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Notícia da edição impressa de 08/11/2011

Eduardo Sacheri diante dos olhos do mundo

Ricardo Rodrigues

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Livro do argentino Eduardo Sacheri originou o filme O segredo dos seus olhos
Livro do argentino Eduardo Sacheri originou o filme O segredo dos seus olhos

O escritor argentino Eduardo Sacheri esteve pela primeira vez entre os jacarandás da Praça da Alfândega. Porém, conforme ressalta, “não é a primeira passagem pelo Brasil, pois assim como metade dos argentinos, já estive de férias no litoral brasileiro, em Florianópolis”, disse. Autor do romance que deu origem ao filme O segredo dos seus olhos, vencedor do Oscar de filme estrangeiro em 2010, Sacheri falou com o Jornal do Comércio sobre inspiração, o início do seu trabalho e a adaptação do livro, que projetou seu nome internacionalmente.

JC - Feira do Livro - Seus personagens são pessoas comuns, mas que no decorrer da narrativa crescem em grande proporção na história. Como você os escreve?

Eduardo Sacheri - os personagens que eu escrevo são como pessoas que habitam o mundo real. Parece-me que na vida existe certos momentos, certas circunstâncias, ou certas pessoas que cruzam nossos caminhos e que nos transformam. Assim acontece na realidade, por isso meus personagens também são assim.

Feira do Livro - Como ocorreu a construção de Benjamín, personagem principal deste que foi seu primeiro romance?

Sacheri - Ele é um homem extremamente comum, como na vida real. Acontece que, quando eu era jovem, por volta dos 18 anos, trabalhei em um tribunal muito parecido com o que pode ser melhor observado no filme. Então, o modo de falar do personagem, a conduta, tudo vem dessa época, da minha observação.

Feira do Livro - Você começou escrevendo contos tendo futebol como tema, é isto?

Sacheri - Sim. Acima de tudo me dá muito prazer escrever sobre o meu próprio mundo, sobre as coisas que gosto, como, por exemplo, a cidade de Buenos Aires, pequenas comunidades e pessoas comuns. E o futebol é uma vivência importante para essas pessoas assim como é para mim, e me oferece na literatura um bom caminho para falar também de outras coisas.

Feira do Livro - Não vamos falar de Argentina x Brasil. Porém, devo ressaltar que o seu país ganhou dois Oscars de filme estrangeiro, o segundo com a adaptação do seu livro, e o Brasil nenhum. Argentina 2x0 Brasil, veja só...

Sacheri - Sim, sim, mas não vamos fazer mais comparações (risos). Sobre a adaptação, eu gosto muito de literatura e de cinema. Porém, muitas vezes, quando assisti a filmes adaptados, me senti um pouco frustrado, porque faltava aquele espírito. Quando o diretor Juan José Campanella propôs adaptar meu livro e me convidou para escrever o roteiro junto com ele fiquei feliz, mas esse se tornou meu grande desafio: como manter o espírito em algo com linguagem totalmente diferente? Ao final, foi um belo trabalho.

Feira do Livro - Poderia citar algum escritor que te influenciou?

Sacheri - Escrever, para mim, é uma prolongação da leitura. Há muitos escritores que gosto, mas sei que jamais vou escrever como eles. Por exemplo, Julio Cortázar, um dos maiores. Também Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, a colombiana Laura Restrepo, são alguns que compõem meu universo.

Feira do Livro - Conhece a literatura brasileira?

Sacheri - Pouco chega da literatura brasileira na Argentina. Não sei se há uma barreira, mas a circulação parece difícil. Acredito que uma democracia cultural esteja em andamento.

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