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31/10/2011 - 18h39min

Feira do Livro debate o terror na literatura em dia temático

Amanda Jansson

Marcos Nagelstein/JC
Debate sobre literatura de horror aconteceu Santander Cultural
Debate sobre literatura de horror aconteceu Santander Cultural

No clima do Dia das Bruxas, comemorado nesta segunda-feira, 31 de outubro, a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre teve um dia temático sobre Terror. Entre as diversas atrações paralelas à venda de livros, o evento recebeu o tradutor Guilherme da Silva Braga, que falou na Sala Leste do Santander Cultural, na palestra O Horror da Biblioteca, na qual apresentou diversos clássicos do gênero que fascina milhares de pessoas por todo o mundo.

Entre eles, Braga citou nomes há muito conhecidos pelo público admirador da literatura fantástica: Edgar Allan Poe, que escrevou contos famosos como A Queda na Casa de Usher, de 1839; Mary Shelley, autora de Frankenstein, e Bram Stocker, escritor do aclamado Drácula.

Falando a respeito das narrativas peculiares do gênero, Braga destacou a distância com a qual as obras são contadas. "Dos textos que estou apresentando aqui para vocês, quase todos têm aquela narrativa distanciada, em que o narrador é alguém que ouviu essa história de outra pessoa e agora está repassando, justamente pelo teor fantástico das histórias", afirmou. 

O tradutor ainda citou Robert Louis Stevenson, autor de O Médico e o Mostro, e Horace Walpole, que escreveu a que é considerada uma das primeiras obras do gênero: O Castelo de Otranto, ainda em 1764.

Logo depois, na Sala Oeste do Santander, começava uma nova sessão do II Seminário Nacional de Crítica e Literatura - evento que vem acontecendo em partes na Feira e que, baseado na temática do dia, recebeu o escritor de obras de terror André Vianco para debater o tema Faces do Horror na Literatura.

Autor de romances como Os Sete e da série O Turno da Noite, Vianco falou sobre seu processo criativo, dizendo que já era interessado pelo terror desde pequeno. "Meus pais iam dormir e me deixavam vendo TV durante a noite, quando passava filmes de terror pelos quais eu era facinado", disse.

Ao lado das professoras Ana Maria Lisboa de Mello e Gabriela Hoffmann Lopes, e da mediadora Luiza Vilma Pires Vale, Vianco afirmou que seu gosto por filmes de terror o fez perceber que na literatura era necessário muito mais habilidade para impressionar o leitor que no cinema.

"Nos filmes há sempre as imagens, o som, vários elementos que nos carregam de sensações. Nos livros, precisamos criar esses elementos na cabeça do leitor usando o máximo de artifícios possíveis", defendeu. "Quanto mais habilidoso o autor, mais ele consegue assustar, impressionar e, claro, fidelizar o leitor".

Entre seus autores preferidos, Vianco citou Victor Hugo e Henry James - famoso pela obra A Volta do Parafuso

Em sua fala, a professora Ana de Mello destacou que a exploração dos sonhos e dos pesadelos era ingrediente essencial do romantismo europeu, surgido aindo nos séculos XVIII e XIX. "Para os românticos, o fantástico é uma forma de provocação contra o previamente estabelecido, uma forma de se rejeitar as regras", afirmou, citando autores como Byron, cujos poemas exaltavam cenários mediterrâneos e um "eu" melancólico.

Encerrando com perguntas, o debate ainda teve tempo para uma novidade: Vianco está terminando seu projeto piloto para a TV de Turno de Noite, que deve estar disponível na Internet até dezembro. "No Brasil, o gênero Terror ainda é muito relegado a segundo plano, mas todo mundo adora ir ao cinema ver um filme desse tipo, principalmente casais. Qualquer cena forte já é um motivo para a namorada com medo abraçar o namorado, não é?", brincou, arrancando risos da plateia atenta.

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