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Notícia da edição impressa de 13/02/2012

Novidades no ritmo dos aplicativos

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Segundo Costa, programas baseados em localização são os mais procurados
Segundo Costa, programas baseados em localização são os mais procurados

Responsáveis por uma verdadeira revolução nas telecomunicações nos últimos 15 anos, a telefonia celular vive uma nova onda de mudanças com a disseminação dos smartphones, os telefones inteligentes capazes de executar dezenas de tarefas distintas. O principal motor desse movimento são os smartphones com sistemas operacionais, como o iOS e Android, que permitem a instalação de aplicativos entre milhares de opções disponíveis.

Trata-se de um sistema que expandiu rapidamente as funcionalidades dos dispositivos, afinal, um programador pode desenvolver um aplicativo que dê ao telefone uma função que nem mesmo os fabricantes do aparelho podiam imaginar. Ao mesmo tempo, é uma lógica que leva o usuário a sofisticar a personalização de seu gadget, podendo deixá-lo repleto de jogos, de aplicativos financeiros, de programas de localização ou de programas que ajudam a planejar exercícios físicos.

Humberto Costa, professor do Senac Informática de Porto Alegre, avalia que entre as funcionalidades de maior aceitação entre os usuários estão as relacionadas aos Serviços Baseados em Localização (Location Based Services - LBS) e à computação na nuvem. “Como exemplo de LBS, existem aplicativos que buscam os restaurantes mais próximos de nossa localização atual, poupando nosso tempo”, diz.

Já em relação à computação na nuvem, o professor menciona os aplicativos que possibilitam salvar dados como fotos, vídeos e documentos no smartphone, que os copia automaticamente para a nuvem (servidor da internet).

A evolução dos aparelhos não deve parar por aí, na avaliação do professor da Faculdade de Comunicação da Pucrs Eduardo Pellanda. Ele acredita numa expansão das redes sociais, que podem ganhar novas funcionalidades, e na ampliação da integração entre telefones, tablets e computador. Outro caminho que deve ser trilhado é o da publicação de arquivos na nuvem. “Assim, alguém tira foto com o iPhone na rua e a sua família pode ver na Apple TV”, afirma o especialista, que também aponta como desafio a consolidação do uso dos aparelhos como meios de pagamento.

O surgimento de novas funcionalidades por meio dos aplicativos também tende a ganhar força em função da possibilidade que os desenvolvedores dessas aplicações têm de vender seus programas nas lojas online do Android e da Apple. “Em geral, os aplicativos são vendidos por preços em torno de R$ 2,00 a R$ 5,00. O desenvolvedor fica com 70% do faturamento e a loja com 30%. Como o preço das aplicações é pequeno, os usuários tendem a comprar vários por mês. Existem diversos aplicativos que superaram a faixa de 500 mil downloads, gerando um lucro milionário para os desenvolvedores”, informa Costa.

A multiplicação de funções dos smartphones contraria a expectativa inicial que se tinha há uma década em relação à internet móvel. No início dos anos 2000, os grandes portais da internet começaram a desenvolver versões de seus sites de notícias para internet WAP, uma das primeiras plataformas para acesso à internet móvel. Pellanda recorda que a  ideia era colocar notícias resumidas pequenas, filtrando conteúdos pesados e fazendo da internet móvel uma versão reduzida da internet para desktops. “Ao longo do tempo, começou-se a perceber que não era o caminho certo. A web móvel era uma web com conteúdo novo”, recorda.

Telefones e tablets ganham espaço de computadores

Capazes de navegar na internet, ler e mandar e-mails, interagir nas redes sociais e substituir aparelhos de GPS, entre outras funções, os smartphones aos poucos acabam tomando o lugar dos notebooks e desktops nas vidas dos usuários.

“Isso é uma tendência clara. Por isso tem-se dado o nome de era pós-PC. E faz muito mais sentido, afinal, 90% do uso (do computador) é de coisas leves em termos de processamento, como e-mails e redes sociais”, afirma o professor da Faculdade de Comunicação da Pucrs Eduardo Pellanda.

Além disso, os dispositivos móveis têm o trunfo de permitir o uso da internet no momento em que se deseja usar, onde quer que se esteja. “A pessoa está no restaurante e quer tirar uma foto. O contexto do uso é baseado no local”, acrescenta o professor da Pucrs.

A tendência, na avaliação de Pellanda, é de que essa substituição seja ampliada com a maior capacidade de processamento dos smartphones, que vêm ganhando processadores cada vez mais poderosos.

Negócios na ponta dos dedos

As aplicações para smartphones e tablets ganham força como ferramentas de negócios. Instalados em dispositivos móveis, os programas podem tornar mais ágil o processo de concretização de uma venda.

Essa é a aposta feita pela construtora Famcorp para mostrar os detalhes dos apartamentos de um de seus empreendimentos, o Six.Is, na Capital. A empresa criou um aplicativo para mostrar como são os imóveis. “Desejávamos surpreender”, afirma André Kim, responsável pela área de marketing e comercialização da construtora.Além do aplicativo, a companhia manteve por 90 dias no plantão de vendas uma TV com tela sensível ao toque. “Nossos clientes experimentaram em todos os sentidos, os espaços de vendas e diferenciais com os iPads, TV touchscreen, maquete física e apartamento”, afirma.

O uso de aplicativos como ferramenta de negócios tende a crescer na avaliação de Eduardo Arruda, diretor de Novos Negócios da Trevisan Tecnologia, empresa que há dez anos atua no desenvolvimento de aplicativos móveis. Uma das justificativas para essa perspectiva é a popularização desses dispositivos, com colaboradores cada vez mais familiarizados com as tecnologias. Além disso, há uma redução no preço dos aparelhos.

Não faltam aplicações para as soluções móveis. As empresas vêm buscando sistemas com funcionalidades como transmissão de um pedido ou acompanhamento de cargas e encomendas. O mercado é promissor, mas impõe desafios, como oferecer aplicações que possam ser integradas aos sistemas já existentes. Além disso, é necessário garantir a adaptação rápida dos aplicativos. Outra tendência que ganha força é a de aplicativos que operam serviços na nuvem.

Em todas as partes

O uso de um aplicativo mobile em tablets distribuídos para seus executivos é a estratégia adotada pela rede de hotéis Intercity para dar mais agilidade aos negócios. A diretora Comercial Corporativa da rede, Fanny Cutrale, explica que a aplicação criada pela Trevisan Tecnologia é utilizada pela equipe comercial da Intercity. Os executivos de conta, que estão em visitas externas, usam o programa para visualizar, em tempo real, a disponibilidade dos hotéis e checar contratos e tarifas. Também podem inserir relatórios das visitas, bem como consultar informações, fotos e vídeos das unidades.

Fanny lembra que, anteriormente, o grupo já usava smartphones da Blackberry, com acesso a e-mails. “Os tablets com o novo sistema oferecem funções e acesso online a informações do nosso sistema de gestão e reservas. O principal benefício é a agilidade no retorno ao cliente”, analisa.

A executiva destaca que a ideia do aplicativo surgiu para garantir um diferencial competitivo no atendimento. “Os clientes elogiam a praticidade na visualização do portfólio de fotos e de vídeos e o acesso ao sistema de reserva em tempo real. Com tantas facilidades, a tomada de decisão acontece com mais agilidade e, em muitos casos, ocorre no ato”, comemora.

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