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TEATRO Notícia da edição impressa de 27/08/2012

Fite: teatro além dos muros da escola

Michele Rolim

CLAUDIO ETGES/DIVULGAÇÃO/JC
Festival de Teatro Estudantil homenageia grupo Usina do Trabalho do Ator
Festival de Teatro Estudantil homenageia grupo Usina do Trabalho do Ator

Desde o século XIX, o teatro estudantil mostra-se ativo e presente na cultura brasileira. Em suas várias épocas, representou uma renovação dos padrões artísticos vigentes.  A partir de hoje, Porto Alegre escreve mais um capítulo na história das artes cênicas ao receber a primeira edição do Festival Internacional de Teatro Estudantil (Fite).  

Até o dia 2 de setembro, 37 grupos dividem os palcos do Teatro Renascença, Sala Álvaro Moreyra (ambos na Erico Verissimo, 307) e do Teatro de Câmera Túlio Piva (República, 575). São estudantes dos Ensinos Fundamental, Médio e de graduação, além de participantes das ações educativas realizadas por ONGs.

A atriz e professora de teatro Luciana Paz, conhecida como Luka, é uma das curadoras e destaca que o Fite é um evento colaborativo que prioriza a pluralidade. “Quando pensamos no conceito, uma das preocupações era estarmos afinados com uma perspectiva de educação que prisma pela diversidade, pela diluição dos espaços de saber. Por isso, fazemos questão de frisar que ele não é competitivo, ele é, digamos, analítico”, comenta Luciana.

Entre os destaques da programação estão os espetáculos La célula (de Buenos Aires), sobre seis ativistas; A vida é sonho (Limeira, MG), uma livre adaptação da obra de Calderón de la Barca; Thomas o Menino Rato (Porto Alegre), que conta a história de um menino-rato que estuda em uma escola inclusiva com outros guris, esses “humanos”; e Eu chovo, tu choves, ele chove (Porto Alegre), uma metáfora da relação patrão-empregado. Nesta primeira edição, a Usina do Trabalho do Ator será homenageada pelos 20 anos de atuação no teatro e na educação. O grupo apresenta Cinco tempos para a morte, às 20h, no Teatro Renascença.

A vivência dos participantes vai muito além do fazer teatral. Luciana cita como exemplo o espetáculo Alice num país não tão maravilhoso, do IEE José Bernabé de Souza, do município de Cerrito. O espetáculo desembarca em Porto Alegre com 24 alunos e quatro professores depois de contar com a ajuda financeira de uma ação entre amigos para custear parte dos custos, como os de alimentação. “Estar em Porto Alegre e se apresentar em um teatro tem muito valor para eles; com certeza vai alterar a percepção dos alunos”, ilustra a curadora.

Luciana destaca que muitos grupos, principalmente do Interior do Rio Grande do Sul, são criados e gerenciados por pessoas que começaram a fazer teatro nas escolas. Além disso, a maior parte destes professores é de outras áreas, mas tem afinidade com o teatro. “Eles procuram maneiras de se qualificar para desenvolver este trabalho.”

Outra modalidade apresentada pelo Fite é o Café no Palco, espaço de diálogo destinado a relatos de professores sobre suas experiências oriundas de práticas que contemplem o ensino, a criação e a aprendizagem de artes cênicas. A atividade ocorre dia 1 de setembro, na Sala Álvaro Moreyra, às 14h30min.

Um dos relatos será de Betha Medeiros, professora de teatro e educação física há 17 anos na escola especial do Centro de Reabilitação São João Batista. Ela desenvolve um trabalho com crianças e adolescentes com paralisia cerebral - quase todos em cadeira de rodas - através de fantoches e brincadeiras. Alguns deles não falam e têm grande dificuldade, ou nenhuma movimentação, por isso as aulas são no formato de fotonovela. A programação é totalmente gratuita e pode ser consultada no blog festivalfite.wordpress.com.

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