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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

14/11/2014 - 20h15min

Jean Wyllys fala de descriminalização das drogas durante bate-papo na Feira

Giane Laurentino

Claiton Dornelles/JC
Jean Wyllys veio a Porto Alegre para divulgar o novo livro Tempo Bom, Tempo Ruim
Jean Wyllys veio a Porto Alegre para divulgar o novo livro Tempo Bom, Tempo Ruim

Robinho, Joel, Marcinho, Sabiá e o outro Marcinho. Os nomes citados são de amigos do deputado federal pelo P-Sol, Jean Wyllys. Todos morreram vítimas da violência ou pelo tráfico de drogas. Durante o bate-papo na Feira do Livro de Porto Alegre, o deputado se coloca como uma das exceções do que acontece com pobres de periferia e defende a descriminalização da maconha.

“A gente gostaria de deixar de ser exceção, gostaríamos de ser a regra”, defende. Ele lançou o livro Tempo Bom, Tempo Ruim: Identidades, Políticas e Afetos durante a 60ª edição da Feira do Livro. 

Em seu segundo mandato, Jean Wyllys pode ser considerado um estranho no ninho. Reconhecido como parlamentar, o menino que levava uma vida próxima à linha de miséria, em Alagoinhas, na Bahia, se coloca como um deputado progressista que defende as liberdades individuais. “Mesmo entre os progressistas existem aqueles que não querem colocar o seu mandato em risco, então temem algumas pautas”, comenta. Como estratégia, Wyllys busca na comunicação e nas organizações da sociedade civil o apoio necessário para levar suas pautas adiante. 

Dentro do atual mandato ele possui um conselho formado por 73 pessoas com o qual se reúne e debate pautas e presta contas de suas ações. Mais que manter a transparência, ele tem a intenção de politizar as pessoas. “Tem gente que nas primeiras reuniões não sabia qual era a função de um deputado”, conta. Para ele, a sociedade está despolitizada ao ponto de não distinguir as funções do legislativo e do executivo. Este conjunto de pessoas é prioritariamente plural para que todos tenham contado com questões que nem sempre tem relação com a realidade na qual vivem. 

Para plateia lotada, Wyllys contou da sua infância pobre, em uma casa sem encanamento e pouca comida. “Só uma pessoa egoísta, que desconhece a realidade do Brasil, pode chamar o bolsa família de bolsa esmola e não entende o impacto disso na vida das pessoas”, afirma. Ele conta que a vida dele foi transformada por meio da educação e da igreja. Jean Wyllys foi coroinha e participou do movimento pastoral. “A igreja me deu a empatia com a dor do outro, foi ela que me politizou”, concluiu.

Durante o bate-papo, o projeto de lei de regulamentação e descriminalização da maconha proposto pela deputado foi colocado em contraponto ao do deputado Osmar Terra, que prevê a internação compulsória dos viciados em drogas. “O projeto de lei (proposto por Osmar Terra) foi aprovado sem o debate mais profundo”, conta. O deputado considerada a aprovação um retrocesso em uma política antidrogas que já é atrasada. “Ele retrocede, pois endurece as penas e não distingue traficante de usuário, nem droga lícita de ilícita.” 

Já a proposta de Wyllys propõe uma legalização e a regulamentação de toda a cadeia produtiva da maconha. “Algumas pessoas dizem que eu sou a favor da liberação. Eu digo não. Sou contra a liberação, pois liberada a maconha está. Hoje ela pode ser comprada por qualquer pessoa a qualquer hora”, enfatiza.

O deputado explica que comprando o entorpecente por vias ilegais o usuário está alimentado toda uma cadeia criminosa. Mesmo que a repressão tenha aumentado, o consumo de drogas aumentou nos últimos anos. Para Wyllys, a guerra às drogas conta com o agravante de não estar distribuída de forma igualitária, pois não se encontra nos bairros nobres. “Ela se alastra pelas periferias, nos bairros pobres, onde estão as pessoas pobres e, em especial, as negras”, afirma. 

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