Porto Alegre, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
26°C
28°C
19°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,3860 4,3880 0,52%
Turismo/SP 4,3100 4,5900 0,52%
Paralelo/SP 4,3200 4,5800 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
193561
Repita o código
neste campo
 
 
FEIRA DO LIVRO
- Últimas notícias
- Galeria da Feira
- Expediente
- Hotsite Feira 2010
- Troféu Cultura Econômica
- Premiados
- Fotos Premiação 2011
 

Notícia da edição impressa de 28/10/2011

Para Fortunati, Feira é espaço democrático para leitura

João Mattos/JC
José Fortunati vê a Feira do Livro como espaço democrático.
José Fortunati vê a Feira do Livro como espaço democrático.

Em entrevista, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, fala sobre a importância da Feira do Livro na democratização da leitura, destaca ações para fomentar o gosto pelo livro e sua relação pessoal com eles. Fortunati salienta também as obras de revitalização do Centro da cidade como forma de identificar a população com o local e devolver à área histórica o charme perdido na década de 1970.

JC - Feira do Livro - Como a Feira do Livro se insere na política cultural de Porto Alegre?

José Fortunati - Hoje é impossível pensar o calendário cultural de Porto Alegre sem a Feira do Livro. Além de ser a maior feira aberta da América Latina, é realizada em uma época muito bonita, em que a cidade encontra seus jacarandás e isso dá ao aspecto cultural uma plasticidade ambiental diferenciada. É definitivamente o grande espaço da democratização da leitura. Percebo a cada ano que muitas das pessoas que lá estão não entram em livrarias, nem bibliotecas, porque são pessoas de menor poder aquisitivo, que têm “vergonha” de entrar nesses locais e comprar livros. Lá isso não acontece, tudo está à disposição, elas podem transitar sem qualquer constrangimento.

JC - Feira do Livro - Recentemente foi organizado um grupo que formulou o Plano Municipal do Livro e Leitura. Como vai funcionar esse trabalho?

Fortunati - Esse grupo terá uma interface diretamente com as escolas públicas municipais, estaduais e as privadas, tentando criar uma política pública para fomentar o desejo e o gosto pela leitura. O Rio Grande do Sul já tem um índice positivo se comparado ao restante do País, mas ainda muito distante de países do Primeiro Mundo. Eu acho que isso tem um freiamento por causa dos meios de comunicação colocados à nossa disposição, principalmente a TV e a internet. Esse grupo vai tentar mostrar para as pessoas como é gostosa a leitura de um livro, seja ficção, romance ou poesia.

JC - Feira do Livro - Que outras políticas culturais estão sendo pensadas?
Fortunati -
Uma das medidas que anunciaremos nesta edição é um apoio aos professores, quando concederemos um vale no valor de R$ 50,00 para compra de livros, só aceito durante a Feira. Não indicaremos títulos, eles comprarão o que quiserem. É uma forma de estimularmos os professores da educação infantil, Ensino Fundamental e Médio, para adquirir livros e assim induzir a leitura.

JC - Feira do Livro - Que tipo de literatura lhe agrada mais?
Fortunati -
Hoje, por uma questão de tempo, faço mais uma leitura técnica. Agora, no caso do metrô, por exemplo, busco todo tipo de literatura relacionada ao assunto e leio muito, é o meu estilo. Quando começo a tratar de um assunto, procuro entender dele, não fico só aguardando que a minha assessoria - apesar de fundamental – repasse informações. Vou em busca de literatura a respeito para poder fazer um debate provocativo, no bom sentido, com a minha equipe. Mas adoro ficção científica, sempre fui um aficionado. Leio livros biográficos ou autobiográficos de personalidades que tenho como referência, antigos e contemporâneos, é por aí.

JC - Feira do Livro - Esse ano temos a abertura ao menos parcial da Praça da Alfândega. Qual a importância disso?

Fortunati - A grande mudança que acontece com a reabertura da praça é a área de passagem. Até a edição do ano passado, a largura média dos passeios era de 2,5m e agora temos 4,5m. Fiquei impressionado como isso dá uma qualidade maior, tanto para as bancas quanto especialmente para a mobilidade das pessoas. Antes, a cada Feira do Livro, as pessoas tiravam pedras portuguesas, estragavam coisas e a praça ficava completamente desfigurada. A restauração levou em consideração a Feira do Livro, tenho certeza de que não teremos esses mesmos danos na praça.

JC - Feira do Livro - O assunto não é novidade, mas podemos perceber uma valorização do Centro, com mais áreas culturais, restaurantes e até casas noturnas. O senhor acredita realmente em uma retomada do charme e dos atrativos culturais para atrair a população para essa área?

Fortunati - Não podemos achar que Porto Alegre retornará às décadas de 1940 e 1950. A cidade cresceu, se desenvolveu, mas eu tenho convicção de que a restauração através do projeto Monumenta, na Praça da Alfândega, Chalé da Praça 15, Largo Glênio Peres, Mercado Público e Cais Mauá, entre tantas outras, está devolvendo ao Centro um charme muito grande e apropriado ao século XXI. Teremos capacidade de mobilidade, com o metrô passando aqui e estacionamento subterrâneo, o que é fundamental. Sem isso, percebemos que as pessoas se afastam, buscando alternativas em shoppings, com maior segurança e comodidade. Então, o principal argumento para o estacionamento ao lado do Mercado Público é possibilitar que as pessoas venham ao Centro Histórico com segurança. Isso tudo visa a dar uma vida que ele perdeu na década de 1970.

JC - Feira do Livro - Isso também depende de as classes média e alta voltarem a frequentar o Centro?

Fortunati - Temos que ter a mistura, o Centro deve ser o bairro de todos. O segundo bairro de todo porto-alegrense e também de quem nos visita. Como morador, percebo as pessoas voltando a viver aqui, diferentemente da década de 1970, quando ficou uma área de comércio e escritórios. Disso depende estacionamento, condições para que as pessoas se sintam com mobilidade, segurança, e esse é um aspecto que temos discutido muito com o Comando de Policiamento da Capital, para darmos ao Centro a estrutura necessária, com câmeras de vigilância, PMs e guarda municipal. Hoje, 400 mil pessoas transitam diariamente pelo Centro, uma coisa fantástica. Não queremos somente que transitem, mas que uma parte delas fique estabelecida no bairro. Com isso ele ganha mais vida.

JC - Feira do Livro - Quanto ao turismo no centro, não acha que poderíamos valorizar mais a parte histórica com explicações e ações para os turistas?

Fortunati - Nós temos um programa mensal que chama-se Viva o Centro a Pé. Uma vez por mês convidamos historiadores e arquitetos para explicar o que cada prédio e praça significam. Em eventos de magnitude como o acampamento Farroupilha, Carnaval ou a Copa do Mundo, a ideia é fazer pelo menos toda semana. Eu fiz uma delas e, mesmo sendo morador da cidade há muitos anos, honestamente não conhecia muitas coisas.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR