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Notícia da edição impressa de 22/12/2009

Consumo voltará a crescer

Steferson Faria/Petrobras/Divulgação/JC
Primeiro óleo extraído pela Petrobras foi comemorado.
Primeiro óleo extraído pela Petrobras foi comemorado.

Os recentes aumentos mensais do consumo da eletricidade são indicadores de que a crise econômica começa a ser algo do passado. E essa tendência deve ser mantida no Brasil no próximo ano. Tanto que o mercado trabalha com uma expectativa de incremento em torno de 5%.

A elevação vem sendo verificada em todas as classes de consumidores: industrial, residencial e comercial. “Por isso, serão necessários investimentos pesados para sustentar a demanda”, adverte o diretor da Siclo Consultoria em Energia Plinio Milano.

Essa preocupação foi intensificada devido ao “apagão” que afetou 18 estados no mês de novembro. Sobre esse incidente, o coordenador do grupo temático de energia da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Carlos Faria, afirma que foi um fato atípico. “Serviu de alerta para pensarmos com mais racionalidade a segurança do sistema elétrico brasileiro no futuro”, enfatiza o dirigente.

Faria aponta como um dos destaques positivos dentro do setor de energia, em 2009, a realização do primeiro leilão eólico no Brasil. Para 2010, ele acredita que um dos acontecimentos mais importantes será a disputa do leilão A-5 (para usinas que terão que ser construídas dentro do prazo de cinco anos).

Em 2010, grandes projetos termelétricos, que devem ser instalados no Rio Grande do Sul, pretendem participar do leilão A-5, no qual vencem os empreendimentos que apresentarem o menor custo pela geração de energia. Entre eles deverão estar as usinas da Gás Energy, em Rio Grande, e a da MPX Sul, na região de Candiota.

O complexo em Rio Grande ainda contempla um terminal de gás natural liquefeito (GNL) para abastecer a termelétrica. O investimento estimado nas duas estruturas é de cerca de US$ 1,4 bilhão. A térmica terá uma capacidade de geração de cerca de 1,28 mil MW (em torno de um terço da demanda média de energia do Estado). Já a MPX Sul planeja construir uma usina a carvão com potencial para gerar até 600 MW.

O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs prevê que o custo do carvão na região de Candiota dará competitividade ao projeto, mesmo concorrendo contra outras fontes que, tradicionalmente, têm um preço de produção de energia mais barato. Outra questão salientada por Faria é que os empreendimentos de geração de energia cada vez mais terão que reduzir o impacto ambiental. “Isso, evidentemente, vai aumentar o custo da energia”, argumenta Faria.

Já o diretor da Siclo acrescenta como novidade para 2010 a determinação de que as distribuidoras de eletricidade terão que ressarcir diretamente o cliente final se extrapolarem seus limites de duração e frequência de interrupções de fornecimento de energia. A medida, imposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), fará com que as concessionárias deem descontos na tarifa da luz para clientes que ficaram muito tempo sem eletricidade.

Pré-sal será tema político em 2010

As novas reservas enriquecerão as discussões políticas em 2010. Serão apreciados no Congresso os quatro projetos de lei que tratam do novo marco regulatório do setor e o tema pré-sal também deverá pautar a disputa eleitoral. “Será uma das sustentações da campanha da ministra Dilma Rousseff”, prevê o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) Adriano Pires. Ele adianta que o governo vai focar no aproveitamento de conteúdo nacional nos equipamentos que serão utilizados na exploração do pré-sal e receia sobre os reflexos que o novo marco regulatório terá no setor. O problema é que haverá um retrocesso, pois o modelo é estatizante, comenta Pires. 

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) admite que o assunto será debatido na eleição. “Não está sendo feito olhando para 2010. Estamos discutindo um marco regulatório para o futuro do País”, afirma o senador. “Se fosse para fazer eleição, era mais fácil licitar as áreas do pré-sal, pôr o dinheiro em caixa e sair gastando”, acrescenta Mercadante.

Produção deve atingir 150 mil barris diários

A expectativa da Petrobras é que em 2010 a produção na província do pré-sal atinja cerca de 150 mil barris de óleo equivalente (BOE) diários. A empresa e seus parceiros estimam produzir ao dia 1,4 milhão de barris diários em 2017 e superar 1,8 milhão de barris em 2020. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, informou que de 2009 a 2013, os investimentos da estatal no pré-sal totalizarão, no mínimo, US$ 28,9 bilhões. Localmente, um dos aspectos positivos do pré-sal será a construção de plataformas no polo naval do Rio Grande. Está prevista a implementação de oito cascos de plataformas de produção de petróleo no dique seco do município gaúcho. Até 2013, a estatal deverá investir no Estado em torno de US$ 2,6 bilhões em diversos empreendimentos.

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