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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 31/12/2012

Pallotti imprime novo ritmo de atuação

FREDY VIEIRA/JC
Empresa inaugurou em 2011 um novo parque gráfico, ao trocar Porto Alegre por São Leopoldo
Empresa inaugurou em 2011 um novo parque gráfico, ao trocar Porto Alegre por São Leopoldo

Das impressões com tipos em chumbo fundido às velozes rotativas com tiragem de 55 mil exemplares por hora, a Gráfica Editora Pallotti é uma senhora que não parou no tempo. Com quase 90 anos, a empresa inaugurou em 2011 um novo parque gráfico, ao trocar Porto Alegre por São Leopoldo. Além de duplicar a área para a operação, a empreitada também abriu caminho para qualificar o fluxo de processos e elevar a eficiência. A meta é manter crescimento “moderado” e se firmar como referência, avisa o diretor-executivo da gráfica, Julio Gostisa, que prefere não citar cifras ou taxas de desempenho. 

A marca, que ganhou novo slogan – Imprimindo inovação – ao fazer a troca de endereço, combina o passado de pioneirismo e a preocupação com a atualização. “Seus fundadores e gestores sempre foram muito audaciosos”, resume Gostisa. Sem contar que a quase nonagenária, um feito para poucos estabelecimentos no mercado gaúcho, resistiu e manteve a escalada tecnológica num segmento que, desde os anos de 1960, viveu pelo menos três revoluções. Primeiro, a do sistema off-set, que inaugurou a impressão plana, seguida pela era das rotativas e suas grandes quantidades, e a atual, sob o império da digitalização.

Foi o padre Rafael Iop, ligado à Fundação Vicente Pallotti, que em 1923 decidiu que a instituição precisava de autonomia para imprimir a revista Rainha dos Apóstolos, com tiragem até hoje e destinada a ações de educação religiosa. E o berço do projeto arrojado para a época foi a aconchegante e italianíssima localidade de Vale Vêneto, pertencente a São João do Polêsine, distante 40 quilômetros de Santa Maria, região central do Estado. A oficina foi instalada em um seminário de padres, e em 1934 avançou no mercado, com a mudança para uma antiga tipografia, que funcionava no Patronato Antônio Alves Ramos, educandário santa-mariense de longa tradição. “Era a pré-história, do tempo da tipografia, do chumbo fundido”, contrasta o diretor-executivo.

A operação decolou a partir das novas instalações, atravessou as décadas, incorporou cores, impressão plana do off-set e rompeu os limites do Centro do Estado no começo da década de 1980, quando uma filial foi instalada na Capital, na avenida Plínio Brasil Milano. O parque só saiu de Porto Alegre devido à mudança do entorno, que ganhou ares residenciais e tornou inevitável buscar um novo endereço. “Os preços mais elevados dos terrenos e a baixa oferta de áreas na Capital fizeram a empresa buscar alternativas. Gráfica precisa de espaço para expandir”, justifica Gostisa.

Uma antiga fábrica de calçados, no distrito industrial de São Leopoldo, foi o destino, em uma área de 20 mil metros quadrados. Na mudança, 65% do quadro se manteve, e 35% dos demais funcionários foram contratados na cidade, parte do acordo selado com a prefeitura para garantir incentivos fiscais. Hoje o quadro é de quase 300 pessoas. Em Porto Alegre, permaneceu um escritório comercial. Santa Maria se dedica a impressões de livros. No novo parque gráfico, a demanda estadual e até nacional de revistas, impressos promocionais e outros materiais é atendida em ritmo de três turnos, 24 horas do dia, seis dias da semana.

Precisão no comando das rotativas


Stwart tem como principal ferramenta de ofício uma lupa, que garante controle na qualidade da imagem.

FREDY VIEIRA/JC

Uma das duas rotativas instaladas em São Leopoldo, avaliada em R$ 10 milhões no mercado e adquirida há dois anos, imprime 55 mil exemplares por hora - só na largada, são 15 mil. Qualquer descompasso entre as cores do arquivo digital e o que é estampado no papel precisa ser corrigido em segundos, avisa o técnico gráfico Alessandro Stwart, que atua na cabine de controle e está há 11 anos na empresa. Stwart tem como principal ferramenta de ofício uma lupa que aumenta 100 vezes a imagem.

“Consigo enxergar tudo”, assegura o funcionário, que fica em uma estação protegida, onde estão monitores e computadores para monitorar cada detalhe do produto que será cuspido pelo equipamento gigante - uma Heidelberg M600C. O diretor-executivo, Julio Gostisa, aponta que o controle de qualidade é uma paranoia na linha de operação. Um dos reforços neste processo – que começa com a chegada do pedido, de arquivos de imagem e de demais especificações ao chamado birô e só termina no embarque da mercadoria para remeter aos clientes – são 50 câmeras de vídeo. Gostisa fiscaliza o sistema de seu tablet.

Ter todo o parque em um só pavilhão permite hoje uma visão geral de cada área que compõem a orquestra gráfica. “Temos um controle que é decisivo na entrega do resultado”, associa o executivo. Além disso, uma gráfica tem peculiaridades que escapam ao leitor. Gostisa cita que a climatização emite uma película de água, na medida suportável para não afetar a condição da matéria-prima usada. “Não pode ter umidade. O papel é vivo e com água ele cresce”, revela o gestor. Até porque só quem quer se expandir é a Pallotti.

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