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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 10/12/2012

Chalé da Praça XV remonta a história de Porto Alegre

MARCO QUINTANA/JC
Movimento de valorização do Centro abriu caminho para a ampliação do estabelecimento, diz Simonetti
Movimento de valorização do Centro abriu caminho para a ampliação do estabelecimento, diz Simonetti

O que já foi ponto de encontro de poetas e políticos, resguardando entre suas mesas e paredes parte importante da história de Porto Alegre, hoje dá ares de renovação e esperança de que o Centro volte a concentrar a agitação que já moveu a cidade outrora. Do alto de seus 127 anos, o Chalé da Praça XV de Novembro desfruta de um momento privilegiado, com a recente reforma no local e revitalização de seu entorno, que o colocaram novamente em evidência como um dos espaços mais tradicionais e elegantes da Capital.

Quem vai ao Chalé no fim de tarde para um happy hour pode não saber, mas a história do que veio a ser um ícone entre os bares e restaurantes locais começou em 1885 como um quiosque, construído pela Prefeitura, para a venda de sorvetes. Somente em 1911 que o primeiro permissionário do estabelecimento, Gaspar Binter, transformou o local em um ambiente para turistas e apreciadores de chope e gastronomia. E foi justamente esse movimento que deu origem ao status de símbolo boêmio e cultural que teria o Chalé nas décadas seguintes.

Tanta representatividade, porém, foi perdendo fôlego ao longo dos anos, com a gradual transformação da Praça XV de Novembro em um desorganizado reduto onde dividiam espaço vendedores ambulantes e moradores de rua. O proprietário do Bistrô Variettá, Edenir Simonetti, atual permissionário do Chalé, relata que os arredores do restaurante eram tão desacreditados, que ele foi o único a manifestar interesse na licitação que o fez, em 2001, assumir a gestão do estabelecimento. Apesar dos desafios que o entorno impunha à administração do Chalé, a admiração por sua história fez com que Simonetti topasse levar o negócio adiante.

“A Praça XV era um caos, vieram outros permissionários e não dava certo”, diz o empresário. “Mas eu sabia da importância do Chalé e, normalmente, onde o caos está instalado só há uma coisa a se fazer: melhorar”, acrescenta Simonetti, que já atua no segmento de alimentação há 33 anos, onde ingressou como garçom. A vontade de evoluir persistiu, mas a sensação de insegurança e de desorganização espantava os clientes. Além disso, antes de sua ampliação o Chalé comportava um volume pequeno de pessoas que, somado à baixa frequência, fez com que em 2008 Simonetti pensasse em desistir no negócio, que a cada dia se mostrava menos viável financeiramente.

O jogo começou a virar para o Chalé em 2009, com a transferência dos vendedores ambulantes para o Camelódromo, dentro de um projeto da Prefeitura de Porto Alegre para revitalização da Praça XV de Novembro. Simonetti destaca que o processo foi determinante para a sobrevivência do restaurante e para dar início a uma mudança no Centro da Capital. “Provavelmente o Chalé estaria fechado, se não fosse isso, as pessoas tinham medo de frequentá-lo”, sugere o permissionário.

O movimento de valorização do local também abriu caminho para a ampliação do Chalé, finalizada em 2011, demandando investimentos na ordem de R$ 1,5 milhão. O restaurante ganhou um novo ambiente fechado, que permitiu mudar a logística interna da operação e abrigar um volume maior de clientes, que passaram a frequentar em peso o estabelecimento, inclusive no inverno e à noite, tornando o local vivo e lucrativo.  “O Chalé é frequentado por todas as pessoas, desde aquelas com alto poder aquisitivo até aquelas mais simples que vêm só para tomar um cafezinho e curtir o local, pois esse local conta a história da cidade e tem uma energia muito positiva, é  um lugar que tem alma”, aponta Simonetti.

Nova reforma já está sendo planejada

O Chalé ganhou vida nova com a ampliação entregue no ano passado, mas as mudanças não cessaram. Já está em fase de estudo a revitalização do prédio do Chalé, tombado pelo patrimônio histórico em 1998. Até o meio do ano que vem, as obras devem estar em andamento. “Apesar da ampliação, na última reforma o Chalé só ganhou uma pintura externa, e transferimos a cozinha para o espaço ampliado”, lembra o permissionário Edenir Simonetti.

A restauração do local deve ajudar a consolidar um fenômeno que Simonetti já está percebendo: o retorno às origens, com o Chalé voltando à condição de ponto de encontro da Capital. Os políticos, que constituíram em massa a frequência do restaurante no passado, já começaram a retornar. “Aqui se encontram secretários, muitos candidatos fizeram campanha aqui, então o destino de Porto Alegre está sendo tratado aqui”, observa. “Além disso, temos dias muito emocionantes, onde vemos avôs, filhos e netos passando a tradição do Chalé de geração em geração”, completa o permissionário e entusiasta do Chalé.

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