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Editorial Notícia da edição impressa de 10/10/2012

A nova classe média merece muita atenção

Realmente, o Brasil não é uma ilha no meio da crise mundial. Mas não somos um país desprotegido. Pelo contrário. Somos protegidos pelo imenso mercado interno. Esse é o pensamento da presidente Dilma Rousseff. Claro, os programas do governo federal, segundo ela, nos últimos anos, tiraram 40 milhões de pessoas da linha da pobreza e transformaram o País, pela primeira vez, em uma nação de classe média. E a classe média está experimentando pela primeira vez o doce sabor do consumo. Gratifica-se comprando aquilo que antes via apenas nas charmosas publicidades de jornais, rádios e tevês e com as quais sonhava. São os emergentes da classe média que passaram do grupo denominado de E e D e que evoluíram para um patamar acima. Enfim, enquanto a Europa estertora em suas angústias financeiras, vendo desmoronar a eurozona, e os Estados Unidos (EUA) não conseguem administrar a dívida de US$ 14 trilhões, cabe a Brasil, Rússia, China e Índia preencherem os vazios que foram abertos com a crise no Velho Mundo agora, como antes acontecera nos EUA.

No entanto, no caso brasileiro, o Banco Central reconhece que o País ainda carece de alguns dados sobre o acesso de muitos brasileiros aos serviços bancários, na chamada nova classe média. Os dados são importantes porque com eles será possível trabalhar com controles mais robustos sobre a sustentabilidade desse processo de melhoria salarial dos que migraram de uma posição socioeconômica para outra. Houve um grande aumento do acesso ao crédito dessas famílias. O Brasil viveu uma série de transformações estruturais nos últimos anos no sistema financeiro e, por isso, novos controles são necessários. É fundamental, então, que o País tenha mais informação para entender a chegada desses novos clientes às instituições financeiras.

O mercado de crédito, de fato, ainda é novo no Brasil, levando para uma assimetria de informação gigantesca. É importante aproveitar muito bem a racionalidade para termos o máximo de informação possível para todos que tomam decisão. Os bancos precisam ter cuidado com a avaliação de risco e as pessoas que ascenderam na escala social também precisam ter cuidado com um eventual excesso de otimismo. Nesse sentido, de entender melhor o que está acontecendo, uma instituição absolutamente crucial, é o IBGE.

As redes varejistas populares entenderam bem o modelo experimental de consumidor e trataram de ir ao seu encontro. A fórmula tem dado certo na maioria dos casos, e isso é muito bom para todos. No entanto, um dos problemas ainda não resolvidos é o acesso à casa própria, aí, obviamente, incluindo-se apartamentos, os quais estão faltando em Porto Alegre. Em Porto Alegre, o déficit é de 30 mil moradias. Por isso, o governo federal deveria abrir facilidades para a construção de núcleos habitacionais nas cidades interioranas, onde os terrenos são acessíveis no preço, na proximidade dos serviços de saúde e educação, além do saneamento básico. A Capital continua lutando contra a pequena disponibilidade de terrenos e o déficit na faixa de um a três salários-mínimos permanece. Esse é um grave problema, pois emprego e moradia são a base das famílias. Então, vamos resolver.

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