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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE | De 1º a 17 de novembro de 2014.

05/11/2013 - 18h40min

Projeto faz registro histórico da Vila Dique

Rafael Gloria

Fotos CAROLINA HICKMANN/ESPECIAL/JC
Moradores da Vila Dique dividiram as suas histórias com a comunidade
Moradores da Vila Dique dividiram as suas histórias com a comunidade

Com o intuito de promover o registro histórico e a memória viva, o projeto Memórias da Vila Dique resolveu dar voz aos moradores da Vila Dique que foram reassentados para o Conjunto Habitacional Porto Novo, no bairro Porto Seco. 

No evento Roda de Conversa: Da vila Dique ao Porto Seco, que aconteceu na Feira do Livro de Porto Alegre, nessa terça-feira (5), foram compartilhadas algumas dessas histórias e um pouco do processo que reuniu antigos moradores da Vila Dique e pessoas envolvidas no projeto multidisciplinar de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que contou com alunos do curso de História, Direito, Ciências Sociais e Arquitetura e coordenação da professora Carmen Gil, da Faculdade de Educação da Ufrgs, e a médica de família Maria Amélia Mano do Grupo Hospitalar Conceição.   

Durante a apresentação, foi feito um círculo para todos os participantes compartilharem as suas impressões. Desde o começo, o projeto ganhou importância devido ao registro histórico das memórias e vivências dos moradores reassentados em outubro de 2009, com o objetivo de ampliar a pista do aeroporto. "Essa comunidade é como se fosse uma família para mim", conta Maria Nazário Pereira, que tem 23 anos e meio de vivência na Dique e um ano de Porto Seco. Ela e outras moradoras fundaram a associção Clube de Mães, onde batalham para ajudar os moradores e mantém uma escola infantil para cerca de 100 crianças. 

Junto com Maria, estava presente também Almerida Gambin, que também faz parte da Associação. Para ela, esse processo de reconstrução da comunidade da Vila Dique em outro local deve ser trabalhado e registrado para a posteridade. "Ao meu ver, começamos com uma 'destruição' e agora estamos construindo um novo começo no Porto Novo", acredita. Esses relatos foram trabalhados e coletados pelos estudantes através de muitas entrevistas e reuniões com moradores da comunidade. Segundo a historiadora Renata Costa que participa do projeto, não existem trabalhos que registrem histórias de remoção, uma lacuna na nossa história. "As histórias só existem quando são relatadas e também ouvidas", acredita.

Toda essa relação entre a universidade e a Vila Dique não poderia ocorrer sem a mediação do serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição. Principalmente com as médicas de família Maria Amélia Mano e Claunara Schilyng, que convivem há anos com famílias na Dique e agora também continuam o acompanhamento no Porto Seco. "Gostaria de ressaltar que o grupo de saúde comunitária do Conceição foi o único órgão público a sempre acompanhar os moradores da Vila", diz a médica Claunara Schilling.  Para ela, o projeto deveria deixar de ser apenas de extensão e se tornar um projeto de graduação da Universidade. 

Desse projeto já nasceu, em maio, os livros Da Vila Dique ao Porto Novo – Extensão popular, rodas de memórias e remoções urbanas e Memórias da Vila Dique, que contém textos com relatos coletados ao longo de três anos de conversas com os moradores. Para esse ano está sendo realizado um documentário por duas adolescentes que agora vivem no Porto Novo, mostrando o que mudou em suas vida. Mas o acompanhamento não acaba aqui, ainda há novos projetos para o ano que vem, entre eles novos projetos, como o Clube de Mães. 


Moradores ao lado de Maria Amélia
Mano (e), uma das organizadoras do livro

Livro de artigos
"Memórias da Vila Dique"

A mesa ocorreu em formato
de roda de memórias

Varal de memórias
trazia fotos da Vila Dique
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