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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE | De 1º a 17 de novembro de 2014.

13/11/2013 - 11h00min

Dona da voz do poste da Feira do Livro dá vida à programação desde 2001

Leonardo Pujol

Leonardo Pujol/Especial/JC
Localização da cabine de Cléa não é divulgada, para evitar fila de recados do público
Localização da cabine de Cléa não é divulgada, para evitar fila de recados do público

A Praça da Alfândega tem os seus sons habituais: o farfalhar das folhas, os gritos dos jogadores de dama, o caminhar dos transeuntes, o arrulhar dos pombos, as músicas dos artistas de rua, enfim, são vários. Na época da Feira do Livro então, os ruídos aumentam. Enquanto as pessoas se deslocam entre um estande e outro, ouve-se uma voz que parece vir do além, saída de caixas de som espalhadas pelos postes que circundam a mostra literária. Ela é conhecida como a Voz do Poste.

A dona desta voz é Cléa Motti, uma jornalista que trabalha durante o ano com tradução e revisão de textos. Nascida em Iraí, no norte do Estado, ela se formou pela UFSM, em Santa Maria. Seu contato com o microfone começou ainda durante a faculdade, onde foi radialista na Radio Medianeira e Universidade. Nos anos 1980, passou pela Rádio Educadora e pelo extinto jornal Diário do Sul. No fim da década, começou a integrar a equipe da - na época – nova rádio Cultura. Sete anos depois, saiu da emissora. Em 2001, por indicação, foi convidada para ser a locutora dentro da Feira do Livro. “Fiquei apavorada porque eu nunca tinha feito locução para uma praça, mas aceitei. De lá pra cá eu não parei”, diz. 

O trabalho da Voz do Poste é anunciar e divulgar a programação oficial da Feira do Livro. Ajudar o público em cada horário, a lembrar dos eventos que estão acontecendo. Os trabalhos começam após o soar de um sino reproduzido nas caixas de som, às 12h30min, e vai até o encerramento das atividades, à noite. “Você está aqui lendo um livro e de repente vem a minha voz e te faz lembrar de uma oficina ou de um sessão de autógrafos que está acontecendo”, explica Cléa.

Nos 17 dias de trabalho da Feira do Livro, Cléa não consegue nem imaginar quantas vezes já falou e irá falar. “Já me perguntaram sobre isso, mas eu não faço ideia. Eu nunca contei. Acho que eu iria levar um susto se soubesse”, diz, em meio a risadas. A responsabilidade de guiar o público através da Voz do Poste é auxiliada pelo técnico de som, Álvaro Sérgio.

A sala onde trabalha Cléa não é divulgada. Isso devido ao seu primeiro ano de trabalho, marcado por um fato pitoresco. “No meu primeiro ano de Feira estava autorizado dar recado para o público e foi horrível, porque eu não conseguia falar a programação. Tinha uma fila do lado de fora esperando pra dar recado pra namorada, ou do tipo ‘ah, eu estou cansado de caminhar, eu quero ir embora’. Imagina, na época, 13 anos atrás o celular não era tão comum. Os recados não terminavam nunca”, lembra.

Cléa não aproveita a Feira

Desde 2001, a Voz do Poste não consegue desfrutar da maior feira a céu aberto do Rio Grande do Sul. Seu trabalho exige concentração, por isso as únicas escapadas que dá, é para ir ao banheiro. Mesmo assim, Cléa lê pelo menos quatro livros por ano, além dos textos acadêmicos que revisa e traduz. Porém, enaltece a Feira do Livro. “Aqui as pessoas têm contato próximo com o livro. Muitos acham que livro é coisa de biblioteca e intelectual, mas a feira estimula a leitura”. Com nostalgia, lembra de seu tempo de frequentadora. “Quando eu era público da feira, eu adorava comprar um livro e pegar o autógrafo, porque o autor para mim era um ídolo”, confidencia, salientando que papel impresso ainda não está perto do fim, classificando-o de insubstituível.

Veja o vídeo com trechos da entrevista:

COMENTÁRIOS
Rodrigues Poeta - 13/11/2013 - 23h11
Meus parabéns a Cléa Motti, dona desta incrível voz, merece todos os elogios por seu talento, sucesso sempre, abraços
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