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economia/energia Notícia da edição impressa de 28/12/2012

Empresas aceleram investimentos para atender à demanda da Copa

Jefferson Klein

O próximo ano será marcado por uma série de investimentos no setor de energia no Rio Grande do Sul. Um dos motivos para a intensificação do aporte dos recursos é a conclusão de obras fundamentais para a segurança do fornecimento no Estado durante a Copa do Mundo de 2014.

Grande parte dos empreendimentos ficará concentrada na Região Metropolitana de Porto Alegre, na área da concessão do Grupo CEEE. O presidente da empresa, Sérgio Dias, adianta que a Copa do Mundo deixará um legado para a infraestrutura gaúcha. “A única saída da companhia é fazer investimentos”, ressalta o dirigente.

Entre o conjunto de obras, está a construção de três subestações e quatro linhas de transmissão que abastecerão Porto Alegre e municípios como Viamão e Alvorada ao custo de R$ 83,3 milhões. A previsão é de que todos sejam finalizados até dezembro de 2013, assegurando, a partir daí, estabilidade ao sistema energético e garantindo a demanda para o mundial de futebol da Fifa.

As subestações serão implementadas na esquina das ruas Voluntários da Pátria e Ramiro Barcelos, na esquina da avenida Serraria com a rua Cirino Prunes e no bairro Menino Deus. Esta última estrutura irá satisfazer demandas como as do estádio Beira-Rio e do hospital Mãe de Deus e será feita de forma compacta, o que implica menor impacto visual e ambiental para a cidade.

O secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Caleb de Oliveira, defende que o Grupo CEEE precisa retomar a capacidade de investimento. “Tivemos, por muito tempo, um bom trabalho de manutenção, mas pouco investimento”, diz Caleb. O secretário enfatiza que os créditos que a estatal tem a receber (cerca de R$ 3 bilhões) relativos à Conta de Resultados a Compensar (CRC), que diz respeito à compensação de pagamentos a ex-autárquicos e inativos por parte da União, garantirão fôlego para novos aportes em geração, transmissão e distribuição.

Além de atender às necessidades da Copa do Mundo, Caleb salienta que o Estado precisa ter oferta de energia que permita que as indústrias se estabeleçam na região com tranquilidade.

Retorno da AES Uruguaiana está previsto para janeiro

O Rio Grande do Sul está prestes a recuperar um importante complexo para a segurança do fornecimento de energia. A expectativa do Grupo AES é de que a sua termelétrica em Uruguaiana (paralisada desde 2009 por falta de fornecimento do gás natural da Argentina) volte a operar no mês de janeiro. Em meados de dezembro, a empresa afirmava que faltavam ser definidos alguns pontos relacionados ao fornecimento de gás pelos governos do Brasil e da Argentina e pelas companhias que vão operar o insumo. Da mesma forma, a modalidade de comercialização da energia gerada precisa de regulamentação por parte do Ministério de Minas e Energia. Uma das possibilidades é que o gás natural liquefeito (GNL) proveniente da Argentina seja utilizado no abastecimento.

A termelétrica tem capacidade total instalada para gerar 639 MW (em torno de 15% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O coordenador da área de energia da Agenda 2020, Ronaldo Lague, frisa que se trata de uma usina com capacidade de geração muito grande, e que seria excelente para o Estado a volta da sua operação. Além disso, Lague sustenta que o Rio Grande do Sul terá que reforçar o sistema de transmissão para aumentar a segurança.

Carvão voltará aos debates e projetos eólicos continuarão crescendo

Se a tendência para a energia eólica, uma fonte renovável, é de continuar aumentando sua participação na matriz energética nacional, o carvão, um combustível fóssil, espera voltar a ser uma opção para o incremento da geração de energia no País. Este último recurso conta como vantagem a sua disponibilidade estável em qualquer período do ano (diferentemente dos ventos e da hidreletricidade), porém, como obstáculo, o fato de causar um maior impacto ambiental.
O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Carlos Faria, ressalta que o setor do carvão aguarda a cada ano a sua volta às disputas de leilões de energia. Ele recorda que há projetos termelétricos licenciados, prontos para concorrer nesses certames. “Talvez, se as equipes de planejamento do segmento elétrico dentro do governo adotarem a visão de descentralizar um pouco a geração, o carvão possa entrar na disputa.”

Por outro lado, o dirigente acredita que a energia eólica continuará elevando sua participação na matriz energética brasileira. “É uma fonte que pode e deve crescer, mas é preciso ficar claro que é uma energia alternativa, não se pode contar com ela 100%”, defende Faria. A presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Melo, admite que o último leilão de energia, realizado em 14 de dezembro, foi decepcionante quanto ao preço (R$ 87,94 por MWh) e ao volume eólico (281,9 MW de potência instalada) comercializado. No entanto, ela ressalta que se mantém a expectativa otimista para 2013. A dirigente argumenta que a desaceleração da economia em 2012 refletiu-se também na questão do consumo de energia. “Como esperamos a retomada da economia para o próximo ano, deve aumentar a demanda de energia”, projeta Elbia. A ABEEólica, para 2013, estima a retomada do crescimento do PIB nacional, em torno de 4%.

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