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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

06/11/2014 - 12h18min

Gonçalo Tavares escolhe o alfabeto como gênero

Rafael Gloria

CLAITON DORNELLES/JC
O angolano Gonçalo Tavares foi uma das atrações da feira
O angolano Gonçalo Tavares foi uma das atrações da feira

Nascido em Angola, mas migrando para Portugal ainda bem jovem, Gonçalo M. Tavares é um escritor prolífico. Já escreveu mais de trinta obras literárias, sendo que o mais recente romance, Matteo perdeu o emprego, foi autografado na Feira do Livro. Aliás, ele não gosta de categorizar as suas obras em um determinado gênero literário. “Acho que eles são bem limitadores. Se uma pessoa pensa em escrever um conto, romance ou poema, ela já parte de uma perspectiva engessada”, alerta. 

O caso de Matteo... é emblemático, pois ele é dividido entre ficção e ensaio. “Para mim, o gênero literário de base é o alfabeto. Se houvesse um A no alfabeto para escrever poesia e um outro A para escrever ensaio, ok, mas não. É o mesmo A, é o mesmo B, é o mesmo D”, explica. Ele considera que a maior parte dos livros é híbrida. 

Tavares já visitou a cidade algumas vezes para participar de outros festivais do livro e para ministrar oficinas, mas é a primeira vez que comparece à Feira do Livro. Para ele, a importância das feiras de rua reside na aproximação da população com o livro. “Essa entrada do objeto do livro na rua faz com que as pessoas passem a ver aquilo como algo do dia a dia, é um ato quase que revolucionário”, acredita. Ele considera o clima literário da Capital muito parecido com o da Argentina, onde, para ele, a literatura é levada a sério. “Em Porto Alegre, sinto um pouco disso: muito entusiasmo, conhecimento e bons leitores”, avalia. 

No que diz respeito à literatura brasileira, Tavares afirma ler “muito” a poesia de Adélia Prado, autora que vê como uma “poetisa extraordinária”. Quem mais marcou o argentino, entretanto, é Clarice Lispector. “Ela é, talvez, a autora que mais me abalou. Uma escritora que dá uma importância decisiva para a frase”, acredita. Ele conta que, 10 anos atrás, costumava andar com uma frase do livro Coração Selvagem em um amuleto para todos os lados que ia. 

Tavares relata escrever por uma necessidade “estupidamente orgânica” e acredita que a meta de um escritor sério não é a de se tornar um best-seller. “Um escritor deve escrever o que quer e não o que os outros querem ler”, esclarece. Ao mesmo tempo, frisa que há livros campeões de vendas que são muito bons - um exemplo é Cem Anos de Solidão, do colombiano Gabriel Garcia Marquez. 

De acordo com o escritor, um bom livro é aquele que, mesmo depois de contada sua história a alguém e este alguém ler o material, o enredo ainda parecerá extraordinário. “Este é um bom critério na hora de selecionar um livro, pois mostra sua força”, conclui. 

COMENTÁRIOS
Francisco Cunha - 06/11/2014 - 17h21
Deveriam rever o texto, a nacionalidade deste autor não é argentina, como é mencionado mais de uma vez.
Redação JC - 06/11/2014 - 17h26
Tens razão, Francisco Cunha! Estamos corrigindo. Obrigado.
Graça Santos - 08/11/2014 - 07h42
G.M.Tavares é português, os pais apenas estiveram em Angola até aos seus 2 anos de idade. É um erro comum nas biografias da imprensa brasileira.
Francisco Cunha - 10/11/2014 - 15h10
É verdade Graça, confunde-se muito a naturalidade, isto é, o local de nascimento, com a nacionalidade. De qualquer modo, agradeço à redação a prontidão na correção por mim sugerida.
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