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Notícia da edição impressa de 28/12/2011

Mercado externo vai ditar rumos do câmbio

VANDERLEI ALMEIDA/AFP/JC
Dólar chegou a ser negociado a R$ 1,95, mas deve ficar abaixo de R$ 1,80 em 2012
Dólar chegou a ser negociado a R$ 1,95, mas deve ficar abaixo de R$ 1,80 em 2012

O câmbio está sendo guiado pelo resto do mundo e essa situação não deve se alterar em 2012, define o economista Marcelo Portugal. “Há o binômio da ganância e do medo”, define. Ou seja, a corrida para o dólar nos momentos de maior tensão e também a dissipação do capital para operações e países de maior risco quando boas notícias surgirem. “Quando o sujeito acha que a Europa vai para o buraco, que vai haver uma crise bancária, o medo vence a ganância, aí as pessoas que têm recursos aplicados no Brasil, Portugal, Argentina e outros países vão todas querer comprar títulos do Tesouro americano, mesmo que esse título pague uma taxa de juros muito pequena”, diz o especialista.

Apesar de a lógica apontar para uma corrida e valorização do dólar - e consequente desvalorização do real - no caso de um agravamento da crise europeia, Portugal defende que o Velho Continente deve escapar da turbulência, ainda que diante de um crescimento modesto nos próximos anos. “A nossa perspectiva para o final do ano que vem é que a Europa vai se acertar e, se isso acontecer, o fluxo de capital vai voltar a se diluir pelo mundo e então o real não vai ficar no patamar de R$ 1,90 como vimos neste ano”, projeta o economista.

O gerente de análise econômica e riscos de mercado do Sicredi, Alexandre Barbosa, prevê que o dólar deve ficar entre R$ 1,70 e R$ 1,80 no próximo ano, sempre submetido às oscilações de um câmbio flutuante. Ele destaca que assim como uma supervalorização do real é improvável, o movimento oposto também não deve ocorrer. Isso porque além do cenário europeu, o preço das commodities que passou por elevação em 2011 não deve sofrer o mesmo efeito no ano que está chegando.

E para impedir que a mesma força que deve estagnar o preço das commodities chegue a outros segmentos econômicos, os agentes do governo federal seguem com medidas de estímulo. Os economistas apostam que no próximo ano a inflação fique dentro da meta e que deve haver estímulo ao investimento graças à queda na taxa Selic. Diante de um ano de eleições municipais que devem impedir uma moderação nos gastos públicos, a política monetária deve ser a principal ferramenta para manejar e equilibrar o mercado interno. “Se precisar incentivar a economia será pelo incentivo monetário e a inflação deve ficar um pouco mais baixa, por isso achamos que corre o risco de a política ir para taxa de juros, principalmente se houver um cenário de piora internacional”, argumenta Barbosa.

Mesmo com diversos economistas prevendo um cenário onde a Europa teria um crescimento muito pequeno e lento, o professor do grupo Ibmec Mauro Rochlin sentencia que a situação é muito mais grave do que autoridades anunciam. Ele destaca que o Brasil pode ficar em uma situação de vulnerabilidade que já pode ser observada com a fuga de capital do País durante os momentos mais turbulentos desde que a Europa começou a balançar. “Nos últimos meses o câmbio esteve extremamente volátil e para um país com as reservas do Brasil (cerca de US$ 350 bilhões) causa espanto tamanha volatilidade”, observa.

Indústrias aguardam pela estabilidade das cotações no novo ano

Afetado diretamente pelo mercado externo e variações cambiais, o setor calçadista ainda aguarda desdobramentos da investigação do governo federal a respeito da prática de dumping e triangulação de calçados emitidos por países como Vietnã e Indonésia, produzidos com componentes chineses. “Para o mercado interno, caso houver as medidas de proteção às importações desleais, as negociações deverão ficar equilibradas, uma vez que está havendo uma acomodação do consumo”, diz o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.

Já os moveleiros gaúchos apostam na conduta do governo de conter uma eventual supervalorização do real. O presidente da Associação da Indústria de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Ivo Cansan, explica que ainda não é possível prever como vão se posicionar as exportações em 2012, já que elas dependem da resolução da turbulência europeia, bem como da estabilização na cotação do real. “Se o dólar ficar entre R$ 1,75 e R$ 1,85 já conseguiríamos buscar um pouco dos 30% que perdemos na nossa receita com exportação nos últimos três anos”, diz o dirigente.

No caso das máquinas e equipamentos agrícolas, mesmo com a crise ainda deve haver demanda em países europeus e nos Estados Unidos. Isso porque mesmo diante de economias frágeis, a agricultura continuará sendo praticada. Ainda assim, o presidente do Simers, Cláudio Bier, explica que são necessárias condições cambiais mais favoráveis. Frente a um dólar desvalorizado, como vinha acontecendo, muitas empresas só exportavam para manter parcerias. “Nós trabalhamos com um quadro entre R$ 1,70 e R$ 1,80, que é um valor que começa a favorecer um pouco o nosso mercado.”

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