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Notícia da edição impressa de 28/10/2011

Ressurge a praça no Centro Histórico

GABRIELA DI BELLA/arquivo/JC
Abertura parcial promove o reencontro do público com o berço da Feira do Livro
Abertura parcial promove o reencontro do público com o berço da Feira do Livro

A 57ª Feira do Livro de Porto Alegre abre de forma oficial nesta sexta e retorna ao eixo fundamental onde nasceu. O monumento ao General Osório finalmente volta a ser rodeado por livreiros e leitores, enquanto os cidadãos ainda se acostumam e matam a saudade do espaço restaurado. Outubro foi marcado pela entrega simbólica da Praça da Alfândega após longo período fechada para a obra do Projeto Monumenta. Um reencontro da população com o local que, mesmo parcialmente aberto, devolveu o cotidiano urbano ao coração pulsante do Centro Histórico.

Iniciada em junho de 2009, com custo de R$ 3 milhões e previsão para terminar em abril de 2010, a obra se arrasta e só deverá ser entregue no segundo semestre de 2012. A dificuldade em encontrar profissionais adequados, além da descoberta de novos problemas durante a realização - como no caso do comprometimento da rede de esgotos na avenida Sepúlveda - adiou o processo em meio a novas licitações e períodos de trabalhos paralisados, resumem os responsáveis. Quando os livros deixarem a praça, os tapumes retornam.

Por ser um trabalho de retomada do projeto original, do início do século XX, cada etapa é minuciosa, a fim de respeitar os detalhes e particularidades de cada setor. Os atrasos começaram com a dificuldade em encontrar mão de obra para lapidar e conseguir as pedras portuguesas em tons rosa que formam os passeios - hoje mais largos, com 4,6m. Depois vieram as reformas nas redes de esgoto realizadas pelo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), além da poda de árvores plantadas na década de 1970 e que passaram anos sem a devida manutenção.

A iluminação também foi um fator de demora. As luminárias antigas, de ferro fundido, exigiram grande esforço para o restauro. Novos pontos de luz foram colocados, melhorando consideravelmente a visibilidade à noite. Durante o dia, o mesmo acontece, pois a poda de árvores liberou os raios de sol para a lagarteada nos bancos e salvou alguns jacarandás, que estavam tortos em busca de luz, cobertos por outras árvores ou pela sombra de edifícios. “Árvore por árvore foi analisada e comparada a fotos antigas para resgatar as plantas originais de cada parte da praça. Queremos retomar o conceito de passeio público, presente em tantas cidades do Brasil. No dia da abertura, a maioria dos bancos estava ocupada, uma prova que todos precisavam deste espaço”, explica Briane Bicca, coordenadora do projeto Monumenta.

Quando o Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural da Capital, o COMPAHC, declarou a Feira do Livro como patrimônio imaterial, o fato de ser realizada na Alfândega foi fundamental, por ser “um dos mais destacados conjuntos arquitetônicos do Centro Histórico da cidade”, reforçava o ofício. O evento não ganha vida sem ela e por isso a abertura, ao menos parcial, valoriza sua 57ª edição. Briane Bicca reitera esta relevância: “a basílica de São Pedro, em Roma, não é mais importante que o Forte de Caçapava ou a Alfândega. O Forte conta a história de lá, a história de São Pedro é universal, mas é a história dos romanos. Aqui está a história de Porto Alegre, por isso devemos cuidar dela”.

Cuidado e comprometimento maiores

A retomada dos cuidados com a Praça da Alfândega exigiu maior comprometimento dos organizadores da Feira do Livro. Segundo o secretário municipal de Cultura, Sergius Gonzaga, foi criado um manual de utilização do espaço em que a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) será cobrada por danos materiais. O engenheiro responsável pela montagem, Eduardo Bergallo, confirma e apoia a iniciativa: “com a reforma, os órgãos que realizaram as obras estão muito exigentes quanto à manutenção do espaço. Foi um trabalho longo e deve ser valorizado, por isso estamos tendo muita cautela para não comprometer nada. São 25 mil metros quadrados de obra, é difícil fazer sem quebrar um ovo, mas todos os cuidados foram tomados, os montadores não fazem nada sem nos consultar”.

O número de barracas deste ano é praticamente o mesmo da última feira: 160 estandes. O layout já é conhecido, com a área infantojuvenil no Cais do Porto e a internacional na avenida Sepúlveda entre a Mauá e a Siqueira Campos. A novidade é a aproximação da área de autógrafos para a região entre o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul, que ganhou mais espaço. Fixadores de estandes permanentes, podendo ser utilizados para qualquer tipo de evento, estão em fase de testes na faixa da Sete de Setembro e foram motivo de debate, pelo risco de comprometer o piso recém-restaurado. Nas áreas mais novas serão utilizadas âncoras de concreto.

O entorno do monumento ao General Osório contará com poucos estandes e vai funcionar mais como área de passagem, para não prejudicar a visualização da estátua. Suas laterais foram cobertas por lonas transparentes. Será um espaço para leitura, com maior número de bancos, para a população poder usufruir a praça recém-aberta. “Não há como mudar muito o layout da Feira. As pessoas estão acostumadas a circular por ela dessa forma e quando mudamos drasticamente não funcionou. O tamanho que ela tem hoje será por muitos anos, é o que o espaço nos permite”, explica Bergallo, responsável pela montagem das últimas 13 edições do evento.

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