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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

Notícia da edição impressa de 11/11/2014

O processo da escrita de Nuno Carmarneiro

Rafael Gloria

CLAITON DORNELLES/JC
Português Nuno Carmarneiro lançou Debaixo de algum céu
Português Nuno Carmarneiro lançou Debaixo de algum céu

A Feira do Livro de Porto Alegre também é dos portugueses. Além de Gonçalo M. Tavares, também esteve por aqui o escritor Nuno Carmarneiro, que discutiu sobre o seu processo de escrita, sua carreira e a obra Debaixo de algum céu, com a qual venceu o prêmio Leya, um dos mais importantes do seu país.

Carmarneiro é formado em Física e trabalhou muito tempo na área da ciência, dando aula em universidades. Nascido em Figueira da Voz, cidade próxima a Coimbra, ele iniciou sua “fuga” da Física ao fazer doutorado em ciência aplicada no patrimônio e na conservação. “Comecei a ler mais literatura, seriamente, por aí”, relembra. Um pouco mais tarde, trabalhou no centro de física de partículas de Genebra, onde se sentiu isolado. “De início, foi muito difícil, por causa dessa sensação de isolamento. E lembro que, na primeira noite lá, tive a iniciativa de pegar o caderno e começar a escrever”, explica. Se a literatura começou como uma espécie de refúgio para Nuno, agora é importante a ponto de ser a sua ocupação exclusiva.

Depois que o escritor recebeu o prêmio Leya, sua carreira literária ganhou proporções enormes e ele teve que passar por uma maratona de entrevistas e encontros, ao mesmo tempo em que precisava manter a carreira de pesquisador e professor na área da Física. Sendo um autor relativamente novo, Carmarneiro não imaginava receber a honraria. “Tudo isso exigiu muito de mim, e eu não conseguia escrever também, mas agora decidi me dedicar somente à literatura por dois anos e ver no que vai dar esse período”, relata.

Sobre Debaixo de algum céu, o escritor revela que tem uma ligação muito forte com o oceano, devido à sua cidade de origem ser litorânea. “É um livro passado em um prédio junto ao mar, com uma pequena povoação local. A história é relatada a partir dos habitantes desse edifício”, diz. O livro não parte de um estudo literário, sendo mais um exercício. Para Carmarneiro, há algo de teatral, de cenário, pois cada personagem tem a chance de “falar” durante a obra. “Talvez eu quisesse fazer um pouco essa casa de boneca, em que brinco com os personagens e eles brincam comigo.”

Desvendando melhor esse jogo de vozes em sua narrativa, Carmarneiro conta que há um narrador conduzindo o enredo, mas cada personagem tem o direito de falar na primeira pessoa para explorar o seu íntimo e suas histórias. “Minha intenção, no exercício literário, é partir do banal para ir mais fundo. A maioria dos nossos dias são banais, mas é nesse tecido  que tudo pode acontecer, pois olhando muito de perto todo mundo pode ser interessante”, acredita.

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