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Notícia da edição impressa de 07/05/2013

Zaida e Delmar, os sucessores

RONNY BLAS/ARQUIVO/JC e ARQUIVO/JC
Delmar Jarros atuou por três décadas no jornal e Zaida Jayme Jarros assumiu em um momento difícil
Delmar Jarros atuou por três décadas no jornal e Zaida Jayme Jarros assumiu em um momento difícil

Ainda sob o impacto da morte prematura de Jenor Cardoso Jarros, em novembro de 1969, sua viúva, Zaida Jayme Jarros, escreveu uma carta em tom emocionado, dirigida a leitores, colaboradores e anunciantes do Jornal do Comércio. O texto foi publicado na capa do diário em 1 de dezembro daquele ano.

Dona Zaida, como era chamada pelos funcionários, havia atuado na publicação nos anos 1930, nos tempos mais difíceis do embrionário Consultor do Comércio, quando era uma jovem professora. Agora, aos 56 anos, anunciava seu retorno à empresa, em mais uma época complicada, quando o jornal perdia seu líder, e ela, o marido com quem fora casada por 34 anos. A nova dirigente compreendeu a dimensão que havia ganho o JC, que, como ela mesma definiu, era para Jenor “seu orgulho e razão de viver”.

“Sei que hoje o Jornal do Comércio é um patrimônio do Rio Grande do Sul e quero dar a ele o melhor dos meus esforços para, com a ajuda de Deus, de meu filho Delmar, dos velhos companheiros de trabalho Ismael Varella e Walter Lockmann, e mais os jornalistas Homero Guerreiro, como diretor-secretário, e Paulo Poli, como secretário-geral, e de todos os chefes e funcionários, realizar os ideais que sempre alentaram seu fundador. Aos amigos que ao longo de 36 anos confiaram no Jornal do Comércio, aos nossos anunciantes, às empresas de publicidade, aos bancos e, especialmente, aos nossos leitores, reafirmamos nosso firme propósito de continuar a veicular o PROGRESSO, realizando plenamente a obra do nosso inesquecível líder”, finalizava o editorial.

Zaida teve a sorte de contar com o filho Delmar Jarros, que já trabalhava na empresa com o pai. Os dois comandaram o jornal nas três décadas seguintes - ela como presidente e ele como diretor-administrativo do JC. A primeira tarefa da dupla foi dar continuidade à reformulação do jornal, que Jenor estava implementando. Além de ampliar o quadro de pessoal, havia negociado a compra da primeira impressora em offset da Capital e a segunda do Rio Grande do Sul.

Em 9 de novembro de 1970, o JC circulava impresso na nova rotativa. O primeiro suplemento, com a capa em cores, coincidindo com a inauguração do Autódromo de Tarumã, teve 120 páginas, um recorde. Com a offset, o JC se expandiu, abriu sucursais no Interior do Estado e no Rio, São Paulo e Brasília.

E a concorrência era forte nos anos 1970 - Porto Alegre ainda tinha sete diários: JC, Correio do Povo, Diário de Notícias, Folha da Tarde, Folha da Tarde Esportiva (depois Folha da Manhã), Jornal do Dia e Zero Hora. Com Zaida e Delmar, o JC se firmou como o jornal de economia e negócios do Estado. E resistiu à crise na imprensa gaúcha - em meados dos anos 1980, apenas dois diários se mantinham na Capital, o Jornal do Comércio e ZH.

Professora humanista e filho no caminho do pai

Roberto Brenol Andrade, editor de Opinião

Zaida Jayme Jarros nasceu em Porto Alegre, em 15 de outubro de 1913. Iniciou os estudos no Colégio Americano, transferindo-se depois a Santa Maria, onde se formou professora no Colégio Centenário. Filha do pastor Eduardo Menna Barreto Jayme, desde cedo dedicou-se à filantropia e à assistência social, valendo-se do magistério e de sua atuação na Igreja Metodista para concretizar valioso projeto comunitário. Esses fundamentos a acompanharam por toda a sua vida.

Quando voltou a residir em Porto Alegre, Zaida conheceu o jovem Jenor Cardoso Jarros, que depois fundaria o Jornal do Comércio. Casaram e tiveram dois filhos, Delmar e Noemi. Desde logo, Zaida colaborou intensamente para a consolidação do então Consultor do Comércio, inclusive corrigindo textos, dados estatísticos e tudo o mais que, pioneiramente, era publicado.

Liderança nata, presidiu a Federação das Senhoras Metodistas, participou do Rotary Club e, após a morte de Jenor, sucedeu-o na Sociedade de Proteção e Amparo aos Necessitados (Spaan).

Além da direção firme do Jornal do Comércio, Zaida Jarros notabilizou-se por estar sempre disponível, desde as mais altas autoridades federais, estaduais e municipais que visitavam o JC até um anônimo mas importante entregador, a quem auxiliava na solução de problemas dos mais diversos, pessoais e profissionais, incluindo familiares.

Em 1998, Zaida e Delmar Jarros iniciaram a transição para o processo de profissionalização do Jornal do Comércio. Ela faleceu aos 90 anos, em 2004, e deixou exemplos de amor à vida, intensa solidariedade, espírito cristão, tirocínio empresarial e um forte poder aglutinador.

Delmar atua hoje no Conselho de Administração do JC. Ele começou a trabalhar no Jornal do Comércio em 1969, levado pelo pai. Jovem, teve facilidade em se comunicar com as diversas equipes do diário. Com a morte de Jenor, trabalhou ao lado da mãe para fortalecer o JC. Criaram, por exemplo, o Prêmio Destaques do Ano. A presença do jornal na Expointer e o apoio à cobertura agropecuária também marcaram a gestão de Delmar.

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