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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE | De 1º a 17 de novembro de 2014.

14/11/2013 - 21h03min

Vida e morte de Jango é tema de debate na Feira do Livro

Rafael Gloria

MARIANA FONTOURA/JC
Em palestra, Juremir dividiu com o público sua pesquisa sobre a vida de Jango
Em palestra, Juremir dividiu com o público sua pesquisa sobre a vida de Jango

No fim da manhã desta quinta-feira (14), os restos mortais do ex-presidente João Goulart, popularmente conhecido como Jango, chegaram a Brasília. Ele foi recebido com honras fúnebres concedidas a chefes de Estado, coisa que não teve quando morreu no exílio, na Argentina, em 1976. 

Aproveitando o momento, a Feira do Livro de Porto Alegre realizou um debate com o jornalista e professor universitário Juremir Machado da Silva. Ele conduziu uma conversa sobre o seu livro Jango, a vida e a morte no exílio e também sobre como foram construídos com ajuda da mídia o imaginário favorável ao golpe e as diversas versões de suspeitas de assassinato do presidente deposto. Em tempo de se tentar esclarecer um lado obscuro da história brasileira, como a Comissão da Verdade está tentando fazer, explorar e recontar os fatos de forma mais verossímil é essencial. 

Christopher Goulart, neto de Jango, iria participar da mesa, mas cancelou a participação para ficar em Brasília acompanhando a cerimônia realizada em honra ao ex-presidente. Coube a Juremir assumir sozinho o palanque. Ele passou os últimos 13 anos pesquisando sobre a vida de Getúlio, Brizola e Jango. Sobre a produção do seu livro, se apoiou em três perguntas para nortear a pesquisa: o papel dos Estados Unidos no contexto em que Jango foi destituído, assim como o papel da mídia e a pergunta do momento: Jango foi assassinado? Para isso, leu tudo sobre a vida do ex-presidente, fez várias entrevistas e foi atrás de documentos na Argentina e no Uruguai. 

Em seu livro, ele aponta que jornais como o Globo, Estadão e a Tribuna, de Carlos Lacerda apoiaram o golpe, e que até mesmo intelectuais, como Carlos Drummond de Andrade e Rubem Braga também - apesar de estes voltarem atrás após pouco tempo. "Jornalistas apoiaram o golpe e resistiram a ditadura. Os jornais apoiaram o golpe e a ditadura", explica. Esse ano, o jornal O Globo, em editorial se mostrou arrependido pela posição. 

Apesar de admirar Jango, Juremir não acredita que ele tenha sido assassinado e que, se a exumação provar o contrário, não teria nenhum problema em dizer que errou. Segundo ele, todas as suspeitas começaram quando o uruguaio Neira Barreiro deu entrevistas e depoimentos sustentando a versão do assassinato e de sua participação no esquema de espionagem ao ex-presidente. "O que teria ficado conhecido como Operação Escorpião, sob a guarda da chamada Operação Condor", diz. Mas, segundo Juremir, nenhum das fitas que o uruguaio disse que tinha sobre a operação foram ouvidas até agora, assim como nenhum livro que fora escrito por Barreiro apareceu. "Temos um réu confesso, mas nenhum aprova, só indícios", acredita.

"Qual a história que fica mais interessante? A que Jango foi assassinado. Nós não temos um presidente da república assassinado", diz. Segundo ele, vários veículos afirmam que não há um atestado de óbito, mas Juremir revela que há, de um médico argentino e que a causa mortis é infarto no miocárdio. "Eu sou fã do Jango, acho que ele foi um grande homem, mas o fato de eu ser um admirador não me leva a crer que ele seja assassinado", acredita. 

COMENTÁRIOS
Muzenga - 27/12/2013 - 17h30
O Jango foi um traidor da nação!! Os militares salvaram o Brasil, de se tornar um país comunista! Viva Olympio Mourão Filho!
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