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06/11/2011 - 14h56min

'Saldosistas' lutam por um balaio menos ordinário na Feira do Livro

Marcus Perez, especial para o JC

Fotos:MARCOS NAGELSTEIN/JC
Jane Tutikian (e) João Carneiro (d) conversaram na Feira com os saldosistas Brites e Rejane
Jane Tutikian (e) João Carneiro (d) conversaram na Feira com os saldosistas Brites e Rejane

A Feira do Livro de Porto Alegre contou com um protesto bem-humorado nessa sexta-feira (4). Eram os leitores "saldosistas" realizando pela segunda vez o excêntrico manifesto em prol da democratização da informação e da comercialização de livros a preços acessíveis. Criado há cerca de um ano, o movimento leva em seu nome um trocadilho curioso proveniente dos saldos, pequenas caixas de madeira onde podem ser encontradas obras, quase sempre usadas, a preços muito econômicos, variando em média entre R$ 2,00 e R$ 10,00.

Em 2010, quando começaram as atividades, foram bem recebidos pelo presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro. A aprovação foi a motivação que o movimento precisava para voltar a ativa este ano. Munidos de cartazes e faixas com dizeres como "Um saldo para o futuro" e "Respeito, nada de saldos altos", os adeptos da causa visitaram os estandes para avaliar a qualidade das obras à venda nos balaios. Enfatizando o tom humorístico da empreitada, o grupo premiava os livreiros que estivessem em dia com seus saldos, dando a eles doces e pirulitos. Para os transeuntes, distribuíam marcadores de página com versos feitos sob medida pelo poeta Alexandre Brito.

Apesar do clima de brincadeira, o assunto é sério."A cada ano que passa, os balaios ficam mais escassos e os que ainda existem contam com material sem qualidade, como agendas e revistas velhas. Por isso decidimos criar um manifesto bem-humorado para lutar por um maior número de saldos com livros bons a preços baixos. Até remetendo para a história da Feira, que começou como um evento popular", explica o jornalista João Brites que, ao lado da funcionária pública, Rejane Guaríglia, é um dos fundadores do grupo.

Durante a passeata, os "saldosos" atraíram olhares e sorrisos simpáticos por onde passavam, entre eles, o da atual patrona Jane Tutikian. Além de prestar apoio à iniciativa, a escritora fez uma confissão. "A primeira coisa que eu faço em qualquer banca é olhar o balaio, já encontrei verdadeiros tesouros por ali. Em um deles achei a primeira edição brasileira de O Bobo, de Alexandre Herculano, uma obra que eu estava atrás há muito tempo. Procurando direito pode-se achar grandes maravilhas em um saldo da Feira do Livro. Por isso, trabalhos como o dessa turma merecem divulgação e uma atenção toda especial", comentou a patrona.

Para Rejane, o que falta é que as pessoas se conscientizem da importância do preço justo dos saldos. Mesmo assim, o sonho da trupe já mostrou estar se tornando um pouco mais real. Segundo a servidora, do ano passado até agora pode-se notar um aumento nos títulos em oferta na Feira. "Com certeza esse ano está muito melhor do que no ano passado, temos notícias de diversas bancas que vendem literatura boa e barata. Mas nós queremos mais, desejamos que qualquer um possa comprar um livro interessante sem pagar um valor absurdo", concluiu.

Quem quiser fazer parte das próximas atividades do movimento ou tiver alguma dúvida pode encaminhar um e-mail para leitoressaldosistas@gmail.com.

Munidos de cartazes e faixas, os adeptos da causa visitaram estandes para avaliar a qualidade das obras

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