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Saúde Pública 06/08/2012 - 21h18min

Tratamentos antienvelhecimento estão na mira do CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta segunda-feira um parecer condenando a prescrição de hormônios em tratamentos antienvelhecimento, por não haver evidências científicas de que a terapia seja eficiente. Dentro de até dois meses, uma resolução proibindo médicos de recomendar o uso desses produtos deverá ser editada. "O Código de Ética já mostra que médicos não podem indicar terapias não comprovadas cientificamente. O que vamos fazer é deixar mais clara a proibição da indicação de hormônios", afirmou o vice-presidente do CFM, Carlos Vital.

Nos últimos quatro anos, cinco médicos foram cassados por indicar tratamentos sem comprovação científica. No mesmo período, outros 10 profissionais foram condenados pelos mesmos motivos a penas de suspensão e censura pública. "Embora a medicina tenha avançado, a promessa de eterna juventude ainda está no campo das fábulas", disse Vital.

Entre os hormônios indicados por médicos que atuam em clínicas de envelhecimento estão a melatonina, o cortisol, o hormônio do crescimento, progesterona e testosterona. "Os trabalhos reunidos até o momento mostram que, em pessoas saudáveis, o uso dos hormônios aumenta o risco de uma série de doenças", afirmou a geriatra Maria do Carmo Lencastro, integrante da Câmara Técnica do CFM.

No caso do hormônio da tireoide, por exemplo, o uso em pessoas saudáveis pode levar ao hipertireoidismo. Já o hormônio de crescimento, quando em grandes quantidades no organismo, pode levar a problemas cardiovasculares. "O uso desses hormônios provoca uma sobrecarga no organismo, e, em consequência, um desajuste hormonal", contou Maria do Carmo. Esta é a segunda recomendação feita pelo CFM relacionada a terapias que prometem interromper ou retardar o processo de envelhecimento. Em 2010, uma resolução do colegiado proibiu a indicação de terapia ortomolecular, também por não haver eficácia comprovada.

O diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Salo Buskman, elogiou o parecer do CFM. "Era preocupante o crescimento da indicação das terapias ditas anti-aging", disse, citando o termo em inglês. Por várias razões, segundo ele: além de prometer algo que não há como ser alcançado, a interrupção do envelhecimento, a terapia aumenta o risco de efeitos colaterais, e passa a ilusão de que o paciente está comprando saúde - o que, por sua vez, o leva a deixar de adotar um estilo de vida saudável.

Buskman contou ter recebido em seu consultório pacientes com efeitos colaterais provocados por essas terapias. Mas ele ressalta que, muitas vezes, os próprios pacientes escondem o fato de terem adotado a terapêutica. "No fundo, eles sabem que o tratamento é condenado, que não há evidências de resultados. Mas o medo de envelhecer acaba falando mais alto". Ele diz que o controle dessas proibições pelo CFM não é fácil de ser realizada. "Dificilmente o paciente denuncia. Em primeiro lugar, porque pacientes se iludem com a promessa feita pelos médicos. Depois, porque não associam efeitos colaterais aos remédios".

O professor da Universidade Federal da Bahia, Elsimar Coutinho avalia que o CFM extrapolou suas competências. "O conselho é um órgão educativo, tem de fiscalizar a ética e não querer ensinar professores sobre o que indicar para pacientes", reagiu. O médico, conhecido pelo uso de hormônios para mulheres pararem de menstruar, afirma não fazer tratamento antienvelhecimento. "O que tem de ser feito é reposição hormonal. Hormônio nunca rejuvenesceu". Ele diz que não vai adotar nenhuma medida contra a decisão do CFM. "Isso não me afeta. Só uso hormônios com indicações precisas".

O parecer do CFM teve início depois de o médico Italo Rachid enviar para o colegiado um documento que reuniria uma série de estudos comprovando a eficácia do anti-aging. Dos mais de 5 mil trabalhos reunidos, no entanto, pouco mais de 1% trazia trabalhos sobre a análise do envelhecimento e nenhum deles apontava benefício dos hormônios. "A terapia antienvelhecimento não é especialidade médica. Nem no Brasil, nem na União Europeia, nem nos Estados Unidos", lembrou a geriatra.

De acordo com o parecer do CFM, no currículo o médico constava treinamento anti-aging. O parecer do CFM, no entanto, indica que essa ligação não foi comprovada.

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