Porto Alegre, quarta-feira, 18 de setembro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
15°C
25°C
13°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1010 4,1030 0,58%
Turismo/SP 4,0400 4,2800 0%
Paralelo/SP 4,0500 4,2900 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
977689
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
977689
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
977689
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

Editorial Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Primavera Árabe virou inverno político

O Cairo é uma grande cidade. É o coração do Egito, ao lado de Alexandria. Os cairotas são orgulhosos do passado milenar da sua nação, desde os faraós. Muito antes de Cristo, lá estava a cidade, e o Egito é considerado uma dádiva do Nilo. Com suas cheias periódicas, o humus que o rio deixa alguns quilômetros adentro no entorno das suas margens fertiliza o solo e ali, em se plantando, tudo dá, apesar da região desértica, mitigada pela gigante represa de Aswan. Mas, ingleses e franceses expandiram seus impérios coloniais para o Norte da África. Incutiram usos e costumes fora dos padrões culturais e colocaram no poder títeres, como no Egito, na Argélia e na Tunísia. Até que os povos tiranizados se revoltaram e conseguiram a independência. Porém, continuou a tendência às ditaduras disfarçadas, passando de pai para filho a presidência, caso da Síria, ou com governantes que venciam eleições adredemente organizadas para que este ou aquele nome vencesse, caso do Egito. Há dois anos eclodiu a Primavera Árabe. Mas, nem tudo foi resolvido. Não como seria o desejável.

O entusiasmo e a esperança deram lugar à decepção na Tunísia, Egito e Líbia, com impopulares transições políticas, problemas econômicos e ameaças de extremistas. Foi em 17 de dezembro de 2010 que Mohamed Bouazizi, um jovem vendedor desesperado, explodiu a si mesmo na cidade tunisina de Sidi Bouzid, desencadeando a revolta geral. A comemoração deste evento instalou a polêmica. Uma parte da comissão organizadora renunciou, denunciando o Ennahda (líder) islâmico no poder, que controlou as celebrações. Além disso, a oposição aproveitou a cerimônia para protestar contra o governo, que acusa de ser incapaz de colocar o país no rumo da democracia e do progresso.

Muitos dos habitantes de Túnis acreditam que nada mudou desde 2010, especialmente o alto desemprego. “O que você está falando de revolução? Nada mudou aqui”, protestou Ezzedine Nasri, um caixeiro-viajante cuja esposa não consegue trabalho, apesar de ter um diploma universitário. O partido no governo venceu as eleições em outubro 2011, mas não endireitou a economia e é acusado de deixar as mãos livres para os salafistas, que multiplicam as operações. Piorando, a agência de classificação Fitch rebaixou a nota da dívida de longo prazo da Tunísia, de “BBB-” para “BB+”, ou seja, o grau especulativo. Quanto ao Egito, está dividido desde que o presidente islâmico Mohamed Mursi tentou se atribuir poderes absolutos. Pressionado, Mursi desistiu, mas manteve referendo sobre a Constituição elaborada por islâmicos e desafiado pela oposição. Venceu, com 63% dos votos. Protestos contra as intenções do presidente foram violentos, agravando a tensão no país. Na Líbia, as autoridades conseguiram realizar eleições gerais em julho e a produção de petróleo foi restaurada, mas ameaças de insegurança e extremistas prevalecem. Os oito meses do conflito armado que acabaram com o ditador Muammar Kaddafi deixaram sequelas: milícias armadas, tráfico de armas e a emergência de ameaças terroristas, ilustradas pelo 11 de setembro, que matou o embaixador Christopher Stevens. A rigor, a Primavera Árabe está mais para inverno. Até agora, pelo menos.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Gaúchos não são realistas e pedem o impossível
A Assembleia Legislativa aprovou o aumento do ICMS de 17% para 18%, mas apenas no governo José Ivo Sartori (PMDB)
Na ONU, Brasil e Vaticano com boas mensagens
"A importância das regras não pode ser maior que o amor", afirmou o Papa Francisco
O debate entre a inação e os reformistas gaúchos
A Assembleia Legislativa está aprovando reformas de base para que o Rio Grande do Sul consiga voltar a crescer
As tarifas e os juros que nos atormentam a vida
Há palestrantes ganhando um bom dinheiro para dizer às pessoas como elas devem administrar as suas finanças