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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

Notícia da edição impressa de 12/11/2014

Antonio Hohlfeldt faz leitura-homenagem a Ariano Suassuna

João Vicente Ribas

CLAITON DORNELLES/JC
Antonio Hohlfeldt leu trechos de obras de Ariano Suassuna
Antonio Hohlfeldt leu trechos de obras de Ariano Suassuna

O público que chegava próximo à Tenda de Pasárgada, na tarde de segunda-feira, ouvia histórias do sertão com o apropriado sotaque nordestino. Eram trechos de romances e peças de teatro de Ariano Suassuna. O que causava certa surpresa era o narrador: empunhava o microfone, cercado de livros com dedicatória, o gaúcho Antonio Hohlfeldt, patrono da feira em 2007.

Um público circulante, que mantinha uma média de 50 ouvintes dentro da tenda, divertiu-se com excertos do Romance d’A Pedra do Reino, O Santo e a Porca e A Farsa da Boa Preguiça. Foi um momento de homenagem ao escritor paraibano, falecido em julho. Na última passagem pelo Rio Grande do Sul, participou da Feira do Livro de Canoas ano passado, aos 86 anos, contando histórias com sua voz rouca e incansável.

Hohlfeldt sempre foi fã de Suassuna. Quando recebeu o convite para as leituras na feira, achou meio pretensioso ler a própria obra, até porque escreve mais crítica literária e infantojuvenil, que não se encaixariam na proposta da Tenda de Pasárgada. Então, partiu para a opção de prestar reverência a outro autor e não teve dúvida na escolha. Levou para a praça da Alfândega os livros que colecionou ao longo dos anos, muitos com dedicatória, prova de sua convivência contínua e à distância com Suassuna.

Nesta leitura-homenagem, Hohlfeldt pontuou os textos com comentários sobre a importância do dramaturgo para a cultura brasileira. Suassuna foi mentor do Movimento Armorial, iniciativa que pretende criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste brasileiro.

Jornalista e professor universitário, o narrador afirma que nas peças de teatro de Suassuna há duas tradições misturadas. De um lado, o teatro popular que vem da Grécia e de Roma, que mistura depois com os mistérios medievais da Idade Média para incluir o catolicismo. Suassuna foi sempre um católico convicto e praticante.

O gaúcho pondera que “Ariano, graças à televisão e ao cinema, é bem conhecido no País, mas por poucas obras, principalmente Auto da Compadecida e Romance d’A Pedra do Reino”. Acredita que deveríamos ler mais sua obra aqui. “Acho que a gente lê mais os nossos (até aí, nada contra), mas a gente não percebe que a nossa tradição da cultura popular do Rio Grande do Sul tem muito a ver com a cultura nordestina”, afirma ele, que também escreve sobre teatro, às sextas-feiras, no Caderno Viver.

Segundo Antonio Hohlfeldt, a origem, a época e o lugar são os mesmos: a Idade Média na Península Ibérica. Ele observa que há contos de Simões Lopes Neto, como Melancia – Coco Verde, que registram tradições, contos populares e brincadeiras do Nordeste. “Isso, às vezes, as pessoas não se dão conta, de que daria para juntar as duas coisas”, conclui o ex-patrono.

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