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Notícia da edição impressa de 28/12/2011

Estiagem, velha inimiga dos gaúchos

NEW HOLLAND/DIVULGAÇÃO/JC
Por conta da estiagem, maiores perdas são esperadas nas lavouras de milho
Por conta da estiagem, maiores perdas são esperadas nas lavouras de milho

A falta de chuva no último trimestre de 2011 no Rio Grande do Sul, combinada com dificuldades de mercado, vai gerar queda na próxima safra gaúcha de grãos. Os primeiros sinais dessa redução foram apontados no início de dezembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O último levantamento do órgão apontou para uma produção de 26,99 milhões de toneladas no Estado, um recuo de cerca de 6% em relação ao que foi colhido na safra 2010/2011.

De acordo com o presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, a pior situação deve ser sentida no milho, onde a maior parte das lavouras enfrentou a seca durante o período de floração e formação das espigas. “Seguramente haverá uma queda de, pelo menos, 30% da safra, e devemos perder dois milhões de toneladas”, afirmou. Já a soja apresenta cenário mais favorável. Com seu período crítico ocorrendo apenas em fevereiro, ainda há chances de a maior parte da cultura não ser afetada pela seca. Segundo o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, essa condição já está fazendo com que produtores estejam substituindo lavouras de milho que foram prejudicadas com a seca pelo cultivo de soja, compensando os efeitos da falta de chuva. Ainda assim, a produtividade em 2012 deve cair em média 5,1% em todas as culturas.

Para o arroz, a crise vivida de comercialização este ano, somada ao baixo nível das barragens nas zonas de produção, deve levar a uma produção 15% inferior, com uma redução de 8,95 milhões de toneladas para 7,6 milhões, de acordo com dados do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). Entretanto, para o presidente da Federação dos Arrozeiros do Estado (Federarroz), Renato Rocha, essa queda pode ser ainda maior, chegando a 20%, devido à expectativa de menor produtividade. Mesmo com a expectativa de colheita menor, Rocha alerta que uma nova crise pode ocorrer se o governo federal não proporcionar o apoio adequado à atividade. “Precisamos de R$ 1,78 bilhão em mecanismos de comercialização.”

Em relação a outros cereais, o diretor-técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, lembra que a maioria dos analistas concorda que, mesmo com o agravamento da crise econômica europeia em 2012, os preços das commodities agrícolas estarão em níveis elevados. “O consumo de alimentos, mesmo em regiões que enfrentam problemas, continua alto. Se houver queda de preços, ela não vai ser suficiente para tirar o lucro dos produtores brasileiros.”

Em relação a outros cereais, Ferraz lembra que a maioria dos analistas concorda que, mesmo com o agravamento da crise econômica europeia em 2012, os preços das commodities agrícolas estarão em níveis elevados.  Entretanto, para Rafael Ribeiro de Lima Filho, analista da Scot Consultoria, a volatilidade do mercado internacional, embora não seja suficiente para derrubar os preços dos grãos, pode afetar a rentabilidade do produtor devido ao aumento do valor dos insumos importados. “Instabilidade significa que o dólar deve subir, o que aumenta os preços de fertilizantes, calcário, defensivos e outros produtos, elevando os custos de produção”, lembra.

Carne em busca de novos mercados

A abertura de novos mercados internacionais é vista como a solução para a manutenção do crescimento dos setores produtivos das carnes no Brasil. Com a crise econômica nos países desenvolvidos e as barreiras comerciais russas, os exportadores, principalmente de carne suína, buscaram a diversificação dos parceiros comerciais do País, um processo que deve ser mantido em 2012.

No caso da carne suína, a atividade sofreu um choque com a paralisação das importações da Rússia, o maior parceiro comercial do Brasil, a partir de 15 de junho. Entretanto, o bloqueio não significou redução das vendas brasileiras no exterior, tanto que o setor deve fechar o ano com 3,398 milhões de toneladas exportadas, contra 3,238 milhões em 2010. “A receita chega a ser 10% superior no período. Conseguimos esse resultado graças à readequação, enviando os volumes que eram destinados para a Rússia a outros países, especialmente na Ásia”, explica Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips).
A avicultura também espera conquistar novos mercados internacionais, especialmente na Ásia. “Nossos principais alvos são Malásia, Camboja e Indonésia. Também pretendemos receber uma missão chinesa que pode habilitar mais plantas exportadoras para aquele país”, explica Ricardo João Santin, diretor de mercados da Ubabef. Em 2011 o setor deve fechar as exportações em 3,93 milhões de toneladas, um crescimento de 3% em relação a 2010. Já a receita deve ser 20% superior, chegando a US$ 8,2 bilhões.

Já na bovinocultura de corte, conforme dados da Farsul, a expectativa dos criadores é a manutenção dos patamares de boa remuneração alcançados em 2011. O preço médio do boi gordo até outubro foi 19% maior do que a média dos valores pagos em 2010 no mesmo período, passando de R$ 2,61 para R$ 3,10. Segundo Gedeão Pereira, vice-presidente da entidade, esses níveis devem se repetir em 2012, mesmo com a crise mundial. “O mercado interno está muito mais forte que o externo, e é melhor pagador que os compradores internacionais.”

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