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Notícia da edição impressa de 28/12/2011

Palco no coração da Capital

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Eva Sopher e Roberto de Moraes falam do Multipalco
Eva Sopher e Roberto de Moraes falam do Multipalco

Desde o mês de março de 2003, quando as escavações do Multipalco se iniciaram, a comunidade gaúcha aguarda o maior complexo cultural de Porto Alegre. No total, serão cerca 23 mil metros quadrados, se somados à área do Theatro São Pedro. “É um projeto inédito no mundo”, enfatiza a diretora do teatro, Eva Sopher. Como meta, a coordenação do projeto estipulou o Dia Internacional do Teatro, 27 de março, como a data balizadora da entrega de alguma fase da obra, mesmo frente a dificuldades. “Partimos do pressuposto que uma obra desta dimensão paralisada seria muito difícil resgatá-la. Também procuramos manter o público motivado para que fique sabendo sobre o andamento da obra”, explica o coordenador do Multipalco, Roberto Diniz de Moraes.

No ano que vem, a comunidade receberá novos espaços: a sala de orquestra de câmara, junto às salas de naipes, além de quatro salas múltiplas para cursos, workshop e palestras, tudo pronto para operar. Atualmente, o prédio já conta com a concha acústica, restaurante e o prolongamento da calçada em frente ao Theatro São Pedro. A ocupação interna dos espaços pela administração também foi concluída, assim como as fachadas.

Dos R$ 28 milhões previstos no orçamento inicial, R$ 27 milhões já foram investidos no decorrer dos oito anos. Mas Moraes ressalta que o valor da obra se aproxima de R$ 50 milhões. Entre as dificuldades apontadas por ele está o fato de as salas do Multipalco não serem moduladas, pois todas, de alguma forma, são diferentes entre si, o que exige certa complexidade na execução do projeto. Moraes salienta que a obra sempre teve o apoio da comunidade. “É emocionante ver as pessoas virem aqui com R$ 10,00 ou R$ 50,00 para colaborar.”

Questionada sobre a relevância do Multipalco na comunidade, Eva Sopher garante que o reconhecimento do espaço cultural virá com o tempo. “Durante nove anos, na restauração do Theatro São Pedro, ouvia comentários dizendo que ele não ficaria pronto, que eu não iria conseguir. Só será possível vender esta ideia (do Multipalco) depois de pronto, assim como foi com o São Pedro.”

A volta do Araújo Vianna

A cidade deve receber o novo Auditório Araújo Vianna no dia 26 de março, bem no aniversário de Porto Alegre. Se depender do coordenador da revitalização, Carlos Caramez, e dos 70 funcionários que estão trabalhando nele, o prazo será cumprido.

Atualmente em fase de finalização da cobertura do local, as obras tiveram como único inimigo as intempéries da natureza: “não falta dinheiro e não falta trabalho, mas tivemos um inverno com 45 dias de chuva”, lembra o coordenador. Como a parte superior já está em fase avançada, a solução é adiantar a instalação do ar-condicionado - o que não era possível há alguns meses. “Já estamos apressando o que é possível, só não podemos queimar etapas”, diz. Ao término da reforma, o auditório terá poltronas para três mil pessoas, e seu palco será multiúso. A acústica, que no passado foi vista como deficitária por parte dos espectadores, não será mais um problema. Conforme Caramez, o modo como o som se propagará no novo auditório não deixará a desejar.

O custo total, que por enquanto está em R$ 13 milhões, segundo Caramez, pode chegar a R$ 18 milhões. A construção é financiada pela Opus Promoções, em parceria com a prefeitura, e conta com o apoio de três empresas patrocinadoras. Caberá à Opus o direito de explorar o auditório por dez anos em 75% das datas disponíveis, enquanto a prefeitura promoverá outras atividades culturais no período restante.

Ano decisivo para a Ospa

A sala sinfônica da Ospa finalmente vai sair do papel. Após anúncio da verba de R$ 20 milhões por parte do governo federal, o financiamento do projeto - com preço total estimado em R$ 42 milhões - está encaminhado, segundo o secretário da Cultura do Estado, Luiz Antonio de Assis Brasil. A licitação para a construção das fundações do prédio foi vencida pela empresa Serki Fundações, que deve começar logo as obras. O valor fechado foi de R$ 1,608 milhão.

Após a fundação, que deve terminar em junho de 2012, se iniciam as obras de estrutura e fechamento e, por fim, acabamento. A sala será construída no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, próximo à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o que possibilitará apresentações populares aos fins de semana, quando o trânsito do local é fechado para passeio público. Diferentemente de um teatro, uma sala sinfônica é construída especialmente para concertos de orquestras. Não serão possíveis óperas ou montagens teatrais, pois não haverá palco italiano, no qual o público assiste à apresentação de frente e cortinas separam o palco da plateia.

A esperança da pasta da Cultura do Estado e do secretário Assis Brasil é de que tudo esteja concluído até 2014, antes do fim deste mandato.  A sede vai abrigar a administração da orquestra, salas de ensaios para diferentes instrumentos - coletivos e individuais -, musicoteca, loja, área de alimentação com café, bar e restaurante, além de 375 vagas de estacionamento. O próximo passo é buscar os R$ 12 milhões que faltam para completar o orçamento. “Esse restante nós vamos obter, seja por orçamento do Estado, por campanhas ou doações de empresários, que já prometeram ajudar assim que as fundações estiverem prontas. Eles só querem ver o poder público fazendo a sua parte antes”, garante Assis Brasil.

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