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Notícia da edição impressa de 28/12/2011

Valorização vai manter construção civil aquecida

ANTONIO PAZ/JC
Projeções mostram que preços dos imóveis seguem em alta no próximo ano
Projeções mostram que preços dos imóveis seguem em alta no próximo ano

A visão de um bom ambiente de negócios no próximo ano é chancelada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Paulo Vanzetto Garcia. Ele lembra que a valorização do mercado interno tem sido uma importante política do governo federal para o setor, impulsionado por ações como o Programa de Aceleração do Crescimento na segunda etapa (PAC 2) e do Minha Casa, Minha Vida 2. “Já viemos de alguns anos em um bom momento para construção civil, essa valorização do mercado interno propiciou que o setor alavancasse em 2010 e continuasse em 2011, então tudo indica que esse movimento permaneça”, diz Garcia. “Essas questões como a geração de empregos e riqueza através da construção devem ser uma política permanente no governo Dilma, por isso essa variável não nos preocupa”, acrescenta o dirigente.

Outra variável levantada pelo presidente do Sinduscon é a crise europeia. Para ele, mesmo com um agravamento na situação, a construção civil deve se sair bem, graças à realização de obras para os grandes eventos que serão sediados no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016. As obras de infraestrutura do PAC 2 também devem contribuir como proteção do setor no ano que vem, já que vão demandar recursos e mão de obra. Garcia lembra que eventos como esses movimentam a autoestima de um país, o que acaba sendo refletido na construção civil através de um bom ambiente de produtividade e geração de empregos. “Tudo indica que até 2015 os efeitos externos não vão abalar tanto a política econômica brasileira; se isso ocorrer, imaginamos que o crescimento não vá ser de grande monta, mas estaremos andando num patamar alto”, reforça. 

E diante de um momento em que mesmo com a crise rondando a expectativa é de mercado aquecido, os preços - que em 2011 já apresentaram alta - não devem ceder. A inflação chegou aos materiais de construção, fato que associado ao aumento significativo do salário-mínimo em 2012, afetando também o custo da mão de obra no setor, deve fazer com que o valor dos imóveis continue alto e crescente no próximo ano. Garcia estima que a velocidade das vendas deve manter um incremento de 9% em 2012.

O responsável por essa perspectiva continua sendo a equação déficit habitacional mais o programa federal Minha Casa, Minha Vida. O economista da Cbic Luis Fernando Melo Mendes lembra que a segunda fase do programa, anunciada em abril, não teve o volume de contratações esperada. Agora, o setor aguarda pela deslanchada do novo estágio do programa. “Apesar de ter sido anunciado cedo, algumas normatizações foram divulgadas somente em outubro, o que fez com que esse não se pudesse considerar tanto o Minha Casa, Minha Vida 2”, diz o economista.

Mendes aposta também em evolução de obras ligadas ao PAC. Ele explica que as contratações, inclusive de mão de obra, se mantiveram em 2011 nos mesmos patamares do ano anterior. “Para que o programa traga, de fato, uma aceleração, precisa cumprir as metas estabelecidas nessa segunda fase, que são maiores que na primeira”, alega.

Para o economista da Cbic, se o governo souber usar a construção como um setor capaz de gerar um efeito anticíclico, poderá sentir até mesmo uma contribuição para atenuar efeitos da crise na economia.

Minha Casa continua no topo

Com a expectativa de impulso no Minha Casa, Minha Vida 2, o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Sul (Creci-RS), Flávio Koch, aposta na categoria econômica como os principais compradores de imóveis no ano que vem. “Na sequência, a classe média vai ser um importante filão, demandando apartamentos com preço médio de R$ 200 mil a R$ 500 mil”, diz. Ele aponta que o maior volume de negócios deve ser realmente entre as classes sociais de menor renda. Koch alerta, porém, que no caso do Minha Casa, Minha Vida, Porto Alegre deve ficar de fora, em função do preço e da escassez de terrenos, que inviabiliza a incorporação de empreendimentos que resultem em imóveis com valor enquadrado no programa. 

Para dar conta dos novos imóveis populares, bem como da demanda de outros nichos, que também deve seguir aquecida, o crédito imobiliário segue farto. Estudo do Sinduscon-SP prevê que os financiamentos de imóveis devem crescer 30% em 2012, atingindo R$ 152,1 bilhões. O gerente regional da construção civil da Caixa Econômica Federal em Porto Alegre, Pedro Lacerda, revela que o banco vai disponibilizar um volume superior a R$ 90 bilhões em crédito imobiliário no ano que vem. “A Caixa tem a expectativa de quebrar recordes mais uma vez”, antecipa o gerente. Ele explica que cerca de 60% dos empréstimos na categoria devem ser captados por compradores de imóveis do Minha Casa, Minha Vida.

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