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economia/varejo Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Comércio focará na eficiência dos serviços

Adriana Lampert

Com a consolidação do ingresso das classes C, D e E no consumo, a expectativa do comércio gaúcho para o ano que vem estará atrelada mais à “manutenção” do crescimento, projetado para oscilar em margens que variam entre 4% e 4,5% para atacadistas, 4% e 6% para supermercadistas, e 7% a 8% para o restante do varejo. Aquecer a demanda será o desafio dos empresários do setor, que deverão focar na eficiência dos serviços em busca de bons resultados, independentemente do aumento de vendas.

“A preocupação dos lojistas nos próximos 12 meses passará pela dinâmica na capacidade de inovar em produtos e nos sistema de distribuição”, aponta o presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi. Ele avalia que, neste sentido, os estabelecimentos do Estado, incluindo redes de lojas, shoppings e supermercados, “estão na vanguarda”, mas alerta que estas áreas precisam “acompanhar o movimento de mercado, com inovações sistemáticas”. “Em termos de preparação de equipes, estamos (Fecomércio-RS) dando exwwo, promovendo cursos através de sindicatos filiados e do Senac-RS, em busca de aprimoramento e qualificação da mão de obra no comércio e nos serviços”, ressalta.

Preparando melhor lojas e equipes “para atender a um cliente mais exigente e melhor informado sobre seus direitos”, redes supermercadistas apostam que, nos próximos anos, o papel do varejo de alimentos continuará sendo um “importante termômetro do consumidor da nova classe média”. “Se a economia desacelera, as pessoas podem não comprar carro ou uma geladeira nova, mas não vão deixar de comer melhor”, opina o gerente comercial do Walmart Brasil, responsável pela região Sul, Alexandre Uebel. Um movimento deste ano continuará sendo foco da rede nos próximos 24 meses: a conversão de sistemas das empresas adquiridas no Nordeste e Sul do País. “O investimento em tecnologia da informação será bastante expressivo nesse período”, garante.

O empenho em reduzir margens de quebras, perdas e custos irá fazer parte do dia a dia dos supermercadistas no Estado, adianta o presidente da Associação Gaúcha de Supermercado (Agas), Antônio Cesa Longo. “Os estabelecimentos irão buscar melhorar o atendimento nas padarias, açougues, restaurantes e outros negócios que funcionam dentro dos mercados”, afirma. Para Longo, em 2013 o governo “terá que fazer o dever de casa”, se quiser mais que uma economia morna. Em paralelo, 60% dos empresários de supermercados gaúchos pretendem realizar melhorias nas lojas, investindo em logística e informática. “Por ser altamente nervoso e competitivo, o setor deve continuar abrindo e fechando incorporações no decorrer do próximo ano”, acredita o dirigente.

No comércio também há uma perspectiva de que aumentem os investimentos, afirma De Marchi. “Há oferta de recursos com custos financeiros mais compatíveis com a necessidade do mercado, possibilitando bons projetos”, avalia. De acordo com o vice-presidente e presidente em exercício da entidade representativa dos Sindicatos do Comércio Atacadista de Porto Alegre e do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiatacadistas), Luiz Henrique Hartmann, “existe um pleito de que se tenha um programa de incentivo similar ao Fundopem/RS (que beneficia a indústria) voltado para investimentos em ampliação e modernização do parque atacadista no Estado”, garantindo novos (e mais modernos) centros logísticos. “Esta reivindicação já foi repassada ao governo”, frisa, lembrando que apesar de consolidado, o setor precisa investir em manutenção.

Empresários acreditam na diminuição da inadimplência

Dilatar prazos para o crédito e realizar promoções que ofereçam juros mais baixos serão iniciativas que os lojistas da Capital podem implementar no decorrer de 2013, para incentivar a nova classe média a continuar consumindo de forma intensa. “Estas são estratégias que funcionam”, explica o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Sérgio Galbinski. Na contramão, ele diz que as pessoas estão comprando menos a prazo, o que indica que a inadimplência deve diminuir no próximo ano. Segundo ele, não haverá notícias de novos pontos comerciais na Capital no período. “Neste sentido, a previsão é de crescimento natural, quase vegetativo. O número de empresas ativas não muda, conforme abrem umas, fecham outras.”

O mesmo prevê o diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF) no Estado, Gustavo Schifino. “O número de franquias (estabelecimentos) no Estado não deve crescer, apesar de que o volume de franqueadores (detentores das marcas) tenderá a pular dos atuais 42 para 55 em 2013.”

Já no Interior do Estado, a promessa é de expansão de grandes redes. “Temos informações de prospecção de abertura de lojas nos setores de material de construção, têxtil, confecções e eletroeletrônicos”, generaliza o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) do Estado, Vitor Augusto Koch. “Veremos grandes varejistas entrando em cidades pequenas, com até 50 mil habitantes”, anuncia. Sem citar nomes, ele antecipa que uma rede de lojas que vendeu parte das operações para o centro do País irá investir o dinheiro no Estado, usando estratégias ousadas. “Outras duas gigantes do setor de eletrônicos do País deverão implementar operações em solo gaúcho”, revela, mantendo em sigilo os nomes das empresas.

Koch ressalta que uma tendência forte no próximo ano será dos pequenos empreendedores investirem em lojas virtuais. “O canal da web deve continuar se fortalecendo, sem que outros canais percam clientes”, avalia. Para o presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi, a mobilização nas vendas virtuais seguirá em “fase de formatação”. “Ainda não há sinais evidentes de um grande crescimento desta ferramenta no comércio. O desempenho está lento, tem que se aprimorar.”

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