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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

06/11/2014 - 20h36min

Abrasileirando os clássicos

João Vicente Ribas

CLAITON DORNELLES/JC
Tiago de Melo adapta histórias para a realidade brasileira
Tiago de Melo adapta histórias para a realidade brasileira

O clássico da literatura universal As mil e uma noites transcorre na antiga Pérsia. Mas e se fosse no interior do Brasil, como seria? A partir desta indagação, o escritor mineiro Tiago de Melo Andrade iniciou uma série de livros. O primeiro teve lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre: chama-se Xerazade, a onça e o Saci (Edelbra).

Logo se vê pelo título e pela capa do livro, com xilogravura do artista Eduardo Ver, o encontro do conto persa com o folclore brasileiro. Em vez de reis e rainhas, surgem coronéis e moças, com sotaques interioranos, e personagens míticos como o Saci. No lugar de imponentes castelos, fazendas ameaçadas por onças.

Para o autor, as histórias originais são muito tristes e têm uma carga de ensinamentos terríveis e antiquados para os dias de hoje. “São tão trágicos que chegam a ser engraçados”, comenta Melo. O clássico árabe versa sobre um rei traído que manda matar a esposa e decide passar cada noite com uma mulher diferente, ordenando sua degola na manhã seguinte. Xerazade entra na fila e tem uma ideia que a salva: inicia um conto que desperta o interesse do rei em ouvir a continuação na noite seguinte.

A história é carregada de machismo e o autor trabalhou na adaptação com uma visão crítica. “O sultão colocava a culpa do mundo nas mulheres, pois matava a esposa no dia seguinte, porque todas as mulheres eram infiéis”, observa. No entanto, Andrade acredita que é possível fazer uma releitura quebrando estes preconceitos e paradigmas. “Tem que reler revendo estes conceitos, tirando a mulher do papel de inferioridade”, afirma.

Na sua opinião, não se deve jogar fora os clássicos, mas adaptá-los aos nosso tempo. “É importante saber que as histórias eram contadas para que as crianças crescessem no sentido de obedecerem a uma programação cultural”, relata ele. A ideia da adaptação começou quando ele lia os clássicos para as crianças e imaginava como seria caso se passassem no interior do Brasil, com espírito local e sotaques diferentes.

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