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ENERGIA Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Retorno de Candiota 3 assegura abastecimento

Atenção do sistema elétrico se volta agora para execução de obras para evitar desligamentos no verão de 2013/2014

Patrícia Comunello

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Fornecimento no Estado foi debatido por gestores locais com o ONS
Fornecimento no Estado foi debatido por gestores locais com o ONS

A retomada da operação plena da usina térmica a carvão de Candiota 3, no Sul do Estado, gerou alívio na direção do Operador Nacional do Sistema (ONS). Com o novo fornecimento e a entrada da térmica a gás de Uruguaiana, prevista para metade de janeiro, o diretor-presidente do ONS, Hermes Chipp, afastou eventual corte no abastecimento provocado por limitação no fornecimento. A medida poderia ser acionada, admitiu Chipp, diante de alguma emergência no sistema devido à dependência de fontes hídricas. O operador se volta agora à execução de novas linhas de transmissão consideradas vitais para assegurar energia no verão de 2013/2014 e que vão interligar geração do Paraná e Rio Grande do Sul para a Região Metropolitana de Porto Alegre e conectar os novos parques eólicos, a serem montados no Sul do Estado, com o sistema geral.

A informação sobre a reativação de Candiota 3, inaugurada em fevereiro de 2011 e que finalizou, no domingo passado, um mês de parada para manutenção da máquina com capacidade de 350 megawatts, foi oficializada justamente no encontro, nesta quinta-feira, em Porto Alegre, entre representantes locais da geração, transmissão e distribuição e o comando do organismo. O diretor-presidente do ONS reagiu à notícia com alívio. “Isso dá uma tranquilidade incrível”, dimensionou o executivo. “Cortes de carga térmica na região Sul do País nos preocupam. Quando ela está disponível, sossegamos. Sem esta disponibilidade, em caso de emergência, haveria cortes. Em regime normal, não”, vinculou Chipp. A expectativa é de geração plena, incluindo Candiota 2 (com 446 megawatts instalados). A assessoria de imprensa da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) informou que a fase C, que é Candiota 3, opera 100%, mas que as fases A e B, de Candiota 2 (Usina Presidente Médici), estão gerando metade da carga.

O único efeito colateral indesejado será a elevação da despesa aos consumidores finais, pois a energia de fonte térmica é mais cara. O usuário poderá conferir a diferença na conta de luz. A Associação Brasileira de Distribuidores projetou que o custo das termelétricas deve elevar em três a quatro pontos percentuais as faturas em 2013, atrapalhando os planos do governo Dilma de reduzir as tarifas em 16,7% a partir de fevereiro. O alívio de Chipp implica menor uso da capacidade de geração de fonte hídrica. Enquanto o restante do País demandou mais energia gerada a carvão ou gás, o Estado, pela restrição das usinas instaladas, teve de ser suprido pelas hidrelétricas. “Desde setembro, tivemos de segurar mais energia hidráulica. Quanto mais térmica entrar aqui, melhor”, preveniu o gerente do ONS para a região Sul do Brasil, Manoel Botelho. Na reunião na Capital, Botelho fez forte cobrança do representante da Petrobras sobre o prazo para a entrada em operação da fase dois da usina Sepé Tiaraju, que fica em Canoas e é movida a óleo diesel ou gás. A fase 2 (a um gera 160 megawatts e opera a plena capacidade, segundo Botelho), será de 88 megawatts, e deveria ter sido concluída em setembro. O gerente para o Sul disse que a demora tem relação com atraso na entrega de equipamentos à empresa responsável pela obra.

Melhor geração não elimina riscos de quedas de eletricidade, avalia Chipp

Após a reunião, fechada à imprensa, o diretor-presidente do ONS, Hermes Chipp, preveniu que a melhor condição de geração não eliminará completamente o risco de quedas na distribuição de baixa tensão, ocasionados por maior consumo. Neste caso, o dirigente se agarra à expectativa de que o clima se mantenha mais ameno, com permanência de frentes frias no Estado, o que poderá reduzir a sobrecarga.

Chipp espera que a implantação da linha de transmissão de 500 KV, entre Salto Santiago (Paraná), Usina de Itá (Norte do Estado) e Nova Santa Rita (Região Metropolitana), fique pronta até dezembro de 2013. O prazo da obra é de até dez meses. A obra espera licença de instalação. A intenção é obter a liberação até fevereiro. O presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Sérgio Dias, explicou que a execução de linhas de 230 KV, previstas para a Região Metropolitana e para o Sul (Rio Grande e Santa Vitória do Palmar), deve ser destravada com a promessa de autorização das prefeituras de Canoas e Nova Santa Rita. Mas também deve ocorrer autorização de outros órgãos, como Ibama e Funai. “Essas linhas são fundamentais para que as eólicas, que serão montadas no Sul, sejam conectadas ao sistema”, associou Dias.

COMENTÁRIOS
Edilson Deitos - 28/12/2012 - 14h36
As declarações do Presidente da ONS, de que a obra da linha de 500 KV esta aguardando a Licença de Instalaçãode um órgão ambiental, onde a liberação o quanto antes, menos impactos ambientais gerariam, pois o Estado diminuiria a dependencia de geração térmica, é algo preocupante para não dizer patético. Se a obra atrasar, irremos corrrer o risco de apagões em 2014, custos maiores de energia pela geração térmica e consequentemente maior impacto ambiental e economico. Tudo em nome de uma Licença de Instalação? Edilson Deitos Presidente do Sinplast- Sindicato das Industrias do Plásticos do Rio Grande do Sul

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