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Notícia da edição impressa de 07/05/2013

Eles trabalharam com o fundador

Profissionais do Jornal do Comércio em atividade lembram do convívio com Jenor Cardoso Jarros
Antonio paz/jc
Somados os anos de atividade, Hélio, Adão Luiz, João e Roberto tem mais de dois séculos no JC
Somados os anos de atividade, Hélio, Adão Luiz, João e Roberto tem mais de dois séculos no JC

Quatro profissionais em atividade no Jornal do Comércio trabalharam com Jenor Cardoso Jarros, que fundou o veículo de comunicação em 1933. Todos passaram por várias funções no jornal e foram crescendo ao longo dos anos. Outro traço em comum entre eles é ter trabalhado por décadas na empresa e, depois da aposentadoria, seguir atuando no jornal.

João da Rosa Soares, 77 anos, começou no jornal em 1956. Está há 57 anos no JC, sendo que em 13 deles conviveu com Jenor. “Tanto ele quanto Dona Zaida Jarros eram muito bons, cuidavam dos funcionários como se fossem seus filhos. Era como se fosse uma grande família”, lembra.

Adão Luiz dos Santos, 67 anos de idade e 53 de Jornal do Comércio, fala no mesmo tom de carinho. “Nesse tempo de JC, desde 1960, lembro como um momento triste o dia da morte do seu Jenor. E também o falecimento da Dona Zaida depois. A alegria, acho que a maior foi o início da operação da impressora offset”, conta.

Hélio Nascimento conviveu com Jenor Jarros por quase uma década. Ele destaca duas características do fundador do jornal: cinéfilo e discreto. “Jenor gostava muito de cinema, via muitos filmes e discutia com a gente lá no escritório. Inclusive foi produtor associado do longa-metragem Vento Norte, de 1951, talvez o filme mais importante da história do Rio Grande do Sul”, conta.

Entretanto, o criador do JC, que primava pela discrição, não quis que seu nome aparecesse nos créditos da película. Nascimento o descreve ainda como um sujeito simples, que circulava no jornal. “Pela manhã ele ficava mais no escritório e de tarde passava na redação”.

Roberto Brenol Andrade, 72 anos, ingressou no JC em 1969, ano da morte de Jenor. “Não o conheci muito bem, mas pude observar que ele consultava os funcionários sobre como estavam as coisas e tomava cafezinho no bar com todos”, aponta o jornalista, que está na empresa há 44 anos.

Aqui eu aprendi um ofício

Adão Luiz dos Santos, 67 anos, começou a trabalhar no Jornal do Comércio quando era adolescente, aos 14 anos. Assim como outros profissionais, passou por diversos setores do jornal - distribuição, administrativo, impressão e, nas últimas décadas, redação. Volta e meia algum colega comenta: “Esse aí sabe tudo da profissão”. Pudera, Adãozinho, como é chamado, acompanhou toda a evolução do jornal ao longo dos 53 anos em que está na casa. E foi se aprimorando ao longo do tempo.

Natural de Camaquã, veio para a Capital aos 12 anos e logo trabalhou em um armazém. Por isso achou fácil quando fez um teste para entregador do jornal, dois anos mais tarde. Atuou na região de Navegantes e, pela responsabilidade demonstrada, foi chamado para o escritório, onde atuava como cobrador na região do Centro. Seguiu no jornal e, depois de servir ao Exército, tinha seu posto garantido. Mas preferiu o trabalho duro no industrial.

“Todo mundo estranhou. Mas eu queria aprender um ofício. E aprendi”. A atividade era pesada, no tempo em que a rodagem do jornal era feita com máquinas linotipo e composição em chumbo. Logo passou a fazer as emendas do jornal e, em 1967, começou a atuar como tipógrafo. Com as mudanças previstas a partir da impressão em offset, preparou-se para ser diagramador. “O JC era um jornal-escola. O pessoal entrava e aprendia a profissão”. Foi o que ocorreu com Adãozinho, um dos primeiros diagramadores do JC. Está nessa atividade desde 1973 – desenhou no papel e hoje trabalha com programas modernos no computador. Chefiou o setor por quase duas décadas, até se aposentar em 1993. No dia seguinte, Zaida Jarros o chamou a sua sala. “Não me abondones, meu filho”, disse ela. Adãozinho ouviu o pedido e está até hoje no jornal.

Do escritório ao cinema

Hélio Nascimento, 76 anos, sempre gostou de cinema. Mas começou trabalhando no setor administrativo do Jornal do Comércio em 1960. Só depois é que se tornou crítico do jornal. Entrou no JC por acaso. Estava desempregado e encontrou o amigo Hiron Goidanich (Goida) na rua da Praia. Goida, que trabalhava no escritório do JC, no Palácio do Comércio, incentivou Nascimento a ir para o jornal.

Pouco a pouco, o funcionário da administração foi dando contribuições para a seção de cinema, que já saía em todas as edições quando o jornal era trissemanal. Até que ele substituiu o titular Moraes de Oliveira, que deixou a empresa. Nascimento conciliou as atividades do escritório com a redação por quase uma década. Quando o JC se mudou para a sede da avenida João Pessoa, em 1968, ele continuou dando expediente no Palácio do Comércio, no Centro, mas mandava seus textos para a redação. Até que, pelo aumento das demandas administrativas e pelo crescimento do espaço editorial do jornal, não podia mais manter as duas funções.

Assim, em 1970, ele foi integrado definitivamente à redação na João Pessoa. Aí, além de escrever sobre cinema, passou a colaborar com outros temas, especialmente na parte de cultura. Foi Nascimento quem sugeriu o nome do novo suplemento de cultura, Panorama, criado em 1983. No ano seguinte, Jayme Copstein, que assumira como novo editor-chefe, o convidou para editar o caderno, o que fez até 1992, quando se aposentou. O afastamento do JC foi breve. Jefferson Barros pediu um artigo para o amigo, depois outro foi encomendado e, na segunda metade da década de 1990, Nascimento já estava colaborando regularmente. De lá para cá, publica uma coluna semanal de cinema no caderno Viver.

Esse jornal é a minha vida, define Soares

Aos 77 anos, João da Rosa Soares dá expediente diário no Palácio do Comércio. Ele é o responsável pelo escritório que o Jornal do Comércio mantém no Centro. E responde rápido ao ser questionado sobre o dia em que começou a trabalhar no JC: 15 de fevereiro de 1956, oito meses antes de o Consultor do Comércio passar a se chamar Jornal do Comércio. Ele tinha 19 anos na época. Desde então, nunca deixou o serviço - só mudou o endereço de trabalho quando o jornal se mudava.

Natural de Uruguaiana, foi morar em Alegrete logo na infância e começou a trabalhar aos 12 anos, em uma farmácia. Depois de três anos conciliando estudos e atividades laborais, como preparação de pomadas e lavagem de recipientes de vidro, trocou de serviço. Passou a atuar na Cooperativa de Empregados da Viação Ferroviária, onde fazia serviços burocráticos de toda ordem. Aprendeu muito ali, inclusive sobre contabilidade. Saiu para servir ao Exército. Depois de um ano, decidiu vir para Porto Alegre.

Metodista, tinha amigos em comum com a família de Jenor Cardoso Jarros. E uma dessas amizades lhe entregou um bilhete de recomendação. Foi o suficiente para, mal desembarcar na Capital e, já estar empregado no Consultor do Comércio.

Trabalhou, literalmente, em todos os setores do jornal: distribuição, impressão, comercial, administrativo e até na redação. “Eu nunca dizia não. Sempre que me pediam, eu ajudava”, resume. Soares começou como entregador no 4º Distrito. Depois foi para o escritório, onde fazia fichas de endereço do jornal e batia carimbos de recibo. Digitou manifestos de navios, detalhando importação e exportação de produtos, auxiliou no almoxarifado, ajudou na montagem de páginas no tempo do linotipo, foi responsável pelo caixa do jornal...

Nas últimas décadas, sua principal tarefa foi o encaminhamento de publicações legais, especialmente as vindas do Interior. Para isso, deixou a então recém-adquirida sede da avenida João Pessoa e voltou para o Palácio do Comércio, no início dos anos 1970. Chegou a se aposentar em 1992, mas seguiu atuando no JC. “Nunca saí do jornal.”

Linha editorial do JC sempre foi de seriedade

Roberto Brenol Andrade, 72 anos, ingressou no Jornal do Comércio aos 28 anos, em 1969. Apesar da pouca idade, já era um repórter experiente na época, com coberturas internacionais e oito anos de atividades na empresa Caldas Júnior. No JC, começou como repórter, tendo o secretário de redação, Homero Guerreiro como chefe. “Naquela época, eram poucas funções na redação. Os editores só entraram nos anos 1970”, lembra.

Em 1973, Brenol foi promovido a chefe de reportagem. E depois de conciliar o trabalho com o comando da imprensa da prefeitura de Porto Alegre, na gestão de Telmo Tompson Flores, passou a se dedicar apenas ao jornal, quando assumiu a redação no final dos anos 1970, no lugar de Paulo Poli. Atuou como editor-chefe por vários anos e em mais de uma oportunidade, a mais recente no início dos anos 1990. Nas últimas décadas, tem se dedicado a produzir e editar todo o espaço de opinião do jornal. Editor do setor, seleciona artigos, cartas e escreve o editorial do JC, texto que formaliza a posição do jornal a respeito dos mais diversos temas.

“A linha do Jornal do Comércio é clara e se mantém a mesma ao longo de todos esses anos. É um diário sério, que prima pela responsabilidade e precisão nas informações que publica, defende o livre mercado e a livre iniciativa, respeitando as opiniões divergentes e dando espaço a elas. O JC, inclusive, é reconhecido por ser democrático e ouvir com equilíbrio as diferentes forças políticas e ideológicas”, observa.

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