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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
de 31 de outubro a 16 de novembro de 2014

Notícia da edição impressa de 31/10/2014

Feira do Livro no caminho da renovação

ANTONIO PAZ/JC
Marco Cena assumiu a Câmara Rio-Grandense do Livro no ano em que a feira completa 60 edições
Marco Cena assumiu a Câmara Rio-Grandense do Livro no ano em que a feira completa 60 edições

Celebrando seis décadas de existência, a Feira do Livro de Porto Alegre aposta em uma renovação no seu perfil. “Ela não é “sessentona”, é “sessentinha”. É como se nós estivéssemos começando uma nova história”, explica o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marco Cena, em seu primeiro ano da gestão que compreende o biênio 2014/2015. E esse novo início parte da página 60, mote de toda a campanha da feira. Neste sentido, a praça ganha uma sinalização especial que destaca páginas 60 de livros famosos da literatura mundial - como Metamorfose, de Franz Kafka -, espalhadas pela área de oito mil metros quadrados. “Ainda temos um livro comemorativo composto por esse material. Será uma publicação especial com sessenta páginas 60, todas com palavras grafadas que formam mensagens para o público”, explica Cena.

Em um ano movimentado por grandes eventos como a Copa do Mundo e as eleições, a realização da Feira do Livro de Porto Alegre acabou sendo um desafio maior. Para Cena, o apoio de sua equipe foi o crucial. “Todos compraram a proposta de tentar fazer uma feira de cara nova ou, pelo menos, o início dessa renovação. Plantamos esta ideia na Câmara Rio-Grandense do Livro e que deve ser muito mais explorada no ano que vem”, revela.  Como o poder público tem influência na formatação da feira, um ano eleitoral acaba sempre dificultando seu planejamento. Mesmo assim, Cena pondera que, com bons patrocínios - como Bndes, Braskem e Petrobras -, o orçamento atual superou o do ano passado, que girou em torno de R$ 2,4 milhões. “Não é uma feira exatamente como queríamos, pela falta de uma verba maior, mas o que conseguimos vai além das expectativas”, complementa.

Dentre os planos propostos por Cena está o de melhorar a relação do público visitante de outras cidades com a Feira do Livro. Para isso, foi realizada uma parceria com os Grafistas Associados do Rio Grande do Sul (Grafar), entidade composta por cartunistas e artistas gráficos do Estado, que vão administrar a Loja da Feira, personalizando os produtos lá vendidos. “Segundo uma pesquisa, 40% do público não é de Porto Alegre. Então, eles estão atrás de alguma lembrança que evidenciasse que eles estiveram na Feira do Livro. Temos que atender a esse público também”, explica. Para o ano que vem, a ideia é colocar uma loja com vitrine, semelhante à Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que Cena visitou neste ano.

Aliás, aprender com o exemplo de eventos internacionais é uma das propostas da nova gestão. “Desejamos que, a partir do ano que vem, a feira também tenha um espaço para negociações entre autores, editores e livreiros. Queremos fortalecer essa relação, que acreditamos faltar por aqui”, explica Cena. Nessa edição, a área internacional já estará mais ampla, com 11 bancas. Também há atividades capitaneadas pelo país homenageado - o Canadá. A inspiração vem de eventos como a Feira de Frankfurt, na Alemanha. A ideia é que o público internacional conheça os autores e ilustradores daqui para expandir a literatura brasileira e que, em 2015, já ocorra uma programação específica, com palestras.

Barracas pela praça

No total, a Feira do Livro abre nesta sexta-feira com 127 bancas - 102 expositores na área geral, 14 na infantojuvenil, além dos 11 na área internacional.  Basicamente estruturada na mesma formatação do ano passado, o evento abriu mais espaço para área infantojuvenil, que teve um aumento de 55% em números de expositores em relação a 2013, quando seu tamanho diminuiu consideravelmente devido às obras do Cais do Porto.  “As dificuldades do espaço ainda são as mesmas, mas agora tivemos mais tempo para estruturar melhor”, diz o presidente da CRL, Marco Cena. 

A área estará mais valorizada e muitos expositores que acabaram saindo retornaram. Cena lembra também que, apesar do menor espaço, a venda de livros do segmento foram maiores no ano passado do que em 2012, quando a área infantojuvenil se encontrava ainda no Cais. Outro espaço que está sendo tratado com mais atenção é a praça de alimentação, que também sofreu com problema de espaço. “Temos uma praça enxuta, mas que promete ser um ambiente temático, bonito e principalmente com ofertas bacanas”, relata. 

Mesmo com o menor espaço, a edição passada da Feira do Livro terminou com alta de 2,26% nas vendas (comercialização de 420.384 exemplares). Com o aumento de bancas, a tendência é que o saldo venha a ser positivo. Mas o presidente da CRL reforça que a parte mais importante não é a comercial. “A Feira do Livro de Porto Alegre é, sobretudo, a chance de colocarmos o livro e a literatura na rua, é a chance de fazer as pessoas interagem mais, participando de oficinas e debates. Essa é a grande sacada: a festa do livro”.

De vários países

Nos destaques da programação, estão autores como o espanhol Javier Moro, autor de best-sellers como Paixão Índia e O sári vermelho.  Já de Portugal estão escalados Gonçalo Tavares, autor do premiadíssimo Jerusálem, e Nuno Carmaneiro, que escreveu Debaixo de algum céu, apenas seu segundo romance e que já foi premiado.

Ainda há o autor israelense Nir Baram, que trata de temáticas políticas e sociais do oriente. A sueca Cattarina Ingelman-Sundberg, que já vendeu mais de 500 mil cópias de seus livros, também participa da feira.

As negociações com os escritores demoram, muitas vezes, quase um ano. “Já estamos fechando parcerias para a próxima edição”, conta Jussara Rodrigues. Para a programação dedicada à Polônia, foi convidado o escritor Pawel Huelle, autor de Quem foi David Weiser. Do lado brasileiro, a poeta e atriz Elisa Lucinda, Sérgio Vaz, expoente da literatura feita na periferia, e Maurício de Sousa, pai da Mônica, fecham os destaques.

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