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Livros Jaime Cimenti
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Livros

Coluna publicada em 16/10/2009

O pensamento do Dalai Lama

Tibete e, aos dois anos, foi reconhecido como o 14º Dalai Lama, tendo subido ao trono aos cinco. Em 1959, em consequência da ocupação do Tibete pelas tropas chinesas, exilou-se e, desde então, luta por uma solução pacífica para o conflito. Tenzin Gyatsu nasceu em 6 de julho de 1935, na aldeia de Takster, no nordeste sino-tibetano. Por seus esforços e por sua liderança, Dalai Lama recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989. Caminho da sabedoria, caminhos da paz, ora lançado em edição de bolso pela L&PM Pocket, reúne depoimentos dados desde a década de 1980 pelo líder tibetano à escritora Felizitas von Schönborn, sobre si mesmo, sobre o budismo, sobre o mundo, a liberdade, a paz e outros tópicos relevantes. Dalai  Lama foi considerado pela revista Time, em 2008, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e, nesta obra, com seu inimitável estilo simples, bem-humorado e direto, mostra como podemos todos viver com mais sabedoria e paz. Mediante testemunhos sobre sua própria vida e reflexões sobre os mais diferentes pontos do planeta e sobre os muitos conflitos que abalam a terra, o Dalai Lama mostra que, mesmo sendo celebridade mundial, é um ser humano igual a milhões e que pretende, acima de tudo, ajudar ao próximo. Considera, aliás, que auxiliar os outros é o sentido de sua vida. Ponto essencial para o Mestre, também, ressaltado na apresentação que Lucia Brito fez para o volume, é o fato de a meditação ser altamente benéfica para o cérebro e para o bem-estar físico e mental. Com sua saudável curiosidade e inquietação intelectual, o Dalai Lama estimula ligações entre o budismo, as filosofias modernas e a reforma do currículo das universidades monásticas e das escolas tibetanas, com o acréscimo de disciplinas como matemática e física. Enfim, Caminhos da sabedoria, caminhos da paz, dirigido ao público em geral, com linguagem agradável e acessível, além de contar sobre a vida dele, revela pensamentos, reflexões e incentiva boas ações para todos. Não por acaso o Dalai Lama tem personificado a sabedoria oriental e sua difusão no ocidente.  No prefácio de Wei Jingsheng está dito, justamente, que o Dalai, com sua tolerância flexível, está preocupado com a libertação de todas as pessoas privadas de seus direitos em Estados totalitários. O carinho, o apoio e a leitura que as obras de Sua Santidade o Dalai Lama tem recebido no mundo mostram que ainda existem líderes e referências confiáveis e que, acima de interesses políticos e religiosos, está a defesa da vida e o bem de todos os seres.   192 páginas, R$ 15,00, tradução de Eduardo Simões, L&PM Pocket, telefone (51) 3225-5777.

Lançamentos

Vietnã pós-guerra, décimo livro de jornalismo de aventura de Airton Ortiz fala de muitos temas do Sudoeste asiático e de dois meses que o autor passou na Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja,acompanhado pelo repórter fotográfico Luiz Antonio Ferreira, autor das fotos em cores da obra. Batalhas da guerra do Vietnã, sistema econômico e liberdade de imprensa são alguns dos temas. 264 páginas, Editora Record, telefone (21) 2585-2000.

A vida na porta da geladeira, da escritora londrina Alice Kuipers, é o retrato íntimo do relacionamento de uma médica sempre muito ocupada com sua filha de quinze anos, num momento crucial. Bilhetes apressados na porta da geladeira mostram o cotidiano atribulado e a falta de tempo para as pessoas que amamos. Tradução de Rodrigo Neves, WMF Martins Fontes, R$ 39,80, telefone (11) 3241-3677.

Encontros com o Professor - Cultura Brasileira em Entrevista, Volume IV, reúne as entrevistas que Ruy Carlos Ostermann realizou com Kleiton & Kledir, Nei Lisboa, Miguel Proença, Zé Victor Castiel, Luis Fernando Verissimo e Charles Kiefer, entre outros, no projeto que dá título ao volume. 248 páginas, Editora KCS, telefone 3029-3911.

Viva Chama, romance de Tracy Chevalier, autora de Moça com brinco de pérola, entre outros, narra a mudança dos Kellaway da pacata Dorset para Londres, no século 18, em plena época do terror antijacobino. Incêndios, enterros, circo, sedução, vinhos e sexualidade estão na ficção resplandecente que tem encantado leitores de muitos países. 416 páginas, Bertrand Brasil, telefone (21) 2585-2087.

e palavras...
A bênção, Nossa Senhora Aparecida!

No Sete de Setembro em Brasília, em outras capitais e no resto do País, não houve grande animação e poucos milhares de cidadãos participaram de desfiles e eventos. No dia doze de outubro passado, em Aparecida, maior santuário mariano do mundo, inaugurado em 1980 pelo Papa João Paulo II, centenas de milhares de fiéis peregrinos (falaram em até dois milhões) estavam lá. Os crentes vieram de todas as partes do Brasil, alguns, claro, com extremas dificuldades. Todo ano a manifestação se repete. Em muitas capitais e cidades, milhares e milhares reverenciaram Nossa Senhora. É bonito de ver a fé popular em Aparecida e em outras manifestações religiosas e de ver que, apesar de tudo o que anda pelo mundinho aí, ou talvez por isso mesmo, milhões de pessoas seguem com fé, esperança e atitudes em favor da paz. Quando penso em Deus, santos, religiosos e fiéis acredito mais em energias positivas, em sentidos para a existência e nos infinitos caminhos do mundo espiritual. Procuro ligar os domínios da alma com as coisas ditas concretas aí do cotidiano e evitar messianismos, fanatismos e exageros. Corpo e alma, pão e oração, na medida correta, por aí. Nosso Brasil de hoje, tão olhado e cobiçado por muitos do planeta e, nossa população, certamente precisam da proteção e das bênçãos de Nossa Senhora Aparecida, nossa Padroeira, que, registra a história, praticou vários milagres. Não é à toa que poucos estão se interessando por Sete de Setembro, Brasília e pela política e muitos estão rezando em Aparecida. O PIB nacional está lá em cima, como já esteve em outros momentos de euforia nacional ( anos 1950, por exemplo), nossa imagem no exterior ( talvez por causa do que os outros possam ganhar e tirar daqui) está boa, mas, convenhamos, alguns de nossos índices de desenvolvimento humano, social e ambiental são preocupantes. Temos quinze milhões de analfabetos e não sei quantos analfabetos funcionais. Os registros de violência, inclusive nas portas das escolas e dentro delas, são alarmantes e as questões de valores, ética, corrupção e etc estão aí, desafiando nossos corpos e mentes. É bom saber que melhoramos em muitas coisas, é comovente e positiva a fé das pessoas, mas devemos pensar com muita calma, clareza e objetividade no que pretendemos ser para nós mesmos e para o resto do mundo. Muita bênção para o Brasil e os brasileiros, Nossa Senhora de Aparecida! (Jaime Cimenti)

Versos

Não fiz nada, bem sei, nem o farei,
Mas de não fazer nada isto tirei,
Que fazer tudo e nada é tudo o mesmo,
Quem sou é o espectro do que não serei.

Vivemos aos encontros do abandono
Sem verdade, sem dúvida nem dono.
Boa é a vida, mas melhor é o vinho.
O amor é bom, mas é melhor o sono.

Fernando Pessoa, Inéditas, Obra Poética, Aguilar

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