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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

Notícia da edição impressa de 06/11/2014

Vencedora do Açorianos, Lélia Almeida fala de seu romance premiado

João Vicente Ribas

CLAITON DORNELLES/JC
Demorou cinco anos até que Lélia Almeida publicasse seu livro O amante alemão
Demorou cinco anos até que Lélia Almeida publicasse seu livro O amante alemão

Premiada no Açorianos de Literatura do ano passado, a escritora Lélia Almeida tem uma visão crítica sobre o mercado editorial brasileiro. Seu livro vencedor da categoria narrativa longa, O amante alemão, esperou por cinco anos uma editora interessada em publicá-lo. A oportunidade veio com a seleção do Instituto Estadual do Livro (IEL), entidade governamental que fomenta a literatura há tanto tempo quanto a Feira do Livro de Porto Alegre - 60 anos.

Em entrevista, a autora falou sobre a carreira, o papel do IEL e o seu romance premiado. O livro baseia-se em caso investigado e denunciado na década de 1990 pelo então deputado Marcos Rolim. Constatou-se, na época, que agrotóxicos utilizados nas plantações de fumo em Santa Cruz do Sul provocavam depressão. Até hoje a situação não mudou, com alto índice de mortes e uma relação perigosa dos agricultores com companhias fumageiras. Lélia Almeida morou por 16 anos na cidade e esta história chamava muito sua atenção. Tempos depois, vivendo em Brasília, ela escreveu uma história de amor improvável, situada nesta realidade sulina.

JC Feira do Livro - A construção narrativa de O amante alemão é inspirada em uma tradição de escritoras latino-americanas?

Lélia Almeida - Pesquisei mais de 40 autoras dos anos 1980 e 1990. Há quase sempre uma história de amor, com um pano de fundo político e geralmente centrado na passagem por ditaduras, luta pela democracia, e a posterior reconstrução das vidas e dos países. No meu livro tem uma história de amor, de forma muito irônica. Porque o amante não é alemão, é latino. Então quando proponho este título, tem uma boa dose de ironia. E o contexto é de uma cidade de colonização alemã, onde tem um dado histórico que é a companhia de tabaco e uma epidemia de suicídio por enforcamento de agricultores.

JC Feira do Livro - Sem conseguir uma editora para lançar O amante alemão, você acabou publicando pelo IEL. Como vê o papel do instituto?

Lélia - Se não fosse o IEL, o que seria de nós? O livro ficou muito tempo esperando em outras editoras. Acabou abrindo este edital para autores no IEL. Eu me inscrevi, o livro foi selecionado e finalmente publicado. Acho que aqui é o único lugar do Brasil que tem um Instituto Estadual do Livro. Lembro do Luiz Ruffato e outros escritores elogiando esta iniciativa que valoriza o autor do Estado. Porque, para alguns, é bem difícil publicar.

JC Feira do Livro - Como está sua carreira depois do Açorianos?

Lélia - É claro que o prêmio abre portas. Eu não sou ingênua em relação a eles. Há uma série de prêmios que ganha só um tipo de narrativa. Se fizer algo diferenciado, experimentar na linguagem, nem adianta inscrever. É uma pena. Mas é geral, não é um fenômeno cultural brasileiro. Fiquei muito feliz, tinha muita gente de muita qualidade concorrendo, que está na estrada há muito tempo. Então, pessoalmente, foi maravilhoso. Durante estes cinco anos que fiquei esperando publicar o livro eu tinha muitas dúvidas em relação a ele. A estrutura que eu tinha proposto, as coisas que tinha tentado fazer. Daí o livro ganha o edital do IEL e depois é premiado. Comecei a ter o retorno dos leitores, convites para palestras. A crítica tem sido bastante generosa em relação ao romance. Então passei para um outro momento. Já são 11 livros na minha carreira.

JC Feira do Livro - Com o reconhecimento, as dificuldades diminuíram?

Lélia - Conheço outras pessoas, que também ganharam prêmios importantes. Tem aquele frisson no momento. Mas uma tradição de uma boa relação das editoras com seus autores é um caminho que tem que ser construído no Brasil, como existe em outros países. Eu não tenho o que dizer quanto à Confraria do Vento e ao IEL. Eles sempre foram maravilhosos comigo. Tenho uma relação gratificante. Mas posso relatar outros casos de filme de terror, de editoras tratarem os escritores de qualquer jeito, como se estivessem fazendo um favor para eles. Não acho muito decente, acho lamentável. Mas isso existe.

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