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06/09/2015 - 18h34min

Comercialização da Expointer tem queda superior a 35%

Negócios recuam pelo segundo ano consecutivo e fecham em pouco mais de R$ 1,7 bilhão

Luiz Eduardo Kochhann

GILMAR LUÍS/JC
Governador Sartori participou da coletiva de encerramento e agradeceu a Deus pelo tempo bom
Governador Sartori participou da coletiva de encerramento e agradeceu a Deus pelo tempo bom

Pelo segundo ano consecutivo, a movimentação financeira da Expointer apresentou queda. A 38ª edição, que se encerra nesse domingo (6), teve um recuo superior a 35%, fechando em pouco mais de R$ 1,7 bilhão. No ano passado, quando os negócios atingiram a casa de R$ 2,7 bilhões, a diminuição havia sido de 17% frente ao observado em 2013. Além disso, durante os nove dias de evento, mais de 500 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Os números foram divulgados em coletiva de imprensa, com a presença do governador José Ivo Sartori.

Apesar dos resultados, o governador garantiu que o evento foi além de qualquer expectativa, uma vez que 70% do Parque estava comprometido pela chuva poucos meses antes. Assim como o secretário da Agricultura, Ernani Polo, Sartori utilizou sua fala para agradecer a Deus pelo clima favorável, sem ocorrência de tempestades. “Ele viu o esforço de todos, olhou para baixo e nos ajudou”, disse. Sobre os negócios, preferiu relativizar a retração. “Acreditamos no setor agrícola, que é, sim, estratégico para o desenvolvimento do Estado e para o crescimento da nossa economia”, destacou.

O setor de máquinas e implementos foi responsável por R$ 1,6 bilhão em contratos, recuo de 37,04% na comparação com o ano passado. “Todas as feiras tiveram quedas significativas nesse ano. Trabalhamos dentro de um cenário nacional”, ponderou o secretário Polo. O discurso do presidente do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers-RS), Cláudio Bier, foi no mesmo sentido. “Trabalhamos dentro de uma realidade. O produtor está cauteloso, pois está plantando a safra a quase US$ 4 e não sabe a quanto vai colher”, analisou.

Por outro lado, a Agricultura Familiar registrou R$ 2,2 milhões em vendas, crescimento de 12,7% em relação a edição passada. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, a comercialização não foi maior por falta de espaço no atual pavilhão do setor, que impede a participação de mais agroindústrias e dificulta o trânsito de visitantes. “Agroindústrias foram obrigadas a fechar seus estandes ainda no sábado, pois já não tinham mais produtos para ofertar”, relatou Minetto. O governo estadual, entretanto, não garantiu a construção de um novo pavilhão até a próximo ano.

A comercialização de animais foi de R$ 15,3 milhões, uma evolução de 24%. Nesse caso, o principal destaque foi o cavalo Crioulo, que vendeu R$ 12,4 milhões, incremento de 27%. O artesanato, por sua vez, movimentou mais de R$ 960 mil até sábado. Na ocasião, também foi anunciada a data da próxima Expointer, que deverá acontecer entre 27 de agosto e 4 de setembro de 2016. Entre as melhorias previstas para o Parque, estão a construção de mais um dique para contenção das chuvas e a expansão da área destinada ao Simers.

Crédito recua na 38ª Expointer

As instituições bancárias já aguardavam redução na movimentação de crédito bancário durante a Expointer 2015. Porém, os números ficaram muito abaixo das projeções iniciais. A expectativa dos bancos era a de pelo menos manter os mesmos números registrados em 2014, embora parte dos dirigentes já tenha revelado à reportagem do Jornal do Comércio que essa intenção seria difícil de se concretizar.

Principal banco em concessão de crédito rural, o Banco do Brasil reduziu em praticamente 50% o volume de financiamentos em relação a 2014, quando o montante chegou a R$ 1 bilhão. Nesta edição, as 2803 propostas de financiamentos somaram o valor de R$ 506,8 milhões. Entre as linhas de crédito mais demandadas, destaque para o Pronaf Mais Alimentos (35%), Pronamp (30%), Moderfrota (20%) e Finame PSI (15%). O tíquete médio ficou em R$ 180 mil. Os equipamentos com mais pedidos de financiamento foram os tratores e as colheitadeiras.

O Banrisul protocolou 441 pedidos, com volume de negócios alcançando R$ 196 milhões – total inferior aos R$ 204 milhões do ano passado. A instituição destaca que a procura maior foi para os equipamentos para irrigação, com 22 pedidos de financiamento no valor de R$ 12,9 milhões, e para armazenagem, no valor de R$ 12 milhões em propostas. Também foi registrado grande procura por tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores e animais - com 72 propostas - entre outros bens.

Embora tenha ampliado o número de protocolos recebidos, alcançando 99 intenções contra 87 do ano passado, o BRDE alcançou volume de crédito inferior ao de 2014, com R$ 212 milhões (em 2014, o montante foi de R$ 350 milhões). Do total, 22% são relativos a máquinas e equipamentos; 18,4%, armazenagem; 13%, irrigação; 13%, obras com investimentos fixos; 12,1% foram buscados pelas cooperativas e 22% decorrentes de financiamentos diversos. A instituição frisa que os valores movimentados irão contribuir com a geração de renda e emprego no Estado. O maior volume de crédito foi requerido pela CCGL, que solicitou R$ 35 milhões para investir na duplicação da indústria de leite em pó de Cruz Alta.

O Sistema Sicredi divulga que atendeu a totalidade da demanda dos associados, que protocolaram 920 pedidos de financiamentos, totalizando R$ 101,5 milhões, com um ticket médio de R$ 110,3 mil em cada pedido. O resultado, no entanto, ainda foi inferior ao de 2014, quando o montante chegou a R$ 205 milhões. Neste ano, o maior volume de pedidos veio da Agricultura Familiar, por meio das linhas Pronaf, que geraram 590 pedidos, movimentando mais de R$ 37 milhões. Outros R$ 35 milhões são relativos às linhas do PSI.

A instituição destaca que neste ano a participação no Programa Mais Água, do governo estadual, para irrigação nas propriedades rurais, foi mais representativa, foram 55 pedidos protocolados que somados totalizam R$ 13 milhões. Há, ainda, R$ 16,5 milhões das demais linhas disponíveis, proveniente de 70 pedidos de crédito.

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