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Notícia da edição impressa de 22/12/2009

Dólar, uma incógnita

João Mattos/JC
Blue chips são atrativas, considera Barreto.
Blue chips são atrativas, considera Barreto.

A cotação do dólar para 2010 ainda é uma grande incerteza. Economistas e analistas de mercado divergem quanto ao valor futuro da moeda norte-americana, o que é compreensível diante de um cenário de tantas incertezas dentro e fora do Brasil. No entanto, a maior parte das opiniões converge para o mesmo lado, e a notícia não é boa para os exportadores.

As previsões são de que o dólar seguirá a desvalorização reiniciada em 2009, fechando o próximo ano na casa dos R$ 1,60. A razão é a entrada maciça da moeda no mercado de capitais brasileiro, apontado como uma valiosa opção de investimento, e a estabilidade da economia do País, que crescerá acima da média mundial.

“O Brasil está recebendo muito mais dólar do que emite, e, enquanto isto continuar, teremos um dólar em baixa”, afirma Carlos Eduardo Andrade Júnior, diretor de Câmbio do Banco Rendimento. Ele explica que este movimento reforça as reservas internacionais e traz ao mercado doméstico produtos importados a preços acessíveis. Por outro lado, compromete a competitividade das companhias brasileiras.

“A tendência é de desvalorização, mas é o cenário externo que definirá a intensidade desta queda”, esclarece o economista Antônio Fraquelli, da Fundação Estadual de Economia e Estatística (FEE). Ele considera que uma piora na crise internacional poderá empurrar os investidores para mercados financeiros mais seguros. A continuidade de um cenário nebuloso também é apontada pelo economista do Banco Santander Cristiano Souza para que o dólar ganhe valor no Brasil no próximo ano.

Uma elevação nas taxas de juros americanas, japonesas ou europeias também poderá atrair investidores. Se alguma das hipóteses acima se concretizar, haverá alta de preço.

A previsão de um dólar na casa de R$ 1,60 estarrece os exportadores, que enxergam seus produtos ficarem menos competitivos a cada cent perdido. As indústrias de calçados, móveis, alimentos, fumo e metalmecânica têm procurado compensar a recente queda do dólar com mais inovação e agregação de valor aos produtos, mas ainda assim dependem de câmbio favorável para venderem lá fora.

“Será mais um ano em que a indústria terá de inovar e buscar novos mercados se quiser ampliar as exportações”, explica Oséias Schroeder, vice-presidente-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). Além de temerem a perda de espaço no mercado, os empresários alertam para o risco de invasão de produtos chineses no mercado brasileiro.

Se há algo que os exportadores tiveram certeza nos últimos anos é de que a política de câmbio flutuante brasileira é irreversível. Por isso, anseiam por outros estímulos, como redução de carga tributária e da burocracia e maior facilidade no acesso ao crédito.

Ainda assim, há medidas a serem adotadas no que tange ao câmbio, entende Paulo Tigre, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). “O Brasil tem se tornado muito atraente aos investimentos, mas isto vem prejudicando diretamente a competitividade da indústria no momento de exportar. É fundamental que tenhamos medidas de proteção”, alega.

Ibovespa poderá chegar ao patamar de 90 mil pontos

O mercado de capitais brasileiro deve se manter interessante em 2010. A recuperação da economia brasileira, prevista para crescer acima de 5% no próximo ano, e a elevação dos preços das commodities no mercado internacional deverão dar força às empresas brasileiras, o que refletirá na valorização de seus papéis na BM&FBovespa. “A bolsa brasileira foi a que mais se valorizou em dólar neste ano e tudo indica que teremos novamente um cenário atraente em 2010”, prevê Christian Klemt, gerente de Recursos de Terceiros da Corretora Sólidus. Claro que o ritmo da alta não será tão intenso quanto foi em 2009, uma vez que a atual valorização acima de 80% do Ibovespa recupera as perdas de 2008.

É grande a possibilidade de o mercado de capitais brasileiro remunerar acima de opões de renda fixa, como CDB e CDI. As projeções são de que o Ibovespa se valorize aproximadamente 20%, chegando aos 90 mil pontos no próximo ano, o que representará um recorde histórico. “O ano de 2009 recuperou boa parte do valor perdido pelas empresas durante a crise, mas os preços ainda não estão totalmente recompostos”, afirma Gustav Gorski, economista-chefe do Banco Geração Futuro. Setores como construção civil, varejo, alimentos, educação e telecomunicações merecem atenção.

As blue chips têm perspectivas bem distintas. Empresas que vendem commodities ao mercado externo dependerão da reação dos países desenvolvidos ou da ampliação a mercados emergentes. Já a Petrobras tem perspectivas sedutoras a longo prazo. “A dica é investir parte do capital nas blue chips e estar atento às empresas em ascensão para buscar uma rentabilidade acima da média”, explica Alessandro Barreto, gestor da Geral Asset Management. Uma das recomendações é estar atento aos IPOs (oferta inicial de ações). O bom humor do mercado de ações deve estimular muitas companhias a abrirem seu capital, mesmo por que o crédito ao setor produtivo ainda rasteja no Brasil pós-crise.

Taxa de juros ameaça rentabilidade das aplicações financeiras

Um fator que poderá segurar a elevação mais significativa do Ibovespa será a retomada do Banco Central de alta nas taxas básicas de juros. Com previsão de que estas fechem 2010 entre 10,5% e 11% ao ano, boa parte dos investidores passará a enxergar a renda fixa com mais agrado. Isto deverá ocorrer especialmente no segundo semestre.

Diversos fatores apontam para um ano de bonança, mas há também as ameaças. Analistas alertam para que o investidor fique atento às consequências de todas as benesses dos governos no período da crise.

O déficit público das nações desenvolvidas disparou e boa parte da demanda futura foi antecipada pelos incentivos fiscais concedidos pelos governos - inclusive o brasileiro. Quando os estímulos perderem o efeito, muitos economistas temem como o mercado poderá reagir. “Os governos não criaram valor, apenas inflacionaram o mercado, e o resultado pode ser um novo pico de crise ainda em 2010”, alerta Gabriel Barbosa, economista da consultoria de investimentos SWG.

Também se deve observar que o preço das ações brasileiras está muito elevado em função das perspectivas de ganho futuro - a bolsa de São Paulo é considerada umas das mais caras do mundo. Se os resultados trimestrais não corresponderem às expectativas do mercado, poderá ocorrer um reajuste dos preços para baixo.

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