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PRÊMIO O FUTURO DA TERRA Notícia da edição impressa de 23/08/2012

Projeto de conservação estanca a erosão do solo

JONATHAN HECKLER/JC
Exploração irracional da terra era uma das principais causas do empobrecimento, conta Mielniczuk
Exploração irracional da terra era uma das principais causas do empobrecimento, conta Mielniczuk

Há mais de 50 anos o professor titular aposentado, colaborador voluntário em Manejo do Solo do Departamento de Solos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Mielniczuk, se dedica ao campo. Em 1961, ingressou no curso de Agronomia da universidade e desde então, acumula anos de trabalho, dedicação e experiência em solos. Entre as principais atividades que marcaram sua carreira estão o Projeto de Melhoramento da Fertilidade de Solos do Rio Grande do Sul, a “Operação Tatu” e a coordenação do Projeto Integrado de Uso e Conservação do Solo no Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o pesquisador Werner Wünshe, integrante do CNP Trigo de Passo Fundo.

A Operação Tatu teve como foco a correção dos solos empobrecidos pelo manejo inadequado da terra, na região noroeste do Estado. Nestes locais a produtividade das principais culturas era muito baixa, o que forçava as famílias ao abandono das terras e à procura de novas, ou, até mesmo, empregos na cidade.

Esse projeto, resultado da união de esforços de pesquisadores, da Associação Rural de Santa Rosa e da Emater/RS, foi batizado de Operação Tatu, por conta dos buracos feitos na terra para a retirada das amostras a serem estudadas na Ufrgs. Na época, a partir das análises de fertilidade dos solos, se concluiu que a quantidade de calcário utilizada para a correção da acidez e de adubo era inferior à necessária. Introduziu-se, então, o conceito de análise do solo para o uso de adubo e calcário. Foi o primeiro impulso e avanço tecnológico que preparou o País para ocupar os solos ácidos do Centro-Oeste.

Para Mielniczuk, essa operação foi a porta de entrada para atuar como um dos líderes do Projeto Integrado de Uso e Conservação do Solo no Rio Grande do Sul, desenvolvido para estancar a erosão do solo, que aumentava vertiginosamente na época. “Havia um grande problema de conservação, e este foi um trabalho muito interessante”, recorda o pesquisador.

A principal causa da erosão era a exploração irracional da terra, o excessivo preparo sem condições adequadas de umidade e a utilização do solo sem observar a capacidade agrícola. A área de atuação abrangeu, no período, aproximadamente 3 milhões de hectares.  De início já se percebia progresso, principalmente no que dizia respeito à adoção das práticas simples, como a eliminação da queima da resteva do trigo, o emprego de culturas recuperadoras e a diminuição do preparo da terra, refletindo visivelmente na redução da erosão.

Mas o resultado alcançado mais positivo, de acordo com Mielniczuk, “foi a integração entre as instituições de ensino, pesquisa, extensão, cooperativas, crédito financeiro e líderes locais”. A atuação em conjunto fez com que um grande número de agricultores adotasse práticas de uso sensato do solo, e a comunidade em geral se conscientizasse para o problema.

De 1979 a 1984, período de maior atuação do projeto, foi quando se inseriu as culturas de cobertura e a redução do preparo de solo no Estado. O plantio direto, onde a plantação é feita diretamente sobre o solo não lavrado, passou a ser introduzido em grande escala a partir dos anos 1990, pelo projeto Metas. Trata-se de um sistema de produção agropecuária em que se evita a perturbação do solo e se mantém sua superfície sempre recoberta de resíduos - palha, e assim protegido por restos orgânicos, ou pela vegetação.

Hoje, conforme Mielniczuk, “já se percebe um progresso com base no avanço da ciência do solo, através da geração do conhecimento ao longo do tempo”. Nos anos 1960 eram encontrados problemas de fertilidade. Já nas décadas de 1970 e 1980, as dificuldades estavam na conservação. De lá para cá houve grandes evoluções. Atualmente, as maiores preocupações são com problemas climáticos, o controle de emissão de gases e o cuidado com o descarte de dejetos a fim de não afetar o solo.

Dedicação levou à realização pessoal

A história profissional de João Mielniczuk é cheia de especializações. Além da graduação em Agronomia e mestrado em Ciência do Solo pela Ufrgs, o professor é doutor, também, em Soil Sciece pela University of Wisconsin  - Madison, nos Estados Unidos. Realizou pesquisas, desenvolveu publicações e teses sobre arroz irrigado, semeadura com semente pré-germinada, irrigação, reparo e solo, entre outros assuntos.

Mas foi como professor que ele encontrou sua realização. “A minha maior gratificação reside na formação de outros técnicos, como orientador de mestrado e doutorado, no ensino aos mais de 50 estudantes que hoje já são doutores, e que se encontram nas melhores universidades do Estado, também passando seus conhecimentos adiante”, conta o professor.

PRÊMIO ESPECIAL

João Mielniczuk: Revista Ciência Rural - Professor Titular Aposentado do Depto. de Solos da Ufrgs.
PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Ilsi Boldrini: Professora associada da UFRGS/ Instituto de Biociências.

Silvia Terezinha Sfoggia Miotto: Professora Associada da UFRGS do Instituto de Biociência, Departamento de Botânica
CADEIAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA
Algenor da Silva Gomes, Pesquisador Aposentado da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS).
David Driemeir, Professor da Veterinária da Ufrgs.
TECNOLOGIA RURAL
Ronaldo Matzenauer, Fepagro.

César Valmor Rombaldi, Professor Titular da Ufpel, Departamento de Agronomia.
NOVAS ALTERNATIVAS AGRÍCOLAS
Sérgio Francisco Schwarz, professor adjunto da Ufrgs, departamento de horticultura e silvicultura.

Celso Aita, Professor Associado da UFSM/Depto. Solos.
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