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FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE | De 1º a 17 de novembro de 2014.

03/11/2013 - 10h28min

Livro revela detalhes da infância de Leonel Brizola

Alexandre Leboutte

MARCO QUINTANA/JC
 Tentardini lança ‘O menino que se tornou Brizola’
Tentardini lança ‘O menino que se tornou Brizola’

O que molda as ideias e o caráter de um grande líder? Não parece plausível que o sujeito acorde, em determinado dia, e diga “vou revolucionar meu país”, e, sim, que se vá forjando com o tempo e as experiências de vida. Mas, até que ponto os passos de sua infância podem apontar um traçado para seu futuro?

Foi com algumas dessas dúvidas que o jornalista Cleber Dioni Tentardini se viu diante da história de um personagem da política gaúcha e brasileira já muitas vezes biografado. E foi justamente esses questionamentos que o fizeram trilhar, literalmente, um novo caminho para registrar um trecho da vida do ex-governador Leonel de Moura Brizola.

Para escrever O menino que se tornou Brizola (Editora Rígel), Tentardini percorreu ruas e estradas por onde o filho do tropeiro maragato José Brizola e da professora Oniva Moura Brizola andou, com atenção especial à localidade de Cruzinha - que hoje situa-se no município de Carazinho, tendo pertencido a Passo Fundo no início do século XX.

A obra será autografada neste domingo (3), às 15h, na Feira do Livro de Porto Alegre, no pavilhão de autógrafos. Esta segunda edição foi revisada e ampliada, trazendo um relato que se estende desde o nascimento de Brizola, em 22 de janeiro de 1922, até seu o retorno ao País, em 1979, após o exílio imposto pela ditadura militar instaurada no Brasil entre 1964 e 1985. 

Fruto de mais de cem entrevistas, além de pesquisas em arquivos históricos, museus, bibliotecas, secretarias de escolas, igrejas e cartórios, o livro mostra como Leonel Itagiba - o segundo nome foi excluído por ele próprio aos 14 anos, como conta o jornalista em uma passagem do texto - já demonstrava na infância dar muito valor aos estudos, um traço que embasaria sua grande marca política no futuro: a obstinação por oferecer educação para o povo.

Quando governou o Estado, entre 1959 e 1962, “construiu 6.302 estabelecimentos de ensino, sendo 5.902 escolas primárias, 278 escolas técnicas e 122 ginásios e escolas normais”, contabiliza, citando Luiz Alberto Muniz Bandeira, em “Brizola e o trabalhismo”. Também fica claro na obra o papel importante no estímulo aos estudos assumido por dona Oniva, que alfabetizou os cinco filhos. Ela ficou viúva quando Leonel Itagiba, o mais moço da prole, tinha pouco mais de um ano.

Os irmãos mais velhos teriam visto o pai ser morto por soldados de Borges de Medeiros, em 11 de outubro de 1923, “quando retornava para casa, depois de longos dias de viagem, e noites a céu aberto, José Brizola é rendido por soldados do governo, amarrado e morto com dois tiros”. Em outra passagem, Tentardini conta que “Leonel Itagiba cresce em São Bento (próximo a Cruzinha) ouvindo histórias de combates entre maragatos e republicanos. O Lelo, como foi apelidado, brinca de espada de pau em punho e se denomina o líder maragato Leonel Rocha. O inimigo é sempre um chimango”.

"Ele era tinhoso", conta ex-colega do primário

Em um dos momentos que demonstram o valor da persistência de um autor, quando caminhava em busca da casa onde dona Oniva deu à luz aquela criança que se tornaria um dos principais políticos da história do Rio Grande do Sul, Cleber Dioni Tentardini descobriu que a construção fora derrubada, mas decidiu ir até o cemitério onde estão os restos mortais dos pais de Leonel Brizola.

Lá encontrou um senhor que estava limpando e organizando o jazigo dos genitores do ex-governador, com quem parou para conversar. Descobriu que Pedro Rosa Pinto havia sido colega do primeiro ano do curso primário de Brizola.

“Ele não deixava ninguém quieto, era tinhoso. Colocava aquelas cobras pequenas, que pegava num campo próximo ao colégio, no colo das gurias. Estudamos ali mais ou menos um ano, até que sua mãe conseguiu uma bolsa de estudos para ele ir para Não-Me-Toque, mas ficou pouco tempo por lá e logo voltou”, conta o amigo de infância. Essa é uma das muitas passagens do livro que traz à luz um pouco do que foi o menino que um dia se tornaria duas vezes deputado estadual, deputado federal - uma vez pelo Rio Grande do Sul e outra pelo antigo estado da Guanabara -, prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul, pelo antigo PTB.

Depois, já de volta do exílio, fundaria o PDT e se elegeria duas vezes governador do Rio de Janeiro, onde deixou, entre suas obras, muitos CIEPs, as escolas de tempo integral. Brizola morreu aos 82 anos, em 21 de junho de 2004, sem conseguir atingir o objetivo de ser presidente da República.

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