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economia/agronegócios Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Boa safra e altos preços prometem mais renda aos produtores agrícolas

Depois de registrar perdas históricas devido à seca em 2012, a agricultura gaúcha espera um 2013 de recuperação e ganhos para o produtor. Representantes das cadeias produtivas e analistas agropecuários acreditam que o próximo ano será muito melhor para os produtores do Estado devido à previsão de clima mais favorável para as culturas de verão e à tendência de preços altos dos grãos.

Em 2012, devido à seca, a produção de grãos no Rio Grande do Sul ficou em 19,62 milhões de toneladas, representando uma queda de 10 milhões de toneladas na comparação com a colheita do ano anterior. Para 2013, com a expectativa de normalidade no clima, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) projeta uma colheita entre 26,9 milhões e 29 milhões de toneladas de grãos, uma expansão de 37% no cenário moderado e 48% na estimativa otimista.

Além disso, a área plantada com grãos no Estado na safra 2013 deve chegar a 7,891 milhões de hectares, superando em 2,37% o registrado no período anterior, segundo dados do IBGE. Um dos motivos é o elevado preço das commodities agrícolas, impulsionado pelos estoques reduzidos. “O aumento do consumo mundial de alimentos é incontestável, o que se reflete em mais área plantada. No ano que vem, teremos um cenário de desenvolvimento no Rio Grande do Sul”, projetou Carlos Sperotto, presidente da Farsul.

As expectativas otimistas em relação à agricultura devem se refletir em toda a economia estadual. Segundo estimativa da federação, o PIB gaúcho deve ter queda de 2,02% neste ano e crescimento de 6,37% ano que vem. Tanto a queda quanto a alta projetadas para os períodos se devem principalmente ao desempenho do setor agropecuário, conforme o secretário estadual da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi. “O PIB do agronegócio gira em torno de 11% do total estadual. Mas, somando o resultado das cadeias produtivas, das indústrias que dependem dessas matérias-primas, temos 45% do PIB gaúcho dependente da agricultura. Então, deveremos viver um momento muito positivo no Rio Grande do Sul em 2013.”

Para os analistas, os valores das commodities deverão garantir a rentabilidade dos produtores no próximo ano. Os estoques mundiais, devido às perdas da safra norte-americana, estão baixos, e a demanda por grãos continua elevada. No caso da soja, os preços vêm se mantendo acima de US$ 14,00 por bushel, e a tendência deve se manter altista nos próximos meses.  “Poderá haver uma retomada para o recorde de US$ 17,94”, aponta o analista de mercado Farias Toigo.

O milho, que registrou recorde nas exportações brasileiras - 17 milhões de toneladas de janeiro a novembro – também deverá sofrer pressão de alta nos preços, pelo menos até o segundo semestre. A partir de então, conforme Toigo, caso seja confirmado o aumento do plantio nos Estados Unidos, os preços serão empurrados para baixo. “Os produtores têm que aproveitar esse primeiro momento, que é bom, para fazer vendas futuras.”

Já para o arroz, a expectativa é de estabilidade produtiva no Estado. Conforme o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), a produção desta safra deve igualar a última, atingindo em torno de 7,5 milhões de toneladas. Conforme Renato Rocha, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), os preços devem atingir patamares superiores aos de 2012. “Temos a mesma projeção de safra, mas os estoques de passagem estão bastante reduzidos, as exportações vão muito bem, e não há projeção de aumento de importações”, elencou.

Cadeias de carnes esperam por recuperação

As cadeias produtivas de carnes, que também sofreram perdas em 2012 devido à seca, os altos custos de produção e as dificuldades impostas pelo mercado externo, esperam retomar a rentabilidade no próximo ano. A tendência de uma boa safra de milho e soja, principais matérias-primas para a ração, fazem com que produtores e indústrias apresentem otimismo em relação a 2013.

Conforme Francisco Turra, presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), a atividade sofreu graves perdas de rentabilidade com a elevação média de 45% nos preços das matérias-primas para ração em 2012. “A maioria de nossas empresas ficou sem crédito, descapitalizada e trabalhando com margens baixas”, lembra. No caso dos suínos, os preços mais altos do milho e da soja também levaram a uma rápida elevação dos custos de produção, reduzindo a rentabilidade dos produtores e dos frigoríficos. “De janeiro a outubro, foi impossível trabalhar com rentabilidade no setor”, garante Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips).

Para 2013, com a expectativa de melhoria na produção de grãos nacional e também no exterior, o setor projeta um equilíbrio nos custos de produção.  No entanto, o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Estado (Acsurs), Valdecir Folador, lembra que, mesmo com a safra melhor, os preços deverão se manter altos. “Acreditamos que os suínos devem registrar um patamar mínimo de R$ 3,10 o quilo pago ao produtor, o que ajuda a pagar os custos, que estão entre R$ 2,90 e R$ 3,00 o quilo, mas não deixa muita margem de lucro.”  No caso dos bovinos, o ano deve fechar com o abate de 1,75 milhão de cabeças, 5,2% a menos do que em 2011. O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, atribuiu a queda à falta de bois para o abate, causada pela exportação de gado em pé, a venda de terneiros para outros estados e a seca que se abateu sobre o Rio Grande do Sul. Para 2013, as previsões são otimistas quanto à abertura de mercado, pois existe a expectativa da queda do embargo da Rússia às exportações brasileiras. 

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