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Notícia da edição impressa de 09/11/2010

Ivan Izquierdo diz que é preciso esquecer para viver

Brigida Sofia

GUSTAVO DIEHL/JC
Neurocientista Ivan Izquierdo falou sobre memória na Feira do Livro
Neurocientista Ivan Izquierdo falou sobre memória na Feira do Livro

Quando se trata dos mecanismos que envolvem a memória, ele é autoridade. O neurocientista Ivan Izquierdo esteve na Feira do Livro para autografar A arte de esquecer - Cérebro, memória e esquecimento, e conversar com seus leitores sobre os mistérios da memória. Izquierdo falou sobre a diferença entre aquilo que esquecemos rapidamente, por necessidade, e o que acabamos “guardando”.

A memória de trabalho é o mecanismo de reter e esquecer, como quando gravamos na cabeça um número de telefone e instantes depois da ligação já não conseguimos lembrá-lo ou quando falamos três frases e logo não lembramos qual foi a segunda ou terceira palavra dita. “É preciso esquecer ou vamos pensar sempre em apenas uma coisa. Deixamos de lado um fato para ver outro”, explicou.

Izquierdo também falou da necessidade de esquecer as lembranças ruins para poder viver.  Em casos extremos, como os de estresse pós-traumático, é necessário usar o método da extinção, que consiste em desassociar um estímulo ou uma imagem de um fato, pois as lembranças sempre vêm acompanhadas do que sentimos no momento em que foram adquiridas.

“Pessoas que presenciaram o 11 de Setembro, por exemplo, ficaram traumatizadas. Reclamavam que as imagens vinham a todo o momento à cabeça. Para resolver isso, foi preciso separar a imagem dos aviões batendo ou o barulho que isso provocou do fato em si. Para que quando elas vissem ou ouvissem, não viessem à tona sentimentos vividos naquele momento”, explicou.

O neurocientista falou que, assim como o resto do corpo, o cérebro envelhece e a capacidade da memória diminui. Para reduzir os efeitos negativos, é importante ler bastante e manter um intercâmbio cultural com pessoas da mesma idade. “Se o contato for apenas com gente mais nova, a pessoa só vai olhar para baixo e se frustrar”, explicou.

Crianças, jovens e diálogos monossílabos

Leitores questionaram Ivan Izquierdo se crianças e jovens têm uma memória melhor que os mais velhos, pois parecem capazes de reter mais informações. Além disto, a internet também veio à tona. Para Izquierdo, a fragmentação sempre existiu. “Mesmo na escola. Em uma manhã, aprende-se história no primeiro período, geografia no segundo e matemática no terceiro. Coisas totalmente diferentes em pouco espaço de tempo. A mudança que vejo nesta nova geração é que ela parece já nascer sabendo usar isto”, avaliou.

Para Izquierdo, o lado negativo em relação às tecnologias é a diminuição das conversas. Uma leitora idosa comentou que quando pergunta ao neto como foi determinada atividade ele responde “legal ou bom” e não desenvolve o assunto. “As crianças e os jovens são mesmo mais monossílabos que antigamente. Isso acontece porque se lê menos e, consequentemeente, se fala menos. Nas casas, as conversas foram substituídas pela televisão e, agora, pela internet’’, disse.

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