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Notícia da edição impressa de 03/11/2011

“Sou um escritor pop”, diz Nelson Motta

Bruno Felin

EDITORA OBJETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
Livro assinado pelo jornalista desvenda a trajetória de Glauber Rocha
Livro assinado pelo jornalista desvenda a trajetória de Glauber Rocha

Faltariam linhas para enumerar as atividades de Nelson Motta. As múltiplas facetas e amizades de alto quilate o fizeram vivenciar boa parte da formação cultural brasileira da última metade de século. Jornalista, compositor e produtor, hoje ele se define como um "escritor pop", e confirma isso em A primavera do dragão: a juventude de Glauber Rocha (Objetiva), autografado ontem na Feira do Livro.

JC - Feira do Livro - O Glauber começou cedo e é justamente esse o recorte que você faz no livro, até os seus 25 anos, quando ele lançou Deus e o Diabo na Terra do Sol e enfrentou seu mestre Nelson Pereira dos Santos em
Cannes. Era o final perfeito?

Nelson Motta - Não sou um biógrafo profissional como Fernando Morais, por exemplo. O que me move é o amor, a amizade de pessoas que eu admiro, o impulso sempre foi esse. No caso do Glauber Rocha, a última fase foi muito triste. Há muita amargura, incompreensão, polêmica, frustração, eu jamais me proporia a trabalhar sobre isso, pois ia sofrer. Eu quis buscar um outro Glauber, que eu não conhecia, pois só conheci ele na estreia do Deus e o diabo na terra do sol. Queria saber como se formou meu amigo, como o Glauber virou Glauber.

Feira do Livro - Ele foi uma pessoa muito precoce, tinha até um programa de rádio criticando cinema aos 13 anos, era um baiano arretado, que acabou liderando a geração do Cinema Novo. A personalidade foi fundamental pra esse papel?

Motta - Ele era um personagem completo. É muito encantador um garoto de 13 anos largando regra, escrevendo artigos, é apaixonante. Ele aprendeu fazendo e Deus e o diabo na terra do sol é o exame final do personagem. Um adulto, maduro, consagrado internacionalmente. A obra tem um final feliz. Foi um imenso prazer, pois encontrei coisas que não imaginava, fui descobrindo o passado de um amigo e deixei tudo leve, sem análise crítica. Esse tipo de coisa eu deixo para que outras pessoas façam. Ele era um ser humano extraordinário, um artista genial. Me interessa sua turma de amigos, suas histórias, ele sendo corneado, as viagens, os planos, as conspirações, isso é Glauber Rocha.

Feira do Livro - Em todos os movimentos importantes sempre há uma turma de amigos. No caso do Glauber eram João Ubaldo Ribeiro, Luiz Carlos Barreto, Cacá Diegues, todos ainda muito jovens. Fala um pouco sobre essa relação.

Motta - Essa é uma das coisas que mais gosto. Como em Encontro marcado, do Fernando Sabino, por exemplo, fiquei com vontade de participar daquela turma. O mesmo vale para Capitães de Areia, do Jorge Amado, ou no cinema com Rumble Fish, do Coppola. Quem não gosta de uma turma de garotos, seus conflitos, artistas puros, pessoas que se reencontram 20 anos depois, em outra situação? O caso do Glauber é típico, uma geração baiana que estava vivendo uma época muito boa, os anos de Juscelino, uma atmosfera especial.

Feira do Livro - O Glauber era tão doidão quanto o Tim Maia?

Motta - Eles tinham algumas semelhanças, por serem amigos queridos e dois caras totalmente abertos, artistas natos, que fizeram o que queriam e amavam, sem restrições. E ambos pagaram o preço disso no final.

Feira do Livro - Você sente falta de personagens como eles para a cultura brasileira hoje?

Motta - Hoje é tudo muito mais careta em todos os sentidos. Essas características de personagens anárquicos, transgressores, é tudo meio mal-vista hoje, não imagino ninguém sendo assim sem ser odiado.

Feira do Livro - Você sempre acrescenta um toque de humor nos livros, um detalhe cavado com os amigos, dando um quê de romance. É reflexo do que você gostaria de ler?

Motta - Sou um escritor pop, não tenho ambições literárias, minha ambição é alegrar, divertir emocionar e informar um pouco. Não penso na minha obra como um todo, nada disso me interessa. Não é melhor nem pior, apenas a minha característica. Faço tudo isso por prazer, não por dinheiro, nem prestígio, o que, modestamente, já tenho o suficiente.

COMENTÁRIOS
micheline oliveira de sousa - 27/06/2012 - 11h10
gostari de saber o email e fone do escritor se possivel
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