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Notícia da edição impressa de 03/09/2015

Crédito, custos e infraestrutura travam a produção de grãos

Danilo Ucha

BRUNA ANTUNES/JC
Dornelles (Federarroz) e Pires (Fecoagro) não deram boas perspectivas para quem planta no RS
Dornelles (Federarroz) e Pires (Fecoagro) não deram boas perspectivas para quem planta no RS

Os produtores de grãos - soja, milho, trigo e arroz - do Rio Grande do Sul acreditam que a safra 2015/2016 não deve alcançar as expectativas governamentais. Os resultados, preveem, serão prejudicados por uma série de fatores, como dificuldades para obtenção de crédito, aumento dos custos de produção e o agravamento dos tradicionais problemas de infraestrutura, logística e armazenamento. Essa opinião foi compartilhada pelo presidente da Federação das Cooperativa Agropecuárias do Estado (Fecoagro/RS), Paulo Pires, e o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Osório Dornelles, durante o debate Retrato do Agronegócio, promovido pelo Jornal do Comércio em parceria com o Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat/RS) e a Fiat.

No evento, os dois dirigentes sintetizaram as preocupações dos agricultores e mostraram o cenário negativo que existe no campo. Pires e Dornelles destacaram que dificilmente o Brasil terá, nos próximos anos, aumento tão expressivo na produção agrícola como o ocorrido nas últimas safras.

Segundo os debatedores, diante do aumento dos custos dos insumos e dos equipamentos, haverá menor uso de tecnologia, com reflexos na produção. "Falta dinheiro para o uso intensivo de tecnologia", disse Pires. O volume do crédito rural aumentou, segundo o presidente da Fecoagro/RS, mas os bancos estão dificultando a concessão do crédito, além de terem aumentado os juros. "O problema é seríssimo, há retração do crédito nos bancos", disse. Dornelles deu o exemplo da lavoura de arroz. Até o final de julho, só 60% do dinheiro disponível para o setor foi efetivamente contratado. Os produtores, até então, tomaram menos 30% do que no ano passado no mesmo período. Com medo do risco, gerado pelas dificuldades financeiras internas, pela diminuição dos preços nos mercados internacionais e, principalmente, pela elevação dos custos, os bancos estão exigindo garantias adicionais - a terra ou as máquinas, seguros e até avalistas. "O Brasil não vai cumprir seu objetivo de produção", afirmou o presidente da Federarroz.

"Também não acredito em repetição do crescimento da produção agrícola brasileira dos últimos anos", acrescentou Pires. Conforme o dirigente, os produtores terão que encontrar alternativas para serem mais eficientes. "Não sei nem se repetiremos a safra de soja do ano passado. O trigo já diminuiu a área em 30%, bem mais do que alguns estão querendo fazer crer", explicou.

Tanto Dornelles quanto Pires manifestaram-se favoráveis ao estabelecimento de políticas agrícolas de mais duração que a atual, válida apenas para o ano-safra. Ambos destacaram que é preciso criar um "programa de País", mais duradouro, de cinco anos, por exemplo. Somente assim, os investidores no agronegócio teriam a tranquilidade necessária para planejarem suas atividades.

COMENTÁRIOS
Francisco Berta Canibal - 03/09/2015 - 07h23
Dificuldades do setor primário. Finalmente a gordura terminou, e o governo federal contrariando os princípios econômicos, deixou os produtores sem perspectiva ao futuro para a sua atividade. Até isto o Governo Federal conseguiu destruir.
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