Gyasi) e sofre nas mãos de um inescrupuloso médico (Tom Hanks). Nos anos 1930, um jovem músico separa-se do seu amor e começa a trabalhar para um famoso compositor, em busca da sua obra-prima. Na São Francisco de 1973, uma jornalista (Halle Berry), instigada por um velho cientista (James D’Arcy), investiga uma trama envolvendo energia nuclear. Nos tempos atuais, um editor (Jim Broadbent) é confinado em um asilo por seu irmão contra a sua vontade. Na futurista cidade de Neo-Seul, em 2144, um clone feminino (Donna Bae), com a ajuda de um revolucionário, inicia uma luta contra o sistema imposto. Por último, no longínquo século XXIV, membros de uma tribo primitiva recebem a visita de uma civilização mais avançada.

O longa é bastante ousado. Em 172 minutos, as narrativas são contadas de maneira simultânea, reservando um tempo de menos de meia hora para cada um dos protagonistas. Outro ponto que chama a atenção é a exploração dos atores, que chegam a interpretar mais de seis papéis distintos, com etnias, sexos e aparências completamente diferentes.

A ambição dos diretores ao querer transformar a obra de Mitchell em um filme é o que enriquece o longa, ao mesmo tempo em que o prejudica. A execução da proposta funciona, as histórias estão presentes em sua complexidade e reflexão, com uma beleza estética dos cenários de época e da computação gráfica utilizada. Também é possível encontrar drama, romance, mistério, comédia, ação e ficção, tudo condensado na mesma sequência de quase três horas de duração.

No entanto, a tentativa de colocar as seis histórias de maneira intercalada exige do espectador uma maior atenção para perceber todos os links entre as narrativas - e, assim, não perder a essência do filme -, o que torna a experiência cansativa e complexa. Além disso, utilizar o mesmo grupo de atores caracterizados em épocas diferentes, em certos momentos, pode criar distrações. Hugo Weaving - conhecido como o agente Smith de Matrix (1999) - atua como um matador de aluguel dos anos 1970 e também como uma enfermeira de um asilo.

Para quem deseja fugir dos filmes previsíveis, A viagem é uma boa pedida, que atrai com seu visual e interessante mistura de histórias e gêneros. A ambição de reunir tudo em uma única obra e a exploração dos atores podem incomodar o espectador, mas é só uma questão de se acomodar na poltrona do cinema para apreciar a jornada.

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