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Notícia da edição impressa de 22/12/2009

Ano será movimentado para a Capital

Gabriela Di Bella/JC
As pessoas vão ver uma cidade em ebulição, diz José Fortunati.
As pessoas vão ver uma cidade em ebulição, diz José Fortunati.

Em 2010, as atenções dos amantes do futebol estarão voltadas para a Copa do Mundo. Pela primeira vez na história, o maior evento da modalidade será realizado no continente africano. No entanto, enquanto a África do Sul começará o ano ajustando os últimos detalhes para receber atletas, dirigentes e torcedores dos quatro cantos do planeta, o Brasil, que dentro de campo tentará conquistar o hexacampeonato, também estará pensando no Mundial de 2014. 
Boa parte das obras de estádios e de infraestrutura das 12 sedes que receberão jogos precisará sair do papel. Assim, existe a preocupação de que nada dê errado e de que os recursos prometidos sejam liberados. Nas entrevistas que seguem, Paulo Odone e José Fortunati, respectivamente, secretários extraordinários do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre da Copa de 2014, falam sobre como está a situação da Capital e o que representará para a cidade o ano que se inicia.

JC  - O que vai representar o ano de 2010 para Porto Alegre como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014?

José Fortunati - É o momento em que várias obras começarão a sair do papel e a ser executadas. Serão obras fundamentais para preparar a cidade para o ano de 2014. Cito como exemplo os Portais da Cidade, a duplicação das avenidas Tronco e Beira-Rio e as obras dos viadutos da Terceira Perimetral. Então, 2010 vai representar o início do grande canteiro de obras em que Porto Alegre vai se transformar para 2014.

JC - E já existe uma previsão para o início das obras?

Fortunati - Com certeza a duplicação da avenida Beira-Rio começa no primeiro semestre. As demais devem começar no segundo porque são mais complexas e dependem da finalização dos projetos e das licitações.

JC - Na sua opinião, nesse ano de 2010, qual será o papel do governo federal?

Fortunati - O principal papel é o financiamento de uma parcela das obras. Nós estamos aguardando, por exemplo, R$ 70 milhões para a duplicação da avenida Beira-Rio e R$ 130 milhões para a da avenida Tronco. Outra questão é o início de uma ampla ação de sinalização em três idiomas – português, espanhol e inglês –, que será iniciada ainda no próximo ano com recursos do Programa de Desenvolvimento do Turismo.

JC - Já existe a garantia desses recursos?

Fortunati - Não. Há o compromisso firmado por três ministros: Paulo Bernardo, do Planejamento, Luiz Barretto, do Turismo, e Orlando Silva, do Esporte.

JC - O que o senhor imagina que uma pessoa que vier para Porto Alegre hoje e em dezembro de 2010 verá de diferente?

Fortunati - Eu acho que ela vai encontrar muitas obras acontecendo. Há algumas que já estão ocorrendo, como a remoção da vila Dique. No próximo ano, isso deverá ficar ainda mais visível. As pessoas também já percebem o Programa Integrado Socioambiental (Pisa), no bairro Restinga, próximo ao Jockey Club no Arroio Cavalhada e próximo à Usina do Gasômetro. Imaginamos que tenhamos também o início das obras do Aeromóvel. As pessoas que vierem a Porto Alegre em 2010 vão ver uma cidade em ebulição, mas no bom sentido.

JC - Quando Porto Alegre foi escolhida, notamos otimismo e alegria pela evolução que isso poderia trazer para a cidade. É impressão ou esse otimismo ficou arrefecido?

Fortunati - Não, não ficou. É natural que em um primeiro momento esse otimismo seja bastante contundente mas não se pode ficar comemorando 365 dias por ano. Agora é o momento de arregaçar as mangas e trabalhar.

JC - O senhor falou da possibilidade de investidores externos virem para Porto Alegre. Que tipo de investimentos seriam esse?

Fortunati - Seriam parcerias para os diversos projetos, como os Portais da Cidade e o Cais Mauá. Não é uma obrigação que esse investimento venha de fora do País, mas com certeza teríamos maior facilidade de obtê-los quando o leque se ampliar.

Paulo Odone: “Não são cinco anos para a Copa, na verdade são três.”

Jornal do Comércio - Como está o encaminhamento dos projetos na Capital?

Paulo Odone - Com relação a Porto Alegre, parece que as coisas principais estão encaminhadas, como os projetos de transporte coletivo, entre eles os portais e as obras de duplicação da avenida Tronco. Pelo Estado estamos envolvidos em algumas ações, como a revitalização do Cais Mauá. Carecemos deste espaço para abrir aos turistas em Porto Alegre. Esperamos fazer os editais de licitação em janeiro para começar a obra no ano que vem. Outras questões serão mais demoradas, vão ficar prontas no limite, como a do aeroporto Salgado Filho. O Estado também vai gastar bastante com a questão da energia. Em projetos da CEEE, o Rio Grande do Sul vai gastar R$ 69 milhões. Então já estamos encaminhando para financiamento no BID R$ 370 milhões que abrange toda a Região Metropolitana, todos os projetos da CEEE, e deixa a região de Porto Alegre segura para que não haja apagão em caso de temporal.

JC - E qual é a participação da União?

Odone - Estamos aguardando para ver qual será a contrapartida do Governo Federal, que está apressado com a Copa. Na duplicação da avenida Tronco, por exemplo, esperamos contrapartida da União. Aguardamos o Lula chamar para bater o martelo e dizer onde que a União participará.

JC - E a duplicação da pista do Salgado Filho?

Odone - A prefeitura está construindo e entregando residências e casas para os moradores das vilas Nazaré e Dique. Também solicitamos em Brasília verba para a desapropriação da vila Floresta, que é um bairro regular. Neste caso será mais complicado, porque as pessoas têm a propriedade das residências. Isso só pode ser feito com recursos.

JC - A Fifa estipulou algum prazo para começarem as obras de infraestrutura das cidades?

Odone - Em dezembro de 2012 a Fifa vem a Porto Alegre para vistoriar o estádio e a infraestrutura de acesso e energia, ainda mais porque teremos a Copa das Confederações em junho de 2013. Até lá, tem que estar tudo construído. Tem que começar logo, não tenho dúvida. Não são cinco anos para a Copa, na verdade são três.

JC - Como está Porto Alegre em relação às outras capitais?

Odone - Os problemas acontecem em todas as sedes. Em São Paulo, a Fifa exige estacionamento e obras no entorno do Morumbi. Em Curitiba, o Atlético-PR está com dificuldade para conseguir os R$ 150 milhões para acabar o estádio. O Inter também está com dificuldade de financiamento.

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