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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

10/11/2014 - 16h22min

Contadores de história são destaque na programação infantil

Giane Laurentino

Claiton Dornelles/JC
O QG dos Pitocos é o espaço para a contação de histórias na Feira do Livro
O QG dos Pitocos é o espaço para a contação de histórias na Feira do Livro

Nos tempos mais antigos, quando os homens ainda não haviam desenvolvido um sistema de escrita, os contadores de histórias reuniam adultos, crianças e jovens ao redor do fogo e compartilhavam as suas memórias, acontecimentos diários. É provável que nessas rodas tenham surgidos os primeiros a conquistar a atenção do público com sua maneira de narrar o cotidiano. Os contadores de história atuais se aperfeiçoaram, porém, a habilidade de transportar os expectadores para dentro da narrativa continua o mesmo.

“Pode parecer uma incongruência que a oralidade seja algo necessário em pleno século XXI”, comenta o escritor e coordenador do 7º Seminário a Arte de Contar Histórias, Celso Sisto. Ocorrido no último final de semana, o seminário fez parte da programação da Feira do Livro e teve como tema A herança do Conto Popular. “Temos todo um legado que está ficando desconhecido, abafado, pois temos grandes nomes do folclore brasileiro que não tem lugar na academia”, conta Sisto.

Durante a Feira do Livro, os contadores de história tem lugar garantido na área infantil, no QG dos Pitocos. Com uma programação que inicia às 9h e vai até 21h, há sempre uma oportunidade para as crianças sentarem e ouvirem um conto. Porém, ouvir narrativas não é exclusividade das crianças. “As boas histórias têm partes que são sínteses de uma sabedoria humana inacreditável. Assuntos que dizem respeito a todos nós”, afirma escritor Ricardo Azevedo. Como pesquisador, Azevedo trabalha colhendo contos populares e fazendo versões próprias a partir do que ouviu pelo país.

Ouvir uma boa narrativa é algo que encanta a todas as idades, porém, as crianças acabam tornando-se o primeiro foco, pois ainda não tem o domínio da escrita. “A maior parte dos autores que escrevem para crianças no país beberam nessa fonte da oralidade, ouviram os contos clássicos quando eram crianças”, explica Sisto.

Quem são os contadores de histórias

Eles têm diversas formações e estão espalhados pelo país narrando contos em eventos literários, bibliotecas e, por que não, banheiros. “Eu já fiz um espetáculo dentro de um banheiro de uma universidade. As pessoas entravam para ouvir histórias, não eram pegas de surpresa” conta Sisto. Um trabalho que exige preparação, ensaio e muito leitura.

Sempre existiram pessoas dispostas a relatar lendas, contos e fatos do cotidiano em todas as culturas, mas a figura do contador de histórias moderno surge no Brasil impulsionado pelas bibliotecas públicas. A partir de atividades como a Hora do Conto, esta figura começou a ganhar força e tornou-se um profissional que vive apenas de narrar histórias. “A partir de oficinas e programas de promoção de leitura foram se formando contadores e grupos”, esclarece Sisto. 

Em geral, os contadores tem uma formação teatral, mas para contar histórias não é preciso aparato técnico ou cênico. “Claro, temos hoje uma vertente de contadores oriundos das artes cênicas que usam a contação como pequenos espetáculos”, aponta Sisto. Apesar de hoje existirem diferentes linguagens, que vão entreter o público, as boas histórias ainda são o mais importante. “Não é fácil fazer uma história que letrados e analfabetos, ricos e pobres vão ouvir e se emocionar. Isso não é pouco”, Azevedo.

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