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Notícia da edição impressa de 01/11/2011

Mesa redonda debate a memória do livro no Brasil

Ricardo Rodrigues

MARCOS NAGELSTEIN/JC
Autores debatem papel das bibliotecas e livrarias na cultura
Autores debatem papel das bibliotecas e livrarias na cultura

Foi no século XVIII que as primeiras bibliotecas tomaram forma em terras brasileiras. A informação é de Aníbal Bragança, um dos autores de Impresso no Brasil -  dois séculos de livros brasileiros, escrito juntamente com Márcia de Abreu. O volume reúne artigos que fazem um panorama do livro na história do Brasil, percorrendo desde as primeiras editoras até a discussão sobre políticas para estimular a cadeia produtiva e a leitura.

Bragança coordenou uma mesa redonda sobre o assunto com a participação dos autores Marília Barcellos, Elizabeth Torresini e Antonio Hohlfeldt, além da convidada especial Nádia Weber Santos, que lembrou a contribuição no livro da historiadora gaúcha Sandra Pesavento. 

Bragança destaca os problemas enfrentados pelo segmento. “Falta uma qualificação maior dos profissionais que fomentam a leitura”, diz. Segundo ele, as bibliotecas “são a expressão de que sempre houve leitores no País que valorizavam um acervo em casa, conforme mostram registros históricos”.

Pesquisa da historiadora e professora Elizabeth Torresini realizou um levantamento de livrarias no Rio Grande do Sul desde os gabinetes de leitura. “No início do século XX havia 1,48 milhão de habitantes. O momento era de grande avanço industrial e populacional e, por consequência, de novas escolas, o que resultou em um número maior de pessoas alfabetizadas”, explica. No final da segunda metade do século XIX, os livros eram vendidos direto nas tipografias, na rua, na casa dos vendedores ou a domicílio. “Não se falava em editoras, até então não existia o ‘negócio’ do livro”, comenta ela.

O primeiro gabinete de leitura de Porto Alegre surgiu em 1830. Com relação às livrarias, Elizabeth destaca o surgimento das lojas pioneiras. “Uma das primeiras, e mais conhecidas, foi a Livraria do Globo, inaugurada em 1883. As livrarias tiveram um papel muito importante na difusão das práticas de leitura”, afirma.

O universo infantojuvenil

“A literatura para crianças e adolescentes enquanto gênero é recente, coisa da década de 1990”, destaca escritor, professor e pesquisador Antonio Hohlfeldt, também colunista do Jornal do Comércio. Hohlfeldt conta que analisou desde o primeiro autor que publicou histórias direcionadas para esse público, Olavo Bilac, bem como os primeiros títulos em livro e também revistas. “Regionalmente temos a revista Cacique, mas também pesquisei O Tico Tico e mais recentemente a publicação Sesinho, do Serviço Social da Indústria (Sesi)”, conta.

Hohlfeldt explica que o texto foi apresentado há três anos, portanto, não havia a ênfase do livro digital que circula nas discussões atuais. “O livro digital ainda está atrasado no Brasil, comparando com outros países. A pergunta-chave é: isso vai afetar ou não o modo de escrever? Afinal, o produto está aí, veio para ficar”.

Hohlfeldt finaliza destacando a importância da literatura infantojuvenil. “Sua prática encontrou duras críticas, sendo até mesmo considerada por alguns escritores como subliteratura, mas a verdade é que elevou a literatura brasileira por meio de textos excelentes, movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo ilustradores”, explica.

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