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08/04/2011 - 10h15min

Política social para absorção de demandas às metas do governo

Rafael Vigna

ANA PAULA APRATO/JC
Em 2010, Tarso se tornou o primeiro governador eleito no Estado sem a necessidade de segundo turno.
Em 2010, Tarso se tornou o primeiro governador eleito no Estado sem a necessidade de segundo turno.

Considerados pelos especialistas como o auge do capital político de um governante, os 100 dias de Tarso Genro (PT) no Palácio Piratini trazem a marca do diálogo e da absorção de demandas sociais à pauta dos programas de governo. Ao não sofrer derrotas pontuais para as estratégias de governabilidade no período, o primeiro governador eleito no Rio Grande do Sul, sem a necessidade de um segundo turno, conseguiu diminuir algumas tensões. A mais importante, com o sindicato dos trabalhadores em educação, o Cpers/Sindicato, é também a que costuma se impor no início de cada novo mandato no Estado.

Mesmo em meio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade do Piso Nacional dos Professores, que elevaria os salários da categoria para R$ 1.187,00, o governo conseguiu a aprovação de uma proposta de reajuste de 10,91%. Em contrapartida, garantiu a criação de um calendário para equiparar os salários pagos no Rio Grande do Sul com o piso fixado para os professores do País.

No contorno das perdas de safra e da falta de recursos nas regiões atingidas pela estiagem, o governo agiu rápido. Capitaneado pelo vice-governador, Beto Grill, o problema da região da Campanha recebeu atenção emergencial para a construção de microaçudes, e uma força-tarefa apresentou resoluções em curto e médio prazo.

Outro embate polêmico e histórico, sobre o cumprimento das diretrizes orçamentárias para o investimento de 12% em saúde, recebeu um sinal positivo de Tarso, que se comprometeu a estudar formas de adequar a demanda em um prazo válido de dois anos.

Os sinais foram recebidos com otimismo pela líder do Cpers, Rejane de Oliveira, pelo dirigente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Fernando Mattos e pelo presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Vilmar Zanchin. Todos destacam na atual gestão a disponibilidade para agregar demandas sociais na pauta de desenvolvimento.

Para Rejane, existem governos dispostos ao diálogo e outros não. "Estamos em processo de negociação. Em todos os governos o Cpers sempre buscou a negociação. Alguns se dispuseram e outros não. Neste caso, o governo Tarso abriu um processo de negociação. Não há um debate sobre greve. Isto será o nosso último recurso. Neste momento, a negociação anula esta necessidade", afirma.

Fernando Mattos exalta a atuação do secretário da Saúde, Ciro Simoni (PDT). Ele analisa a discussão sobre a superlotação das emergências, a demanda por transporte hospitalar e cobra algumas definições mais rápidas para questões como os planos de combate à dengue e as campanhas de vacinação contra a gripe.

Na visão de Vilmar Zanchin, a relação dos municípios gaúchos com o governo é democrática e transparente. Para Zanchin, os municípios ainda aguardam a definição dos percentuais de investimentos em Saúde, Educação e um cronograma de verbas para obras necessárias, principalmente para a recuperação asfáltica dos acessos às cidades.

"Já acompanhamos com otimismo a entrada dos recursos assegurados pelo Bird e pelo Bndes. Com estes empréstimos, o governo assumiu o compromisso com áreas fundamentais para o desenvolvimento dos municípios, mas temos de aguardar uma definição mais clara com relação ao cumprimento de prazos e cronogramas de investimento", assegura.

No que se refere aos primeiros passos do governo, o cientista social e professor da Ufrgs, André Marenco, revela que não há um norte muito claro nas ações de governo em temas como finanças, ampliação de receitas, modelos de desenvolvimento e políticas para áreas como Educação, Saúde e Infraestrutura.

No entanto, Marenco apresenta algumas expectativas iniciais. "Acredito que seja um governo diferente daquele que esteve pregando o déficit zero e o ajuste fiscal como bandeira prioritária. No entanto, é difícil destacar o centro prioritário deste novo governo. Parece-me, até o presente momento, que seja um modelo - ao contrário da enxugada nos gastos e dos investimentos - preocupado em ampliar a receita", defende.

Conforme ele, os primeiros encaminhamentos políticos significam o resgate de uma gestão de esquerda no Rio Grande do Sul, embora ainda não se sinta apto a precisar as áreas e os setores prioritários. "O que parece crucial é que, se o governo não norteia as suas ações, acaba criando um cenário capaz de administrar somente o cotidiano. Isto pode até ser encarado com uma estratégia para estabelecer qualquer tipo de ruptura com governos anteriores, marcados por uma atitude muito conflituosa - e isso é válido tanto para o governo Yeda (Crusius), quanto para a própria equiparação com a experiência petista no Rio Grande do Sul, com Olívio Dutra. Por isso, não se pode descartar a hipótese de uma tentativa de levar o governo mais leve e sem atritos, mas que ainda não deixa transparecer um rumo em questões como infraestrutura e resoluções de áreas-chave", avalia.

O professor ainda estabelece uma comparação com a gestão passada. "Acredito que este governo resgate a tradição da participação dos vices, depois do hiato deixado por Yeda. Vínhamos de dois vices atuantes como Miguel Rossetto e Antônio Hohlfeldt e tivemos uma verdadeira crise provocada pelo Paulo Feijó na gestão anterior. Não deixa de ser um fruto da coalizão, contempla o primeiro momento eleitoral em que Tarso parecia isolado e recebeu o apoio do PSB, que obviamente saiu valorizado deste processo na figura de Beto Grill", analisa.

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